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Segurança Virtual - A Chave para Bons Negócios

André Geniselli

Publicado em 02/12/2013 às 09:37

Atraindo cada vez mais a atenção das empresas, a área de Segurança da Informação recebe altos investimentos e abre inúmeras possibilidades para o canal, que precisa estar atento às demandas do mercado para se posicionar com eficiência e sucesso.

 

Não é de hoje que as novidades tecnológicas e o avanço da internet têm mudado a rotina das empresas e pessoas ao redor do mundo. Agora, no entanto, elas estão criando novas condições e expectativas para um tema que se mantém no centro das atenções: a segurança.

Cada vez mais presente no cotidiano global, a segurança virtual deixou de ser assunto recorrente apenas no dia a dia das empresas. A preocupação tem se transformado não apenas em ponto fundamental para o trabalho de companhias dos mais variados segmentos, mas também de governos e consumidores receosos com as vulnerabilidades do mundo digital.

Segundo dados recentes divulgados pelo Gartner, o setor de segurança da informação está em franca expansão. Em 2012, por exemplo, os gastos com o segmento, no Brasil, ultrapassaram a marca de US$ 870 milhões; já em 2013, a projeção indica cifras em torno de US$ 980 milhões. Para 2016, a expectativa é que a indústria de segurança movimente, somente no mercado brasileiro, mais de US$ 1,48 bilhão.

A escalada financeira da área, no entanto, é acompanhada por inúmeros desafios que a Segurança da Informação tem de avaliar para o futuro. Questões como privacidade, proteção de dados e informações críticas, com a missão de criar mecanismos de combate aos ataques diretos e indiretos, estão na ordem dos planos para atender as expectativas do mercado. Isso, porém, em um novo momento da TI, que combina novas tendências pautadas na busca por maior mobilidade, eficiência e acessibilidade.

 

 DESAFIOS E DEMANDAS PARA O FUTURO

Encontrar formas de ampliar a mobilidade, sem abrir mão da máxima proteção contra ataques e perdas de dados. É com esse cenário que a Segurança Virtual procura inovar e garantir recursos que maximizem a rotina das empresas e públicos. A tarefa, entretanto, não é fácil. Para Bruno Tasco, analista sênior do Mercado de TI, da consultoria Frost & Sullivan, ainda há questionamentos a serem abordados para o setor de segurança. “Estamos em um processo de amadurecimento das empresas com relação à proteção das informações, o que evidencia algumas vulnerabilidades como a falta de investimento e de combate às invasões e ataques”, argumenta Tasco.

A ideia fica ainda mais evidente com o número de ataques e os problemas causados pelo cybercrime. De acordo com relatório anual produzido pela Norton, por exemplo, somente entre outubro de 2012 e de 2013, mais de 12 milhões de pessoas foram vítimas de algum tipo de crime virtual no Brasil. Para André Carraretto, estrategista de Segurança da Norton/Symantec, esta realidade é ainda mais perceptível para as empresas. “Em relação aos ataques direcionados, que é uma das grandes preocupações das corporações, temos um problema que cresceu, em média, 42%, entre 2011 e 2012, para quase todos os segmentos, verticais e países”, aponta Carraretto.

Segundo Camillo Di Jorge, diretor geral da ESET, o Brasil tem se transformado, por exemplo, em um dos principais alvos de ataques relacionados a bancos. “Percebemos isso tanto pelos acontecimentos, mas também nas amostras que recebemos de nossos clientes, que nos enviam informações em casos de suspeitas de ataques. Essas ameaças estão em mutação e crescimento, por aqui”, avalia o executivo, mostrando que esta área precisa de desenvolvimento contínuo para minimizar as possíveis falhas em processos e serviços.

Já para Loredana Botezatu, especialista de Comunicação e Analista de Ameaças Virtuais da BitDefender, o crescimento do cybercrime no espaço virtual brasileiro está associado, também, a própria expansão do acesso à internet no país, amplificado pelo público cada vez mais presente na Web. “O Brasil tem um papel chave na adoção de novas tecnologias conectadas à Internet, portanto está se tornando um dos principais alvos de agressores externos procurando máquinas mais vulneráveis, que mais tarde serão usadas para o envio de spam, ou um ataque distribuído de negação de serviço (DDoS) etc.”, sinaliza. O aumento do consumo do mundo digital revela, ainda,  os ataques de oportunidades, que também impactam no dia a dia das empresas, com vazamento e roubo de informações sigilosas.

