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CLOUD COMPUTING

Por André Geniselli

Publicado em 07/11/2016 às 09:11

UM CÉU COM MUITAS NUVENS (E OPORTUNIDADES)

De tendência de negócio à tecnologia indispensável, a Computação em Nuvem está em ascensão: segundo o IDC, até 2019 os gastos em nuvem pública devem mais do que dobrar o atual nível de investimento do mercado. o Gartner, por sua vez, acredita que este crescimento seguirá em ritmo acelerado por muitos anos, apoiado por questões como o IoT e pelas novas estratégias digitais dos  clientes

 

 

 

Vista até pouco tempo atrás como uma grande tendência, a Computação em Nuvem se transformou em realidade. Hoje, a tecnologia que coloca em xeque a procura sobre alguns dos mais tradicionais elementos da TI (os Hardwares e licenças, por exemplo), se tornou em um dos pontos centrais de um modelo que ampliou a conversa sobre conceitos do porte da Mobilidade e Flexibilidade.

Mostra desse cenário é a presença do tema nos setores de tecnologia dos clientes. Segundo dados do Gartner, mais da metade das empresas, no Brasil, têm ou planejam ter soluções baseadas em nuvem. Para os próximos anos, a expectativa é que esse número seja ainda mais expressivo, com companhias dos mais diversos segmentos aproveitando os benefícios do ambiente virtual para impulsionar suas operações com estratégias totalmente inclinadas a este nicho ou, no mínimo, que englobem a nuvem como um elemento direto de suas operações.

A tendência, segundo a consultoria, é que esse mercado, em termos globais, siga em crescimento acima de outros segmentos tecnológicos, em um movimento que é resultado, principalmente, da maior maturação ao redor da proposta da Cloud e, sobretudo, pela recorrente digitalização e virtualização das estruturas presentes nos clientes. “Esse forte crescimento continua a refletir a mudança de foco das empresas, que deixam as estruturas legadas de TI e, cada vez mais, passam a investir em serviços baseados na Nuvem, como parte de suas novas estratégias de atuação digital”, afirma Sid Nag, diretor de Pesquisas do Gartner.

Para 2016, as projeções divulgadas pelo centro de pesquisas da instituição apontam para um crescimento de aproximadamente 16% em comparação ao último ano, podendo atingir uma movimentação acima dos U$204 bilhões, somente para o setor de Nuvem Pública. Outro grupo de análise, o IDC, também projeta um aumento substancial para o setor. Para o instituto, até 2019 os investimentos em Nuvem mais que dobrarão em relação ao cenário atual.

Mas o que explica esse fortalecimento?

Para entender um pouco sobre o “poder da Nuvem”, é preciso, antes, pensar como ela se livrou de alguns mitos que a seguiram no começo de sua jornada: se é verdade que, ainda hoje, ainda existem clientes reticentes em relação à segurança, por exemplo, é fato que essa desconfiança foi superada por diferentes avanços e propostas, que reforçaram o caráter disruptivo e mais amigável das soluções.

Com isso, a verdade é que, direta ou indiretamente, o futuro está nas nuvens. “Estamos avançando rapidamente para um mundo onde uma grande parte dos objetos do nosso dia a dia serão inteligentes e conectados as estruturas Cloud. Essa tendência inclui não só os já tradicionais computadores e smartphones, mas também novas categorias de produtos que vão de computadores vestíveis até drones e carros inteligentes, além de aplicações corporativas, como fábricas inteligentes e soluções de comunicação para o varejo. Nada disso vai funcionar sem a nuvem”, resume Fabio de Paula, diretor de Negócios da Intel Brasil.

Para a Lenovo, este é um mercado em ascensão, com grande potencial ainda a ser explorado. “Sem dúvidas, quando falamos de Nuvem, vemos um enorme horizonte de opções e demandas. O desafio, hoje, é mostrar quais são de fato as opções disponíveis e trabalhar para, cada vez mais, atender as expectativas do público”, diz Mario Sato, diretor de Vendas e Negócios da divisão de Data Center Group (DCG) da empresa no Brasil. O executivo diz, também, que apesar deste ser um caminho ainda em evolução, esta é uma jornada sem volta.

