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Tecnologias podem melhorar a performance de lojas

Regina Blessa

Publicado em 06/05/2013 às 10:21

Incrementar as vendas apoiadas em soluções inovadoras tem sido uma das saídas encontradas pelas redes varejistas, ao investirem em tecnologia que permite desde analisar o fluxo de clientes nas lojas, o desempenho efetivo das vendas, até utilizar equipamentos como as TVs internas para ofertas de produtos e, assim, impulsionar as compras.

Muitas dessas tecnologias foram apresentadas na última Convenção da NRF (National Retail Federation) em Nova Iorque, mas algumas delas estão sendo usadas tempos no Brasil. É o caso da tecnologia de captura de informações por meio de câmeras (videoanalytics), a demanda está tão aquecida, que a procura pelas soluções deverá alcançar um crescimento de 49% este ano, conforme explica a Virtual Gate, empresa especializada no segmento de serviços de tecnologia para o varejo.

Uma das novidades é um Mapa Térmico que indica a densidade no fluxo de movimento e abre novas oportunidades de readequação no ponto de venda, fazendo com que o varejista aumente suas vendas por meio da gestão do fluxo de consumidor e da taxa de conversão,  conhecida como Hot Zone.

Por meio da Hot Zone é possível obter uma análise da concentração de passagens de pessoas em uma determinada área da loja com uma diferenciação gradual da maior (“quente”), para a menor (“fria”), além de tempo médio de permanência nas áreas monitoradas. Mas quais são os benefícios reais de contar com uma solução que indica por onde os clientes mais circulam dentro da loja?

A solução traz novas visões do negócio que mostram ao varejista um retrato fiel do seu estabelecimento, com indicadores que permitem, por exemplo, analisar rapidamente o impacto de uma alteração do layout interno da loja. Além disso, traz uma oportunidade de alocar nas melhores áreas da loja, produtos que precisem de giro ou negociar com fornecedores as áreas que comprovadamente atraem mais clientes.

Por meio do Hot Zone, o varejista conta ainda com informações preciosas do comportamento dos clientes dentro da loja, que devem ser usadas para melhorar a experiência de compra e consequentemente aumentar o faturamento, além de entender quais são as linhas de produtos que precisam de ações promocionais para atrair os consumidores. Com uma análise especializada das informações apuradas pelos sistemas é possível definir estratégias de crescimento de acordo com o fluxo de pessoas no ponto de venda, e dessa forma, o varejista consegue aproveitar ao máximo o potencial do negócio.

Se o lojista tem dúvidas de que a contagem eletrônica de fluxo é uma ferramenta que o ajudará a ganhar mais dinheiro, basta analisar o resultado dos levantamentos feitos em vários clientes até agora. A partir do momento em que o cliente/ loja conhece o seu fluxo e traça a conversão desse fluxo em compras reais, ele passa a trabalhar as metas de conversão de vendas. Assim, pode até convencer o gerente da loja do potencial da empresa, que pode ser realmente maior. Ao ter informações que o auxiliam a tomar as melhores decisões estratégicas, o varejista, com certeza, vai ver refletido isso em um melhor atendimento ao cliente.

Ao avaliar quantas pessoas compram efetivamente, o varejista sabe como foi a abordagem dos vendedores, a atenção ao consumidor e passa a ter uma visão imparcial apresentada pela solução, alcançada apenas, através da contagem eletrônica.

Ao cobrar um melhor desempenho dos responsáveis pela loja, os empresários podem ver maneiras de ampliarem suas receitas, e alguns segmentos têm percebido o potencial dos investimentos em tecnologia, com mais ênfase.

Com soluções de contagem para grandes grupos, como as redes C&A, Pernambucanas, Vivo, Samsung, Lacoste, Tok & Stok, Leroy Merlin, Livraria Cultura,  entre outras empresas, a Virtual Gate apostou em um nicho importante: o de varejistas que percebem como a venda, quando é assistida por um funcionário, pode ter um resultado melhor, e como um vendedor pode influenciar a compra. Se o lojista não tem certeza se sua equipe de vendas está trabalhando da melhor forma possível; saber quantas pessoas estão interessadas em seus produtos, entram na sua loja e saem sem comprar nada, começa a ser o primeiro indicador de que é preciso agir.

Na implementação de qualquer das tecnologias para lojas o mais interessante é poder provar resultados e descobrir números. O lojista consegue entender seus pontos fracos e fortes e pode tomar decisões com mais certeza.

Toda essa tecnologia que vem por ai com a possibilidade de aplicações customizadas, propõe projetos com dados que até então não se podia contar ou entender, sempre na busca de melhorar o ROI, o famoso retorno sobre o investimento, com números e foco bem determinado.

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Regina Blessa

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Doutoranda em design pela Universidade de Aveiro-Portugal, é mestre em Ciências da Comunicação pela USP, com graduações em Propaganda e em Belas Artes, com cursos de marketing na Columbia University, Fundação Getulio Vargas e New York University. É consultora e palestrante especializada em ponto-de-venda. Autora dos livros Merchandising no Ponto-de-Venda e Merchandising Farma. (www.blessa.com.br) Dê sua opinião sobre este artigo ou faça sugestões para nossos colunistas, envie seu e-mail.
 

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