 

AS TENDÊNCIAS E AS NECESSIDADES

 Não é apenas o aumento dos riscos oferecidos pelos ataques de vírus, no entanto, que tem ampliado a exigência por novidades da área de segurança. As novas tendências, como o crescimento contínuo do uso dos recursos em Nuvem e da aplicação do BYOD (Traga seu próprio dispositivo) nas empresas, também reformulam o mercado e as necessidades básicas para se manter as ações virtuais protegidas e livres de problemas.

Para Geraldo Bravo, engenheiro de Sistemas da McAfee, o atual momento da área de segurança está diante de mudanças, para proteger as redes e sistemas do alto número de riscos e, ao mesmo tempo, trabalhar em novidades capazes de se adequar às novas tecnologias. “O cenário mundial está em transformação, com novas ferramentas sendo lançadas e, consequentemente, novas ameaças surgindo em questão de minutos. O principal desafio é proteger as redes e sistemas computacionais de maneira abrangente e eficaz, sem afetar a disponibilidade, integridade, a produtividade e a confiabilidade dos dados”, diz.

Adequar os sistemas de segurança às novidades não é uma ação simples, mas precisa ser feita de forma prática e rápida. “Atualmente a segurança da informação traz muitos desafios às empresas que fornecem soluções de proteção, pois trata-se de uma constante evolução para dar resposta aos ataques e as novas ameaças que aparecem todos os dias. No caso, o desafio não está só em manter os sistemas protegidos, mas também em manter usuários e empresas informados das novas ameaças criadas pelos cibercriminosos e governos”, destaca Fábio Assolini, analista sênior de Malware da Kaspersky.

Por isso, a busca por soluções que oferecem maior eficiência e dinamismo vem ganhando espaço, principalmente diante de novidades tecnológicas cada vez mais presentes no cotidiano das operações. “Hoje em dia, encaramos um amadurecimento gradual do mercado brasileiro, com a segurança deixando de ser vista como despesa para ser considerada investimento. Nessa área, as principais demandas surgem da necessidade de evolução em termos de uso de espaço, recursos e energia, destacando-se tecnologias em nuvem, virtualização e BYOD”, explica Bravo, da McAfee.

 

NUVEM, VIRTUALIZAÇÃO E BYOD: PONTOS PARA DESENVOLVIMENTO

 Claudio Bannwart, gerente de Contas estratégicas da Check Point, também acredita que as novas tendências têm trazido outros pontos a serem analisados na hora de se compor um ambiente virtual seguro e funcional. “A mobilidade é um caminho sem volta para as exigências de qualquer segmento, principalmente com relação à utilização de dispositivos móveis e pessoais para acesso às informações da empresa. A grande preocupação, porém, é como fazer isso de forma segura e eficiente, para as operações”, avalia.

Carraretto, da Norton, aponta, por sua vez, que a mobilidade é uma questão cada vez mais presente no dia a dia das empresas, mas ainda é um assunto mal resolvido em uma série de pontos. “Hoje, por exemplo, todo mundo utiliza seus smartphones, entretanto, quando olhamos o cenário de BYOD ainda vemos que há detalhes que merecem atenção. Há dificuldade de controle dos conteúdos depositados em dispositivos móveis pessoais, gestão de recursos de dados corporativos e falta de conhecimento no trato das informações”, enfatiza.

As dúvidas levantadas por Bannwart e Carrareto resumem parte das áreas em análise em torno de novidades como a Nuvem e o BYOD, que crescem maciçamente na rotina global, mas que, ao mesmo tempo, ainda suscitam discussões sobre como chegar à máxima segurança de suas utilizações.

Para Tasco, da Frost & Sullivan, a presença dos dispositivos móveis deve ser entendida pelas empresas, para a adoção correta e eficaz de aplicativos seguros, que minimizam a possibilidade de vazamento de dados, com autenticação avançada, e com o desenvolvimento de práticas e planos de comunicação que propiciem maior controle de uso dos dispositivos.