Esse é o cenário listado, também, por Ronald Kellermann, diretor de Vendas de Serviços da HP Enterprise no Brasil. Ele cita que, embora ainda haja uma certa resistência, por parte de alguns compradores, acerca de aspectos de privacidade e segurança, essa relação de procura e oferta tem se fortalecido com o desenvolvimento prático das soluções. “À medida que se perde o medo de migrar, começaremos a ver cada vez mais a utilização de cloud e, assim, colher melhor seus resultados, não somente na redução de custos fixos, mas também na maior adaptabilidade de demandas computacionais. A tendência é de um crescimento contínuo deste setor, afinal de contas é um caminho sem volta: ou você usa hoje, ou vai usar um dia no futuro”, explica.

Por isso, apesar da Cloud Computing ter sua imagem ligada ao “futuro”, não é preciso viajar no tempo para entender que ela está cada vez mais presente em nosso cotidiano. De acordo com Marco Sena, diretor de Cloud da Cisco para a América latina, estamos vivendo uma segunda onda de adoção da nuvem, que a coloca como eixo de ação para muitos gestores e processos. “Em um primeiro momento, existia alguns pontos a serem destacados e houve muita procura em se entender sobre como aquilo poderia ser útil. Hoje, os setores de tecnologia reconhecem essas oportunidades promovidas pela computação em nuvem”, resume o especialista, apontando que, agora, os temas estão elencados para apoiar a definição de estratégias mais consolidadas para transformar as vantagens da Cloud em diferenciais competitivos.

Com a Cloud Computing sendo, hoje, uma realidade de operação para diversas empresas, conquistar novos clientes significa, em muitos casos, demonstrar os ganhos reais e tangíveis de cada forma de aplicação. Nesse cenário, saber mesclar as ofertas e antecipar possibilidades de planejamento tem se fortalecido como uma boa opção. “O desafio para nossos clientes está em avaliar a melhor maneira de se adotar esta tecnologia. Acreditamos, por exemplo, que a vasta maioria do mercado adotará o modelo híbrido, onde fica possível ter parte de suas cargas de trabalho em uma nuvem privada (dentro do datacenter das empresas) e parte em nuvem pública, e com isso tendo um modelo que permita aproveitar os benefícios que ambos oferecem, gerenciando seus custos operacionais”, analisa João Bortone, diretor de Produtos e Soluções Empresariais da Dell para América Latina.

Quem também apoia esse ponto de vista é Marcos Paraíso, líder de Cloud Service da IBM Brasil, que aponta o amadurecimento da tecnologia como um fator importante para a solidificação das vendas na área. “Não se trata mais de um teste, uma aposta. As perguntas são outras e miram, por exemplo, itens como governança e gestão crítica”, conta o executivo, destacando que a ideia é mostrar como a nuvem pode ajudar a visão estratégica dos clientes.

Este, contudo, é um cenário em intensa e recorrente transformação. “Observamos que 68% dos clientes que aplicaram cargas em nuvem públicas, hoje, migraram ou consideram migrar para ambientes privados. Isso mostra bem que boa parte das empresas consumidoras ainda estão se adaptando e entendendo como funciona este modelo de negócio”, conta Daniel Goldener, gerente de Produtos da divisão DCG da Lenovo, citando os resultados da pesquisa da consultoria norte-americana 451 Research.

Quem pensa que essa transformação atinge apenas os clientes, está enganado: ela também traça o caminho para algumas das principais desenvolvedoras do setor. Este é o caso da Microsoft, que realinhou seu modelo de negócios, colocando a mobilidade e a nuvem como pontos em destaque. “Por ter a certeza que os grandes negócios do país estão no cloud computing, e essa migração continuará acontecendo em empresas de todos os portes, remodelamos nosso modelo de negócios para essa realidade do Brasil. Hoje, a Microsoft é uma empresa de serviços na nuvem e queremos ajudar aos nossos clientes de todos os tamanhos a fazer a transformação digital”, acrescenta Juliana Rodrigues Tubino, diretora para a área de Parceiros e Desenvolvedores da Microsoft Brasil.

Outra companhia que tem mirado o setor é a SAP, que já oferece soluções de suas propostas de ERP destinadas à Nuvem. “Este é um caminho que veio para apoiar a transformação de diversos segmentos. Vivemos um cenário de intensa digitalização das companhias e com os benefícios da Cloud esta transição é mais prática e vantajosa”, diz Carla Carvalho, VP global de Channels & General Business da SAP Brasil, que ratifica a missão das fabricantes e canais de facilitarem esse movimento, suportando as necessidades dos clientes.

