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Vocação para o comércio

Soeli de Oliveira

Publicado em 04/02/2013 às 10:39

Aabertura de novos negócios é fundamental para o desenvolvimento do nosso país. No entanto, apenas vontade e coragem não são suficientes para o sucesso empresarial.

Para ter sucesso no comércio de produtos ou serviços, não basta abrir uma porta num prédio de uma avenida movimentada e esperar que as pessoas entrem para comprar. As ruas realmente estão cheias de estabelecimentos comerciais e poucas pessoas se dão conta de que muitas delas fecham antes de seu primeiro ano de vida.

O comerciante abre a loja e o cliente é quem decide entrar ou não. Muitas portas igualmente estão abertas criando uma ampla variedade de escolha aos consumidores. A concorrência é grande e ganha a preferência quem está mais atualizado, melhor aprimorado, e mais se identifica com as necessidades dos consumidores.

Vocação é a denominação de uma série de talentos e esforços para alguém ter o melhor desempenho na atividade escolhida. Vocação não é necessária somente para exercer o sacerdócio, ela é inerente a toda atividade humana, e tem grande importância para o comércio. A vocação para o comércio é um dos primeiros pré-requisitos para pensar em trabalhar no varejo. Porém, vocação por si só não é o suficiente. Para ser um comerciante de sucesso, é necessário principalmente gostar de gente. Quem não tem habilidade, gosto e  aptidão para lidar com pessoas, tem de pensar bem antes de abrir um comércio.

Ser comerciante é algo que está dentro da pessoa, que pode e deve ser aprimorado. O candidato a empresário precisa conhecer os aspectos que envolvem a abertura de um negócio, o tamanho e as características do mercado no qual pretende atuar, a legislação vigente, os padrões de qualidade e, não menos importante, como obter o capital necessário para implantação e operação do negócio. Esses fatores, aliados à afinidade com a atividade a ser desenvolvida e à competência gerencial, são fundamentais para o sucesso.

Os motivos mais citados para deixar de ser empregado e começar um negócio próprio são:

• “Mandar no seu próprio nariz”.

• Ser patrão ao invés de empregado.

• Ganhar mais.

• Dedicar mais tempo à família.

• Sair da rotina.

• Realização pessoal.

• Provar para si mesmo e para os outros a sua competência.

• Trabalhar menos e tirar férias quando desejar.

• Percepção de uma oportunidade.

• Por necessidade.

Ainda, ser empresário exige sacrifícios que muitos não estão dispostos a fazer. Entre alguns deles estão os seguintes:

1. Trabalhar de 12 a 15 horas diárias ao invés de 8 horas como empregado.

2. Alguns empresários não tiram férias. Quando saem em férias é por poucos dias e mesmo assim ligam para a empresa “só para saber como vão as coisas”.

3. Muitas vezes se envolvem tanto com a empresa que diminuem, ao invés de aumentar, o tempo dedicado ao convívio familiar.

4. Sua desejada independência torna-se relativa quando se observa a dependência em relação aos fornecedores, bancos, clientes, funcionários, governo etc.

5. O patrimônio pessoal e familiar muitas vezes corre risco ao ficar em garantia de empréstimos bancários.

6. Sua vontade de ganhar muito dinheiro esbarra muitas vezes nos entraves da sua falta de competência ou na de seus colaboradores.

Vale a pena? Olhando pelo lado econômico, empreender ainda é um bom negócio. Caso contrário, não teríamos tantas pessoas investindo em negócios próprios, quando bem poderiam deixar seus recursos rendendo numa cômoda e segura aplicação financeira.

Riscos são inerentes aos negócios. Uma vez que dinheiro não leva desaforo para casa, mais do que gosto por aventura, é preciso ter os pés no chão e correr riscos sim, porém, calculados.  Para isso, o empreendedor dispõe de uma velha e valiosa ferramenta de administração chamada Plano de Negócio, na qual tem inserida uma peça chamada Viabilidade Econômico-Financeira, que responde às perguntas:

•    Quanto dinheiro, eu tenho de investir?

•    Quanto terei de lucro?

•    Quando acontecerá o retorno dos investimentos?

•    Quais serão os impostos a recolher?

•    Esse negócio vale a pena?

Planejar o negócio é fundamental para que o sonho de ser empresário não se transforme em um pesadelo.

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Soeli de Oliveira

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Soeli de Oliveira é consultora e palestrante do Instituto Tecnológico de Negócios nas áreas de marketing, varejo, atendimento e motivação. Tem 13 anos de experiência no varejo e 12 anos em consultoria e treinamento organizacional. É formada em Comunicação Social com ênfase em Relações Públicas pela FEEVALE. Pós-graduada em Marketing pela ESPM. Pós-graduada em Recursos Humanos pela FEEVALE. Especializada em Dinâmica dos Grupos pela Sociedade Brasileira de Dinâmica de Grupos (SBDG) com formação em PNL e Maestria em Sala de Aula pelo IEA (soeli@sinos.net). Dê sua opinião sobre este artigo ou faça sugestões para nossos colunistas, envie seu e-mail.
 

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