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SD-WAN transforma telecomunicações em “negócio de software”

 

SD-WAN

Após a migração da telefonia para comunicação de dados, setor tende agora a reorganizar suas fontes de receita, repassando os ganhos de eficiência tecnológica aos clientes e deixando margem para novas ofertas, como serviços de segurança em larga escala.

Nos tempos em que a UIT (União Internacional de Telecomunicações) se chamava CCITT (Comitê Consultivo Internacional de Telegrafia e Telefonia), um seleto grupo de companhias conseguia levar algum serviço de TI às filiais, realizada naquela velha interface de terminais de mainframe (a tela de fósforo verde) e a dezenas de dólares por bit. Com as várias ondas de desenvolvimento tecnológico desde então, que de certa forma canibalizariam serviços antes rentáveis, o faturamento e a lucratividade dos provedores de conectividade empresarial não recuaram entre esses clientes corporativos; pelo contrário. Disrupção significa antecipar as mudanças no seu core business, no caso, agora, a transformação da oferta de WAN (redes distribuídas geograficamente).

Basicamente, o provedor renuncia a velhas receitas para explorar novas oportunidades, inclusive com cibersegurança como parte do valor agregado.

O desenho convencional das WANs remete a um cenário em que tudo passava pela infraestrutura de rede e de data center da matriz. Nesse contexto, a WAN seria uma extensão do perímetro da rede corporativa. Hoje, não precisamos necessariamente “ir ao escritório” para iniciar ou encerrar o expediente. Seja na filial, no home office ou até na matriz, boa parte das ferramentas de trabalho estão na Amazon ou na Azure. Esse é um dos impulsionadores da SD-WAN, que força uma reorganização do negócio de operadoras e provedores.

“Com a SD-WAN, perdemos receita (com tráfego em linhas dedicadas), mas me torno um parceiro regular dos clientes”, revelou um diretor de contas corporativas de um grande provedor de telecomunicações, em conversa informal durante um seminário de cibersegurança. “Éramos uma companhia de telefonia, passamos a ser empresas de comunicação de dados e agora nos transformamos com foco em serviços baseados em software”, observa. (Por questões de políticas de comunicação da empresa, não revelamos o executivo, a companhia e os produtos envolvidos, mas a estratégia de negócio é ilustrativa e já está sendo executada.)

Na prática, o provedor substitui os CPEs (customer premisse equipment, a interface da rede local à WAN) por dispositivos que proporcionam mais economia e performance para os clientes, ao mesmo tempo em que facilita a inserção de novos serviços. No que se refere à conectividade, os novos equipamentos são capazes de balancear o tráfego, conforme as políticas para cada tipo de aplicação, entre os links de rede privada e de Internet. Esses dispositivos são capazes também de executar funções como gerenciamento unificado de ameaças (UTM) e outros serviços avançados.

Por se tratar de uma plataforma programável (o SD, de software defined, é autoexplicativo), os clientes ganham agilidade e simplicidade nas inovações. Além dessa flexibilidade, os recursos de automação e o gerenciamento tornam esse equipamento uma porta de entrada para ofertas de SIEM, DDoS e outros serviços avançados de segurança, com uma integração natural entre o que roda na nuvem do provedor e o que é executado nos dispositivos distribuídos pelos sites.

Evidentemente, neste momento não se cogita a extinção do MPLS e outros serviços privativos. Haverá sempre aplicações empresariais com requisitos de latência ou segregação, que exijam total controle até do meio físico. O que a SD-WAN proporciona é a disseminação de serviços de cibersegurança entre mais empresas, ou na totalidade dos sites de uma mesma empresa, de forma mais efetiva e simples.

Acompanhe o blog da Forcepoint Brasil e veja como a segurança centrada no fator humano responde às inquietações em sua organização.

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