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CeBIT - Um mundo de oportunidades

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Publicado em 09/04/2013 às 09:00

 

No mês de março, como acontece mais de 25 anos, Hannover, na Alemanha, foi o cenário para mais uma edição da maior feira digital do mundo, a CeBIT. Durante cinco dias, foi apresentado o que de mais novo em tecnologia, lançamento de produtos, segurança digital, internacionalização de marcas, games e o mais importante: contatos de negócios. Apenas nos três primeiros dias de feira, a delegação brasileira contabilizava mais de 120 contatos de negócios.

O evento foi oficialmente aberto na noite do dia 4, com a presença da chanceler alemã Angela Merkel. O tema escolhido para representar a feira esse ano foi “Shareconomy”, uma tendência que enfatiza o conhecimento, o compartilhamento de novos recursos e a experiência para criar novas formas de colaboração. “A tendência é muito clara. Shareconomy é o tema mais quente e inovador para os negócios e para a sociedade em geral. O conhecimento é a ferramenta mais poderosa e eficaz que existe e é através dele que uma sociedade pode modificar a maneira que pensa, evolui e se desenvolve”, analisa Frank Pörschmann, membro do Conselho de Administração da Deutsche Messe, organizadora do evento.

feira digital apresentou três palcos distintos para promover diferentes temas, sempre com uma abordagem ampla e dinâmica. No Power Stage, a ideia era promover o diálogo através de dezenas de palestras, fóruns e workshops. No Center Stage, foram exploradas novas perspectivas de mercadopromovendo as novas ferramentas disponíveis. Por fim, no Open Stage, visionários, empreendedores e cientistas apresentaram seus projetos mais audaciosos. Ao todo, foram 130 palestrantes totalizando mais de 75 horas distribuídas pelos três palcos.

Para facilitar a visita às dezenas de enormes pavilhões, a CeBIT foi dividida em  quatro plataformas: na Pro, eram oferecidas soluções de segurança para empresas e negócios, como serviços em nuvem, virtualização, ERP, CRM; no Gov, soluções para o Setor Público, como Infraestrutura, Telemedicina e Saúde; no Lab, novas tecnologias e pesquisas foram apresentadas e no Life, soluções para um estilo de vida digital com bastante entretenimento, através de jogos, Smart TVs, Mobilidade e tecnologias associadas ao esporte.

Muitos temas giravam em torno das principais e mais novas ferramentas disponíveis no mercado, como Big Data, Mobilidade, Redes Sociais, BYOD (Traga o seu próprio dispositivo) e Computação em Nuvem. No Center Stage, o tema cloud foi amplamente debatido. Em uma das palestras, “O Poder da Nuvem”, CEOs de diversas empresas puderam compartilhar suas experiências e promover uma intensa troca de ideias e opiniões.

Diversas companhias puderam apresentar seu portfolio, como foi o caso da Coby. A empresa levou a mais nova linha de notebooks e tablets, com destaque para os modelos quad-core MID9766 e MID9767, ambos com LCD de 9.7”, Bluetooth, memória expansível e Android OS 4.2. “Participar da CeBIT proporciona uma dimensão sem tamanho e aqui começam a ser desenhadas excelentes oportunidades de novos negócios”, destacou o gerente de Marketing e Produtos da empresa, Luis de Gouveia.

Para o americano Jay Moore, da Looxcie, a visibilidade que a feira proporciona para clientes europeus é uma incrível oportunidade. “A CeBIT é o lugar onde todos os empresários ligados a tecnologia querem estar. O produto que nós apresentamos está tendo um enorme interesse. Ampliar os horizontes da marca, definitivamente, faz parte da nossa estratégia”, destacou o vp de Marketing, acrescentando que seu próximo passo será tentar introduzir a linha de mini câmeras no país. “Com os megaeventos que irão acontecer a partir de 2014 no Brasil, acredito que nossas mini câmeras farão um enorme sucesso em eventos de cunho esportivo”, acredita Moore.

oito anos no mercado, a empresa Letsolar, especializada em cases solares, estava entusiasmada com a quantidade de pedidos realizados. “Em tempos cada vez maiores de consciência planetária, existe uma curiosidade, até muito natural, pelos nossos produtos. A visibilidade que a CeBIT proporciona é fenomenal para a apresentação do novo portfólio da empresa”, acredita a gerente de Vendas da empresa, Nancy Wu.