 

Reforçando os benefícios, trabalhando oportunidades

Com os clientes mais familiarizados à proposta inicial da Nuvem e buscando recursos mais definidos como diretrizes de sua adoção, ter uma oferta ajustada às demandas do público se transforma em condição vital para todos os componentes da cadeia de tecnologia. Esse é o pensamento, por exemplo, da Citrix, que aposta em um portfólio que atenda diferentes segmentos para ter maior aderência aos objetivos dos clientes. “Estamos em um mundo em que a mobilidade das empresas exige a maior disponibilidade, eficiência e variedade de serviços. Por isso, investimos em um amplo leque de aplicações, que ofereçam oportunidades para Nuvens Públicas, Privadas e Híbridas”, resume William Pimentel, diretor de Canais da companhia. Trabalhando com fornecedores com Microsoft, Amazon e SoftLayer, a empresa ressalta sua expertise em virtualização como um ponto-chave para o destaque no segmento.

Isso ajuda a explicar, também, por que embora todo o setor demonstre números positivos, algumas áreas surjam como grandes protagonistas nesse horizonte: as vendas de Softwares e Infraestrutura como Serviço, são duas dessas opções em destaque. Nos últimos anos, elas vêm registrando, segundo as principais fontes de pesquisa, expansão média acima dos dois dígitos. “Para o futuro, é esperada a consolidação de novas oportunidades, com a maior adoção das empresas e com o desenvolvimento, entre outras questões, de novas ferramentas da Internet das Coisas (IoT)”, lembra Pimentel.

Kleber Oliveira, head de canais da VMware Brasil, prevê que esses fatores ampliarão ainda mais a oportunidade de atendimento, incluindo a definição de novas áreas a serem trabalhadas. “Em nossa visão, 50% das cargas de trabalho estarão em nuvem a partir de 2021, demonstrando uma migração do modelo tradicional de TI. Ainda estamos no começo desse processo (menos de 30%) e ajudamos nossos clientes na definição da melhor estratégia de nuvem e como prover a melhor infraestrutura de forma a possibilitar uma TI como serviço”, diz.

Na visão do executivo, hoje, existem quatro prioridades de negócios que estão em pauta nas discussões estratégicas de TI. “Enxergamos espaços a partir da necessidade de modernizar as aplicações para atender aos usuários internos e externos; garantir a melhor experiência para os usuários, atendendo à demandas de mobilidade sem perder a gerência e o controle; conferir segurança e confiança para os negócios, entregando informações para diversos dispositivos e aplicações distribuídas em qualquer lugar; e oferecer a melhor estratégia de nuvem, respondendo a todas as demandas de TI e LoB garantindo eficiência operacional e uma melhor governança em um ambiente heterogêneo e multi-cloud”, reforça. A mensagem da companhia é trabalhar em soluções de infraestrutura para nuvem, garantindo conectividade, segurança e desempenho de qualquer dispositivo.

Com serviços em alta, a ideia é ampliar o atendimento consultivo e ajustado. Ainda mais, no caso, se essa gama de trabalho ampliar os resultados e a segurança dos consumidores. Este é o objetivo da Trend Micro, que aposta em recursos adaptáveis para garantir melhor performance e proteção ao público. “A nuvem é uma realidade e é fato que a segurança pode ser um obstáculo para alguns clientes contratarem mais serviços em nuvem para suas aplicações mais críticas”, destaca Rodrigo Garcia, gerente de Canais da companhia no Brasil, lembrando que com os produtos da empresa, os parceiros podem fornecer total suporte aos clientes.

Entre as principais soluções da companhia, destaque para o recurso Deep Security, que é uma solução de segurança elástica dedicada a oferecer aos clientes maior agilidade e economia de custos da Nuvem, com integrações especiais para o Microsoft Azure e AWS (Amazon Web Services) e que, além disso, protege aplicações e dados críticos em todos os ambientes de nuvem híbrida. Outro produto é a Cloud App Security, que apresenta solução de segurança para aplicações de nuvem com módulos de proteção contra ameaças, DLP e Sandbox para nuvem e para proteção avançada de Office365, Box e Dropbox.

Outro caminho é a hiperconvergência das soluções, levando mais assertividade e desempenho aos clientes. Essa, no caso, é a aposta da Lenovo. “Acreditamos que o modelo híbrido, com diferentes cargas de trabalho será a tônica do futuro. E, para isso, a hiperconvergência será uma realidade, agregando mais facilidade e compatibilidade entre diferentes estruturas e aspectos tecnológicos”, avalia Sato. Neste cenário, a companhia tem trabalhado para construir parcerias sólidas que aumentem o potencial das soluções oferecidas – e este movimento, por outro lado, também é indício direto que o relacionamento de diferentes componentes será vital, para os próximos passos da Nuvem.