O fato é que a corrida para virtualizar sistemas e a computação em nuvem podem possibilitar muitas vantagens para as companhias, como a consolidação de servidores, mas exigem reforço na segurança e nas práticas tradicionais de gerenciamento de identidade. Essa é a opinião de Luís Rogério Moraes, CEO da Esyworld.

O executivo acredita que este cenário está gerando enormes lacunas e perguntas sobre onde os produtos e serviços de segurança devem ser aplicados no mundo dos fornecedores de máquinas virtuais. “A virtualização muda radicalmente a forma de proteger e gerenciar o ambiente computacional. Os trabalhos são móveis e a segurança desses ambientes fica mais difícil. Há quebra das políticas de segurança ligadas à localização física. Por isso, precisamos de políticas de segurança independentemente do tipo de rede”, destaca Moraes.

Segundo Leandro Hernandez, vice-presidente da F-Secure para a América Latina, já não é mais possível bloquear as conexões. Dessa forma, o grande dilema é equilibrar a segurança e limite de intrusão em um equipamento pessoal. “Esta mobilidade e o grande volume de dados para armazenamento digital cria uma complexidade bem maior na gestão da segurança de dados e no gerenciamento dos dispositivos. Por essa razão, os grandes aliados da segurança têm sido a conscientização e a oferta de produtos que protejam os usuários e também resguardem as informações da corporação”, explica o executivo.

 

ATENÇÃO ÀS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS

Estar atento não apenas às possibilidades de ataques de vírus, mas principalmente a todo o sistema de atuação das corporações. O setor de segurança, além dos antivírus e anti-malwares, tem se esforçado para criar mecanismos de proteção contra as mais variadas demandas para as atividades corporativas no dia a dia. Mostrar os possíveis benefícios das soluções e demonstrar como as ferramentas de segurança podem facilitar o dia a dia das produções e negociações aparecem como destaque no trabalho dos canais. Nesse cenário, porém, os esforços devem se concentrar em um nicho com amplas oportunidades para vendas, atualizações, suporte e prestação de serviços: as pequenas e médias empresas.

Para Tapan Gohel, diretor de Vendas da Cyberoam na América Latina, a falta de conhecimento e investimento das empresas, que não atualizam seus sistemas de segurança, de acordo com as próprias demandas da produção, e não focam políticas que minimizem os problemas de ataques ou perda de dados, são potenciais áreas para o setor de segurança gerar oportunidades de negócios. “Temos visto que a migração dos serviços para a nuvem e o oferecimento de SaaS (Software como um Serviço), e o BYOD, com o uso de dispositivos móveis pessoais dentro das empresas, são tendências que estão crescendo. Porém, devido à falta de investimento em segurança, sobretudo nas PMEs, vemos o aumento do risco de roubo de dados e de valores”, avalia o diretor.

Para Juan Luis Muñoz, diretor de Vendas para a América Latina da Watchguard, o mercado têm levantado questões sobre o Big Data. “Ainda que proteger os dados seja um desafio, o volume de dados gerados por qualquer empresa PME é enorme. No entanto, a parte difícil é a posse e a apresentação dos dados em um formato de leitura integrada e fácil. Este é o ponto onde as empresas começam a olhar para as soluções SIEM (Security Information and Event Management)”, aponta o executivo, ressaltando que as pequenas empresas podem ser vistas como fortes fontes de negócios para o setor.

Além disso, o setor de SMB vem sendo atingido como um dos principais alvos das infecções e roubos de informação. Carraretto, da Norton, por exemplo, destaca que, de 2011 a 2012, os ataques às pequenas e médias companhias quase dobrou em número de ocorrências, saltando de 18%, no total, para 31% no último ano. “As PMEs tornaram-se um alvo recorrente de ataques direcionados, com quase um terço do total de casos”, conta o executivo, analisando que isso tem, direta ou indiretamente, impulsionado a procura por novas ferramentas e recursos de segurança.

 

AS OPORTUNIDADES PARA OS CANAIS

Seja com o cybercrime em constante mutação, pela necessidade de atualização ou por novas tendências tecnológicas, a procura por soluções de segurança tem crescido consideravelmente nos últimos anos. Para os canais, este é um cenário promissor, com opções fortes e diversas possibilidades praticamente inexploradas para alcançar sucesso nas vendas.

