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O Jogo Corporativo

Milene Lopes Schiavo

Publicado em 24/04/2017 às 09:08

O que você pratica: tênis ou frescobol?

Uma coisa me intriga no mundo corporativo. Apesar de sabermos que há competidores “lá fora”, os quais queremos superar, os profissionais das empresas dedicam mais tempo e gastam mais energias nas batalhas internas. Enquanto deveriam estar reunindo os talentos e conhecimentos (dos diversos profissionais e de cada área da empresa) para que suas organizações sejam bem sucedidas no mercado, perdem tempo disputando entre si, tentando mostrar qual área é melhor, qual tem mais prestígio e até mesmo atrapalhando o trabalho de outros.  

Você já trabalhou ou trabalha numa empresa assim? Tenho quase certeza que sua resposta será “sim”. Por que será? E que pena, não é mesmo? Observando a relação entre as pessoas e as áreas de algumas empresas por onde passei e, ouvindo histórias de colegas sobre suas experiências profissionais, a sensação que tenho é que os funcionários vivenciam um eterno “jogo”, com direito a muitas jogadas duvidosas, desleais, um verdadeiro festival de boladas nas costas, caneladas, divididas e carrinhos maldosos. O grande problema é que do outro lado do campo estão colegas de trabalho. Como pode uma empresa ganhar se dentro de casa as pessoas e áreas competem entre si?

A área de Recursos Humanos com certeza tenta, de muitas as formas, atuar para que esse cenário se modifique e se torne mais positivo. Treinamentos de Trabalho em Equipe e Visão Sistêmica, foco na competência da cooperação e no atendimento ao cliente (neste caso o cliente interno), desenvolvimento das lideranças para que atuem de forma sinérgica e melhoria da comunicação interna. Algumas vezes alguns avanços são conquistados. Em outras, mesmo depois de tantas iniciativas, o cenário não se altera.

Gosto muito da analogia dessa situação com os jogos de tênis e frescobol. Enquanto o jogo de tênis conta com dois adversários que gastam toda a sua energia, estratégia e esforços para a bola cair na quadra do adversário, o jogo de frescobol é totalmente contrário! É cooperativo e tem um objetivo comum, pois ambos os jogadores se esforçam e dedicam sua energia para que a bola não caia! O jogador de frescobol não quer que o outro jogue mal e fará de tudo para apoiar e ajudar o parceiro. Se a bola cair, ambos perdem. Mas se a bola ficar no ar, ambos ganham.

Não seria mais lógico se todos os profissionais da empresa jogassem frescobol entre eles? Mas, infelizmente, parece que estão jogando tênis o tempo todo. Sabemos que o ser humano é competitivo por natureza e que no “palco” corporativo muitos “egos” se apresentam, mas ainda assim é ilógico que colegas da própria empresa sabotem seus próprios objetivos organizacionais. No final quem sai ganhando? A concorrência! Sempre digo que o concorrente está “lá fora” mas no dia a dia muitas vezes temos a nítida sensação que o concorrente está ao seu lado ou na área vizinha.

O mundo e o mercado evoluem e avançam a cada dia. O compartilhamento faz, cada vez mais, parte do nosso dia a dia, do trabalho às redes sociais. O ato de “cooperar” deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade. Atuar em parceria é uma questão de estratégia e sobrevivência. Quem não estiver atento a este movimento não conseguirá evoluir – nem a empresa, nem o profissional. A cooperação e a parceria devem se estender atualmente até mesmo entre empresas concorrentes. É isso mesmo! As organizações precisam ser inteligentes e, mesmo competindo no mesmo mercado, podem e devem unir esforços para juntas evoluírem mais do que poderiam fazer de forma separada. E aí? Jogando tênis não será possível! E você? Está preparado para deixar suas raquetes de tênis de lado e pegar as raquetes de frescobol? Espero que sim!

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Milene Lopes Schiavo

Recursos Humanos

Administradora de empresas e publicitária, pós-graduada em Marketing pela ESPM e em Recursos Humanos pela FAAP. Atuou por dez anos no mercado de distribuição de TI em posições executivas nas áreas de Marketing e Recursos Humanos. Atualmente trabalha em uma consultoria global de gestão estratégica do capital humano.
 

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