Depois de ter o Brasil como o país-parceiro na edição passada da CeBIT, este ano a honraria coube à Polônia. O país tem conseguido obter excelentes resultados mesmo em um continente marcado por uma longa crise que dura anos. Em 2012, com uma taxa de crescimento de pelo menos 2,5%, a Polônia alcançou uma das mais altas taxas de expansão em toda a União Europeia. “Nossos programadores têm sido capazes de demonstrar que estão entre os melhores do mundo: a Polônia ficou em terceiro lugar, depois da Rússia e da China, no ranking top-codificador 2012", disse Dariusz Bogdan, secretário do Ministério da Economia da Polônia.

Nesta edição, o estande Brasil IT+ reuniu 17 empresas brasileiras que levaram para o evento um amplo portfolio de soluções de mobilidade, RFID (Radio Frequency Identification), gestão de redes, simuladores de voo, integração de dados, educação, jogos e aplicações industriais e comerciais. Integram a delegação nacional as seguintes empresas: Argotechno, Arquivo Digital, Bausystems, CEITEC, Datacom, Diponto, Educandus, Eteg, Fundação Guamá, K&D - Kieling & Dittrich Tecnologia, Learn4Fun, Parque Tecnológico da Universidade do Rio Grande do Sul (UFRGS), SBPA Simuladores de Voo, SIGGA, Softexpert, STA Holding e Tecnosinos.

O secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Virgílio Almeida, foi o convidado para abrir o “Meet Brazil ICT”, onde apresentou para investidores estrangeiros o plano de internacionalização do país. O secretário detalhou as metas e prioridades para o setor de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) para os próximos anos, como o plano TI Maior, que tem como objetivo fortalecer a indústria de software brasileira, com um investimento de US$ 250 milhões no setor de TI com ênfase em áreas distintas como saúde, educação, óleo/gás, energia, grandes eventos esportivos, agronegócio, finanças, segurança e defesa, mídia e comunicação e cloud computing. O programa também visa atrair mais centros de P&D em solo nacional e criar incentivos para companhias inovadoras.

O secretário apresentou ao público um panorama dos investimentos e incentivos que o Brasil oferece às empresas dispostas a investir em Tecnologia da Informação e Comunicação. O mercado de TIC brasileiro movimentou em 2012 cerca de US$ 123 bilhões em TI e mais US$ 110 bilhões em Comunicações. São números expressivos que tornam o país o terceiro maior mercado de computadores, atrás apenas dos EUA e da China e o quinto em Mobilidade no mundo. “Promover a inovação é a prioridade número um do governo para tornar o país ainda mais competitivo. A sociedade brasileira é muito adepta e receptiva à entrada de novas tecnologias”, define Almeida.

A 14ª participação consecutiva do Brasil na CeBIT teve a coordenação da SOFTEX (Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro) e foi uma ação do programa de internacionalização competitiva de software e serviços de TI realizado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e InvestimentosApex-Brasil. “Um dos diferenciais da CeBIT é que ela não foca apenas nas grandes empresas. Hoje, as pequenas e médias corporações começam a entender que existe uma grande oportunidade de crescimento, uma vez que a internacionalização dos serviços de TI é uma realidade e as empresas podem se beneficiar de parcerias firmadas além de suas fronteiras”, diz Rubén Delgado, presidente da SOFTEX. “Um país que espera se posicionar como um player global, como é o caso do Brasil, precisa estar na CeBIT, afinal ela é a grande vitrine mundial do setor. O objetivo principal da participação das companhias nacionais no evento é a prospecção de novos negócios, a formação de parcerias e a realização de benchmarking de forma a ampliar a sua rede de relacionamento internacional”, conclui Delgado, lembrando que a delegação retornará ao país com mais de 200 contatos de negócios realizados com executivos de 28 países.

