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Diversidade: muito além das cotas legais e programas internos

Milene Lopes Schiavo

Publicado em 03/02/2014 às 13:28

A importância em se adotar uma visão estratégia sobre a Diversidade, olhando para dentro e para fora

Quando falamos em “Diversidade” muitos associam diretamente às cotas legais que o Governo estabelece para as empresas, como Pessoas com Deficiência e Jovem Aprendiz. Empresas em estágios mais avançados sobre o tema apresentam uma visão mais ampla, incluindo no “guarda-chuva” da Diversidade outros públicos, como por exemplo: Mulheres, Negros, LGBT e Sênior (profissionais com mais de 45 anos).

Quanto maior a empresa, mais comum é existir uma estrutura formal (área ou equipe dedicada) que cuida do tema Diversidade. Além de cuidar da contratação, acompanhamento e desenvolvimento de Pessoas com Deficiência e Jovem Aprendiz (e todos os processos correlatos a estas duas questões legais), essas empresas formatam e implementam diversas outras ações e programas com foco nos demais públicos. Alguns exemplos: ações de capacitação e desenvolvimento das mulheres para que possam crescer na carreira e assumir cargos de liderança, grupos de diálogos com os públicos da Diversidade, programas de Mentoring e/ou Coaching, Sessões de sensibilização da liderança, Ações para elevar o % de negros nas organizações, etc.

Empresas que possuem uma visão estratégica da Diversidade interna, tendem a elevar o grau colaborativo interno, seu potencial de inovação e criatividade (afinal, quanto mais diverso é o público, maior é a diversidade de opiniões e contribuições aos trabalhos e projetos), assim como sua percepção como empresa socialmente responsável. Para quem trabalha e também para quem gostaria de trabalhar, tornando-se, assim, mais atrativa para reter seus recursos e atrair novos profissionais.

Mas a estratégia da Diversidade não deve se restringir aos seus públicos internos e o que a Organização promove para eles. Além deste “olhar para dentro”, a empresa deve ser capaz também de exercer este “olhar para fora”, atuando estrategicamente com a Diversidade dos clientes atuais e potenciais. Para refletir: os produtos, serviços, estratégia de segmentação e modelo comercial da sua empresa levam em conta toda a Diversidade existente hoje?

Recentemente tive a oportunidade de participar de um evento promovido pela Serasa Experian sobre Diversidade e ouvi o Andrés Tapia, executivo da Korn Ferry International falando sobre o assunto e questionando as empresas participantes sobre “Qual é a força de consumo da Diversidade?”. E esta provocação deve ser feita em todas as Organizações para que possam refletir o quanto estão pensando na Diversidade de forma mais holística e sustentável, mirando o público interno, o público consumidor externo e a sociedade.

As empresas devem ser capazes de atuar observando, atuando e propondo, tanto interna, como externamente, programas, produtos e serviços que atinjam todas as diversidades existentes, não podendo mais ignorar ou suprimir as diferenças, sejam elas socioeconômicas, etárias, culturais, gênero, opção sexual, cor/raça.

parou para pensar no potencial de consumo de cada um destes públicos? Sua empresa oferece ou fez estudos para oferecer produtos e/ou serviços para Mulheres, Negros, Jovens, Aposentados, Estrangeiros, Adeptos das diferentes religiões, LGBTs e Pessoas com Deficiência? O quanto estes públicos e mercados podem representar de oportunidades?

Se a sua empresa tem foco na Diversidade interna, deu os primeiros passos. E agora pode evoluir para uma visão mais estratégica e completa. Se a sua empresa ainda não começou, desenvolver o foco na diversidade interna é um excelente primeiro passo para conseguir atuar estrategicamente com a diversidade externa num segundo momento.

Bons e diversos negócios em 2014!

 

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Milene Lopes Schiavo

Recursos Humanos

Administradora de empresas e publicitária, pós-graduada em Marketing pela ESPM e em Recursos Humanos pela FAAP. Atuou por dez anos no mercado de distribuição de TI em posições executivas nas áreas de Marketing e Recursos Humanos. Atualmente trabalha em uma consultoria global de gestão estratégica do capital humano.
 

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