 

Parceria para crescer

Uma das consequências diretas da maior procura por soluções em nuvem é a necessidade recorrente de se trabalhar o atendimento especializado e segmentado. Essa questão, no caso, fez crescer outra demanda prática para os fornecedores: a exigência de se contar, cada vez mais, com novos parceiros, como as distribuidoras, que possam assumir para si a condição de intermediadoras de negócios, disseminando as opções junto às revendas.

A SND, por exemplo, é parceira oficial da Microsoft no Brasil e conta, entre outras ações, com o desenvolvimento de uma plataforma própria, com cursos específicos para a área de Cloud. Rosani Coutinho, gerente da Divisão CSP (Cloud Solution Provider) e de Serviços Profissionais da SND, diz que um dos maiores desafios é mostrar para nossos clientes a necessidade de transformação do negócio, onde a revenda deixa de fazer uma venda transacional para fazer uma venda consultiva e recorrente, no modelo de negócio por pagamento mensal pelo uso e consumo. “Trouxemos o que tem de mais moderno na oferta de soluções em nuvem do mercado e mantemos nossa missão de distribuir tecnologia para todo o País”, afirma a executiva, completando que a companhia tem o Portal CSP, uma plataforma pela qual as revendas se cadastram e passam a obter uma série de recursos e vantagens para negociar.

Outra distribuidora que reforçou seu atendimento com um marketplace especializado em Nuvem é a Ingram Micro. Chamado de “Ingram Micro Cloud”, o espaço foi lançado em setembro e tem como objetivo criar um ecossistema de alcance amplo, capaz de tornar mais rápido e ágil a forma na qual os parceiros terão acesso às ofertas. “Essa é uma novidade que elevará o patamar do negócio em Cloud. Ela tornará mais simples e efetivo o processo de efetivação das contratações, ampliando o sentido de escalabilidade que é tão importante neste segmento”, observa José Furst, diretor de Vendas para a área de Cloud da companhia.

Contando com soluções de fabricantes como Microsoft e IBM, entre outros, a ideia da empresa é destacar uma oferta simplificada e mais vantajosa aos canais, com conhecimento prático e desenvolvimento de oportunidades para toda a cadeia de consumo que possa se beneficiar com os recursos da nuvem. Além do Ingram Micro Cloud, por exemplo, a companhia conta com o Cloud Partner Program, um programa de capacitação e reconhecimento aos canais exclusivo para a unidade de negócio de Nuvem, que foi criada no Brasil em 2015, como parte do alinhamento à estratégia global da distribuidora.

Já a Arrow, por sua vez, foca a missão de ser a “agregadora” entre os fabricantes e as revendas que atendem os usuários finais. “As revendas têm a mesma necessidade em Cloud que tem para o modelo tradicional. Ou seja, vamos continuar sendo o elo de ligação entre as fabricantes e as revendas”, analisa Ronaldo Miranda, CEO da empresa no Brasil. O executivo destaca que, para atender esses clientes com mais assertividade, a companhia está preparando uma plataforma chamada ArrowSphere que trará maiores informações e destaques para apoiar os parceiros.

 

Como gerar negócios com a Nuvem

Miranda, da Arrow, também enfatiza um ponto importante para os canais que querem aumentar suas receitas com este segmento: é preciso conhecer as opções. “A fórmula do sucesso é um pouco subjetiva, mas a mais adequada é pensar em Cloud como um complemento do que está instalado “on premisse”. Por isso, uma dica sempre vital é entender, antes de tudo, a necessidade dos seus clientes. Muitos deles não precisam ir para Cloud, e forçar esta situação não os atende”, define o executivo.

Para Paraíso, da IBM, é importante saber que a nuvem pode ser chave para qualquer segmento, mas não para qualquer cliente. “Costumo dizer que a Cloud Computing é para todos, porém ela não é para tudo. questões que não é interessante se migrar e outras que podem ser melhor aproveitadas na nuvem”, declara. O objetivo, com isso, é mostrar as vantagens de modelos diferentes, com as nuvens públicas, privadas e híbridas, complementadas com ofertas tradicionais.

