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Talento ou Tarrápido?

Milene Lopes Schiavo

Publicado em 06/09/2012 às 09:52

Quando pensamos nos profissionais que queremos ter nas nossas empresas imediatamente nos vem à mente: Talentos! Claro, queremos contratar talentos e reter talentos. Afinal, contar com pessoas “capazes, inteligentes e com dons naturais” na equipe nos passa a sensação de que os resultados estão garantidos. Certo? Infelizmente, nem sempre é assim.

Costumo fazer uma brincadeira com essa palavra perguntando se a empresa tem Talentos ou Tá-lentos? É até engraçado, pois a palavra tem um significado positivo*, mas quando falamos, ganha uma conotação sonora totalmente distinta. Afinal, ninguém quer um “tá lento” no time, não é mesmo?

Vivemos um cenário complexo e dinâmico, especialmente no mercado de Tecnologia, onde tudo parece acontecer num ritmo ainda mais intenso. Então não seria mais lógico desejar contar com “tá rápidos” nas empresas? Profissionais ágeis, produtivos, inovadores, proativos, que começam e terminam seus projetos e planos de ação... enfim... que dão conta do recado!

Nada contra os verdadeiros “talentos”, por favor não me entendam mal. Profissionais que realmente possuem aptidões naturais e usam bem estes “dons”, tendem a ter muito sucesso em tudo que fazem. Mas é comum encontrar nas organizações alguns profissionais classificados como “talentos” e que não fazem jus à fama. Podem até ter muito estudo, conhecimento, experiência em empresas de renome, títulos acadêmicos e até vivências internacionais. Mas, na hora do “vamos ver”, deixam muito a desejar... falta atitude, falta garra, falta execução. E termina sobrando muita arrogância.

Certa vez, numa das empresas que trabalhei, contrataram um executivo que já chegou com a etiqueta “Talento” carimbada na testa. Os diretores diziam “contratamos um talento, no dia tal inicia nosso talento, tudo será melhor com este talento...” Foi contratado como aquele que iria revolucionar, fazer projetos excepcionais e obter excelentes resultados. E o salário, claro, no mesmo nível da fama! Os dias foram passando e todos ansiosamente esperando as ações, os resultados, os projetos. Vivia com livros de autores famosos embaixo do braço e o primeiro projeto elaborado parecia copiado de tão óbvio.  Colocar a mão na massa? De forma alguma. Estava ali para elaborar, analisar e pensar. Não para fazer. Enfim, alguns meses depois metade da equipe havia deixado a empresa e a outra metade procurava emprego. Os resultados da área estavam piores, nenhum projeto novo foi elaborado, quem dirá executado. E o “talento” dele? Bem... talvez a empresa não tenha detectado de fato qual era o seu talento. E terminou perdendo os ‘tá rápidos” que realmente traziam resultados.

Sugiro que faça uma análise real da sua equipe. Quem realmente faz acontecer? Valorize os profissionais que estão ali comprometidos, empenhados e ajudando a conquistar os resultados, mesmo que não tenham títulos de faculdades de primeira linha ou experiências no exterior. Pois nem sempre estes elementos são sinônimos de boa execução. E atualmente o que precisamos mesmo é do famoso “gente que faz”! Não adianta apenas gente que pensa, critica ou que aponta os erros dos outros. Tem que se envolver, colaborar, trabalhar. E tudo isso num ritmo intenso, pois assim nos demanda o mercado hoje.

Conte com sua equipe de Recursos Humanos para avaliar os profissionais da empresa e mapear os verdadeiros talentos, os potenciais (tá-rápidos) e os “tá-lentos” de fato. Monte um plano de ação para cada um destes grupos de profissionais e uma chance aostá-rápidos”, pois com certeza eles possuem aptidões que podem contribuir imensamente com a empresa.

Boa sorte na retenção dos verdadeiros talentos, na identificação e busca dos “ta-rápidos” e no desenvolvimento dos seus “tá-lentos”! Ah, claro, não poderia esquecer. Faça uma auto-avaliação e tente identificar em qual grupo você está. Se você acha que tem talentos, mas não está mostrando isso, cuidado para não estar agindo como um “tá-lento”!

Boa sorte e sucesso!

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Milene Lopes Schiavo

Recursos Humanos

Administradora de empresas e publicitária, pós-graduada em Marketing pela ESPM e em Recursos Humanos pela FAAP. Atuou por dez anos no mercado de distribuição de TI em posições executivas nas áreas de Marketing e Recursos Humanos. Atualmente trabalha em uma consultoria global de gestão estratégica do capital humano.
 

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