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Estratégias Digitais

A economia criativa e os empreendedores digitais

Marcelo Martinez

Publicado em 09/05/2018 às 10:01

No último dia 21 de abril foi comemorado pela primeira vez o Dia Mundial da Criatividade, data recém-criada no calendário oficial da Organização das Nações Unidas (ONU) para celebrar a importância da inovação para o desenvolvimento sustentável. Ao redor do mundo, várias cidades realizaram atividades e transformaram o dia em um marco histórico, levantando a bandeira do empreendedorismo criativo.

 

Valorizada e requerida nos mais diversos contextos, a criatividade vem sendo apontada como a principal competência para se lidar com a complexidade do ambiente dinâmico e de alta competitividade em qual vivemos. A capacidade de ligar ideias e enxergar soluções é cada vez mais necessária em uma economia orientada à inovação e à geração de valor.

A economia criativa está por todo o lado unindo o capital intelectual e cultural para gerar negócios com valor econômico. No empreendedorismo digital, a criatividade se une à tecnologia para questionar a realidade ao seu redor. Ao solucionar problemas, o profissional criativo digital escala suas ideias a um baixo custo para um grande número de pessoas e promove o desenvolvimento de toda a sociedade, trazendo novas formas de se comunicar, de se locomover e de aprender.

Em termos de Brasil, nossa flexibilidade e busca por formas inovadoras para solucionar problemas nos dá um caráter único criativo, com alta capacidade de adaptabilidade a diferentes ambientes. Essa característica está presente em nossa sociedade nas frequentes recessões econômicas, nas quais um significativo número de pessoas abre o seu próprio negócio após perder o emprego, no chamado empreendedorismo por necessidade. Para termos uma noção do impacto desse fator no empreendedorismo local, 45% dos novos empresários que fundaram suas empresas em 2017 estavam desempregados na época, segundo o estudo Perfil do Empreendedor encomendado pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria (Simpi) ao Datafolha.

Com o objetivo de apoiar novos empreendedores, várias iniciativas foram lançadas pelo país nos últimos anos. Uma delas é o PIPE, programa de Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Ao todo, até o final do ano passado, mais de 1.100 empresas de diferentes áreas surgiram a partir de investimentos feitos pelo programa, algumas inclusive posteriormente adquiridas por grandes multinacionais interessadas nas novas tecnologias desenvolvidas. Outra iniciativa local de destaque é o Porto Digital, implementado em 2000 pelo governo pernambucano em parceria com empresas privadas e universidades para fomentar o empreendedorismo digital na região. Instalado no centro histórico de Recife, o parque tecnológico é referência mundial em inovação e economia criativa, e já conta com um faturamento anual de R$ 1,7 bilhão e mais de 300 empresas instaladas.  Vários projetos similares seguem a mesma trilha do Porto Digital como o Cubo Coworking Itaú em São Paulo e o InovAMFRI em Itajaí (SC), todos com a mesma fórmula de sucesso: apoio da iniciativa pública e privada, e incentivo para a criação de redes colaborativas de startups.

Em qualquer esfera, a inovação é reconhecidamente um dos fatores decisivos para o desenvolvimento econômico e social de uma nação. Até 2030, 50% dos empregos que conhecemos hoje deixarão de existir, a hierarquia no trabalho ficará obsoleta e a competência essencial do profissional será sua capacidade de resolver problemas que máquinas não resolvem. Diversos casos bem-sucedidos de empreendedorismo se proliferarão por todas as regiões, alimentando o processo criativo digital, em especial nos mais jovens, que mais do que bons salários, estão na busca de atividades que lhes permitam se sentir mais recompensados. O empreendedor digital de sucesso não tem medo de crises, é perseverante, respira criatividade e inspira inovação. Ele é um sonhador inquieto, que enxerga a transformação do mundo em oportunidades, nunca em ameaças, e acredita que nada é impossível até ser realizado.

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Marcelo Martinez

Automação

Marcelo Martinez é engenheiro químico pela Poli-USP, pós-graduado em Marketing pela ESPM, com Mestrado em Administração pela FEA-USP e Doutorado em Administração pela FGV. Executivo com mais de 20 anos de atuação em empresas multinacionais, possui sólida vivência nas áreas de vendas, produtos e marketing, e experiência na elaboração e implementação de estratégias de negócios orientadas a resultados em diversos canais. Já foi membro efetivo de conselho consultivo de empresa de tecnologia, atuou como representante da indústria em entidades setoriais e participou de vários projetos de grande relevância, entre eles aquisições de empresas e implementação de Políticas Comerciais e Programa de Relacionamento. É palestrante em Congressos nacionais e internacionais e tem artigos publicados em revistas. Dê sua opinião sobre o artigo ou faça sugestões para nossos colunistas, envie seu e-mail.
 

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