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Dia Mundial da Internet Segura

Patricia Peck Pinheiro

Publicado em 10/03/2017 às 15:45

Uma das ações preventivas anuais de maior destaque no ambiente digital é o Dia Mundial da Internet Segura. Realizada toda segunda semana de fevereiro, a data é marcada por iniciativas que buscam mobilizar usuários acerca dos riscos de estarmos inseridos em uma sociedade sem muros nem portas, onde a informação é em tempo real e o conteúdo compartilhado não tem devolução. Além disso, as instituições que participam da iniciativa também fortalecem o discurso acerca da importância de contribuir para a disseminação de conteúdos seguros e construtivos na Internet. 

 

Neste ano, a mobilização aconteceu no dia 07 de fevereiro, e o tema escolhido pelo Instituto iStart para compor a campanha foi o controle parental. A funcionalidade disponível em diversos sistemas abrange diferentes opções programáveis como filtro de conteúdo web, bloqueio de download de aplicativo, registro de atividades, controle de tempo e de acesso a determinados conteúdos. A ideia é ser um meio de auxiliar os pais e responsáveis na desafiadora tarefa de mitigar os riscos que os menores estão expostos na gigantesca rua da Internet.

O jovem da era digital tem se mostrado extremamente hábil no manejo da tecnologia, mas, por outro lado, é muito inocente frente a situações em que deveria enxergar risco e ter comportamento mais cauteloso. Isso pode ser reflexo de uma vida com menos responsabilidades, crescendo em grandes centros urbanos onde a criação tem sido com uma redoma de superproteção da família. Apesar de estar longe da rua tradicional, o mesmo não ocorre com a rua digital, na qual ele está cada vez mais exposto e por vezes com desconhecimento dos responsáveis.

Pesquisa elaborada pelo Comitê Gestor da Internet (CGI)  indicou que 82% dos jovens acessam a rede por telefones móveis. A indústria de telecomunicações poderia promover mais campanhas educativas sobre o uso seguro do celular. Uma iniciativa importante nesse sentido foi da operadora Vivo, que em 2013 lançou o pacote Vivo Filhos Online. O serviço bloqueia conteúdo impróprio na web, informa sobre os contatos questionáveis no Facebook e conversas perigosas ou desagradáveis em chats, permite definir os intervalos de tempo para acessar a internet e as configurações de proteção de cada um dos seus filhos, além de disponibilizar relatórios através de uma interface web.

A maioria dos pais quando dá um celular para um filho só diz para não gastar muito crédito, não quebrar a telinha ou não perder o aparelho. Mas é necessário acompanhar e supervisionar o uso, instalando ferramentas protetivas antes de dar o dispositivo, como antivírus e software de controle parental.

A lei brasileira distingue criança, que é o menor até 12 anos incompletos, do adolescente. Por isso muitos serviços digitais exigem idade mínima de 13 anos, pois não foram feitos para criança. Ou pelo menos, não deveriam ser utilizados por crianças sozinhas, elas devem estar sempre assistidas por um adulto, inclusive na navegação da internet.

Vale lembrar que pelo artigo 932 do Código Civil, os pais têm o dever de vigilância, e quando não o fazem, respondem por negligência. Criança conectada à Internet sem a supervisão de um adulto é um menor abandonado digital. Por isso os responsáveis precisam estar mais presentes na vida dos filhos, sabendo de que e com quem os filhos estão brincando, inclusive no ambiente online.

 

Recomendamos o apoio e a orientação num uso mais seguro das redes, a partir de atitudes como:

 

1. Estabelecer regras claras (o que pode ou não fazer);

 

2. Vigilância Parental é um dever, é preciso realizar inspeção e monitoramento;

 

3. Criar perfis de acordo com a idade dos filhos, separando principalmente criança (menor até 12 anos) de adolescente (maior de 13 anos) em serviços como Netflix e em grupos de WhatsApp;

 

4. Habilitar o controle de segurança no YouTube via browser e dar preferência por utilizar o YouTube Kids se for criança;

 

5. Definir um horário limite para a internet para fechar a porta da casa digital na hora de dormir;

 

6. Monitorar a proteção da privacidade, buscando os nomes dos filhos e ver o que aparece nos buscadores;

 

7. Proteger as informações da família (não expor rotina, trajetos, horários, informações de viagens, quanto os pais ganham, onde trabalham);

 

8. Instalar ferramentas protetivas antes de dar o dispositivo (antivírus e software de controle parental);

 

9. Sempre ler os Termos de Uso, verificando a idade mínima dos serviços;

 

10. Acompanhar quem são os amigos digitais do filho (jogos em rede, grupos de WhatsApp).

 

 

 

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Patricia Peck Pinheiro

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A Dra. Patricia Peck Pinheiro é advogada especialista em Direito Digital, formada pela Universidade de São Paulo, com especialização em negócios pela Harvard Business School, curso de Gestão de Riscos pela Fundação Dom Cabral e MBA em marketing pela Madia Marketing School. É Sócia Fundadora do escritório Patricia Peck Pinheiro Advogados, da empresa de cursos Patricia Peck Pinheiro Treinamentos e do Instituto iStart de Ética Digital que conduz o Movimento Família mais Segura na Internet e lançou neste mês o app educativo iStartcare.
 

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