Para Igor Brandão, gestor de projetos da Apex-Brasil, a participação nacional refletiu a diversidade e a maturidade das empresas brasileiras de software e serviços de TI. “O evento continua sendo uma plataforma importante para o mercado europeu e para o alemão, em particular. Esta edição foi uma oportunidade para consolidarmos a imagem positiva sobre o Brasil construída no ano passado, quando comparecemos à CeBIT com o status de país parceiro”, conclui.

Responsável pela organização do pavilhão brasileiro na CeBIT, a SOFTSUL (Associação Sul-Riograndense de Apoio ao Desenvolvimento de Software), através da diretora de Operações, Adriana Martins, estava exultante com a participação e os resultados obtidos pela delegação brasileira. “A feira reúne os maiores players global da indústria. Os contatos e os níveis de negócios aqui proporcionados elevam o Brasil a outro patamar e traz resultados excelentes para a economia e o desenvolvimento das indústrias brasileiras, independente de seu porte”, acredita Adriana.

Em 2011, o Brasil sediou pela primeira vez a edição latino-americana da CeBIT. Intitulada de BITS (Business IT South America), o evento deu tão certo que passou a fazer parte do calendário anual de eventos internacionais da Deutsche Messe e este ano acontecerá entre os dias 14 e 16 de maio em Porto Alegre, na FIERGS. A BITS é um evento B2B com foco total na imersão em Digital Business. Em pouco tempo, a feira se transformou em referência no mercado e hoje é o cenário ideal para realização de grandes negócios, não entre empresas brasileiras, mas também com os países vizinhos. Além disso, a feira evidencia o trabalho de diversas empresasexpositores e compradores nacionais e internacionais – e organiza palestras sobre as novas tecnologias relacionadas à TIC. CIOs de diversas empresas aproveitam a ocasião para estreitar relacionamento e capitalizar novos acordos. No ano passado, 11 mil visitantes passaram pela feira e em 2013 a ideia é aumentar em pelo menos 15% esse número. “No ano passado na CeBIT Hannover, o Brasil foi escolhido como o país-parceiro do evento e foi um enorme sucesso essa participação histórica, inclusive com a presença da presidente Dilma Rousseff. Comprovamos o que tínhamos certeza: o país tem um enorme potencial e essa é uma das razões de estarmos investindo fortemente na versão sul-americana”, comentou Andreas Luttmann, membro da Hannover Fairs International.

A internacionalização da feira faz parte de um projeto mundial que começou alguns anos e que hoje conta com as versões, além da brasileira,  australiana e  turca (Eurasia).

Ao fim, o evento alemão superou todas as expectativas dos organizadores e obteve a maior performance em anos. “Tivemos um número expressivo de profissionais de TI aos quais consideramos como “gente que decide”. Estiveram presentes visitantes de 120 nações com a participação de mais de quatro mil empresas de 70 países distintos. Transmitimos palestras, seminários e reuniões através de dezenas de webcasts ao vivo. Uma audiência de milhões de pessoas seguiu a rica variedade de temas da agenda aqui e on-line. Em termos de número de espectadores, a feira atraiu cerca de 285 mil visitantes e com relação ao impacto alcançado, pode-se dizer que a edição 2013 acabou por ser um dos eventos mais fortes e eficazes nos últimos anos”, finalizou entusiasmado Frank Pörschmann no último dia da maior feira digital de tecnologia do mundo. Na opinião de Constantino Bäumle, diretor da Hannover Fairs do Brasil, o balanço desta edição foi extremamente positivo. “As empresas brasileiras fizeram ótimos negócios e muitas confirmaram a participação em 2014, inclusive algumas que estavam apenas visitando nos disseram que irão participar como expositores no próximo ano. Isto mostra uma das características mais marcantes da indústria de TI: o dinamismo”, pontua o diretor. Ano que vem o encontro está marcado: de 11 a 15 de março.

O redator Marcello Almeida viajou a Hannover a convite da Deutsche Messe e Hannover Fairs do Brasil

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