De acordo com Bannwart, da Check Point, existem muitas oportunidades para os canais neste segmento. “Tanto na venda de soluções quanto na prestação de serviços, há um leque grande de opções para o parceiro se posicionar”, diz. Para isso, o executivo reforça que as revendas precisam se capacitar para conhecer as demandas do mercado e como atender diretamente as expectativas dos clientes.

Para Di Jorge, da ESET, o caminho para as revendas é observar as exigências de cada segmento, para oferecer vendas completas. “Os canais podem ter certeza que a área de segurança é muito vasta e oferece oportunidades diversas. Todavia, há muitos pontos inexplorados”, afirma o executivo, salientando que um dos trunfos à disposição dos parceiros é trabalhar a negociação consultiva, que gerará receitas continuadas e ampla possibilidade de novas oportunidades de renovação e atualização dos sistemas implantados.

Os canais devem, primeiramente, atuar como um parceiro na segurança para seus clientes finais em vez de se comportarem apenas como uma revenda. Para Gohel, da Cyberoam, este é o principal ponto a ser visto pelos canais. “As equipes devem estar bem preparadas com conhecimento em relação ao ambiente de TI do cliente e em relação à infraestrutura de rede e às necessidades atuais do mercado no que se refere à segurança”, pontua. Nessa linha, o executivo acrescenta que os canais devem guiar as corporações em três pilares principais para criar os planos de adoção de novas formas e ações: segurança, conectividade e produtividade.

Este também é o ponto defendido por Eduardo Figueiredo, Channel Development Manager, da Kaspersky, que aponta a venda mais consultiva como aliada para a ampliação das vendas. “Os parceiros precisam de um discurso mais consultivo na venda de tecnologia e oferecer serviços de implementação de qualidade”, frisa o executivo. Além disso, ele destaca a importância do canal estar sempre capacitado tecnicamente para prover uma pré-venda de qualidade, adequando os requisitos dos produtos com as infraestruturas dos clientes.

Muñoz, da Watchguard, lembra, ainda, que estar sempre perto das fabricantes e, simultaneamente, dos consumidores ampliará os horizontes e conhecimentos para atuação dos canais. A ideia é entender que a educação é indispensável para qualquer parceiro com foco em segurança. “Além disso, acreditamos que os canais devam construir soluções de segurança em torno das necessidades dos clientes, perceber e entender a segurança como serviço e compreender que a segurança é um negócio de receita recorrente”, define o executivo.

Para Bravo, da McAfee, a necessidade é unir treinamentos constantes, que tornem os canais aptos a formularem projetos que atendam eficientemente as diretrizes das empresas, e uma gama de soluções variadas, com fornecedoras selecionadas e de alta qualidade. “Acreditamos em três pontos principais para alavancar os negócios dos canais. O primeiro passo é a qualificação dos profissionais envolvidos no processo. O segundo fator é a qualificação desses profissionais em relação ao mercado de segurança e de tecnologia em geral, pois esse profissional deve assumir o papel de conselheiro tecnológico. Por último, é preciso aliar produtos e serviços do fornecedor escolhido com serviços próprios, abrangendo , inclusive, consultoria avançada, com serviços gerenciados de segurança”, analisa o engenheiro.

Nessa mesma linha, Moraes, da Esyworld, enfatiza que ampliar o portfólio de soluções e agregar valor às ofertas é fundamental para ampliar as possibilidades de negócio, sobretudo tratando com atenção as especificidades de cada caso. “Busque por soluções integradas, entre a infraestrutura da empresa e os devices móveis. Simplicidade e conhecimento são as chaves do sucesso”, avalia.

Com alto investimento e sempre em evidência nos orçamentos corporativos, a Segurança Virtual é um nicho que deve receber a atenção dos canais. Mas, para alcançar o sucesso na área, o parceiro precisa ter conhecimento e atenção às demandas de cada ramo de atuação. Além do mais, é preciso investir em soluções que agreguem serviços, para facilitar a receptividade das empresas. Afinal de contas, é necessário colocar em destaque os benefícios que se terá com uma ferramenta de segurança atualizada e eficaz. O mercado conta com recursos de alta eficiência, menor custo e interfaces mais simples. Resta levar até as empresas, com determinação e foco para ampliar, continuamente, a geração de oportunidades.

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