Este também é o pensamento da Cisco. “Temos um programa de apoio ao parceiro que mostra nossos recursos de gerenciamento e de suporte, por exemplo. Nosso foco é garantir opções para todas as demandas, seja para construir uma nuvem, usar os serviços em uma infraestrutura pública ou apenas ampliar as possibilidades para que as integradoras ajudem os clientes a gerenciar seus dados no ambiente virtual”, resume Sena. A ideia é mostrar as vantagens e condições de cada opção e encontrar o modelo mais adequado e prático para a realidade do parceiro.

a Microsoft investe em outra vantagem: a diversidade. Com um vasto leque de softwares e sistemas de gestão, a empresa usa a nuvem para disseminar suas ofertas, que visam facilitar e simplificar a rotina dos clientes. “Oferecemos um portfólio completo de serviçosdesde a infraestrutura até aplicações de software, passando pela plataforma (Iaas, Paas e SaaS). Nossa missão na Microsoft é empoderar cada pessoa e cada organização do planeta para conquistar mais. Para isso, estabelecemos três ambições: reinventar a produtividade e os processos de negócios, criar uma computação mais pessoal e construir a nuvem inteligente”, descreve Juliana.

Para a HP, a aposta é entregar soluções de alta tecnologia e apoio recorrente, para estimular os resultados dos parceiros. “A Hewlett Packard Enterprise oferece a infraestrutura de cloud com dois datacenters no Brasil. Além disto, ajudamos nossos clientes no desenho da jornada de migração para cloud. Entendemos que a definição do início desta jornada são as necessidades do cliente e, portanto, a partir delas desenhamos quais aplicações serão migradas, quais modificadas e quais eliminadas”, afirma Kellermann.

Em todo caso, seja qual for o caminho trilhado, a verdade é que o conhecimento é primordial para quem quer ganhar mais com a Nuvem. “O importante é ter especialistas que possam entender a natureza dos projetos dos clientes, para poder ofertar uma solução que permita atender as demandas, mas que ao mesmo tempo seja escalável para o crescimento futuro”, acrescenta Bortone, da Dell. O executivo salienta, no entanto, que ainda haverá muitas mudanças e inovações neste cenário tecnológico e que, por isso, trabalhar para evoluir e tornar as ofertas mais competitivas e maduras também é um desafio para os canais.

Essa também é a dica de Fábio, da Intel. “Fique de olho nas tendências, treine seus recursos para a área, e prepare-se para ver uma explosão de dispositivos inteligentes e conectados nos próximos anos, pois todos eles irão demandar algum tipo de tecnologia da nuvem”, destaca. Ele agrega que cada vez mais provedores no mercado, criando também a expansão das opções à disposição dos canais. Essa condição ajuda a criar um mercado com maior variedade de serviços, mas também exige foco e especialização das equipes e da própria administração dos canais.

Isso acontece, basicamente, pois a Nuvem não altera apenas a oferta em si, mas também as exigências de atuação dos parceiros. “As organizações terão que repensar completamente seus modelos de negócios para se adaptar e se transformar para permanecer relevante e competitiva no mercado cada vez mais dinâmico. Nosso objetivo é ajudar nossos parceiros na construção de negócios rentáveis, apresentando oportunidades para inovar e conquistar oportunidades com a transformação para a nuvem”, reforça Juliana, da Microsoft.

Mas se o cenário muda, é preciso dar condições para que os canais possam, também, fazer esse movimento com maior assertividade e tranquilidade. Por essa razão, Carla, da SAP, diz que um tema recorrente da ação da empresa junto aos parceiros tem sido, justamente, destacar essa nova realidade, alertando os parceiros sobre os desafios e chances abertos pelo trabalho com foco na prestação de Serviços. “Nosso programa de canais, o Partner Edge, conta com uma série de treinamentos que mostram o que muda para as revendas que querem aproveitar os negócios nesse setor. É importante lembrar, por exemplo, que este é um modelo de verba mensal, com receitas recorrentes, mas que muda o fluxo de caixa e até a administração de uma empresa. Não mais um pagamento único; ele é diluído em partes, o que representa um ganho contínuo, mas em menores volumes”, observa.

Evidentemente, o preparo dos canais diz muito neste ponto. “Uma de nossas preocupações é conscientizar e capacitar o parceiro para este cenário. Mais do que ter um produto com determinadas características, é vital que as revendas passem a entender que o que eles precisam oferecer é a resposta para problemas enfrentados pelos clientes”, enfatiza Goldener, da Lenovo.

Ainda assim, quem conseguir sair na frente e se ajustar ao horizonte, tem maiores chances de obter sucesso. “Percebemos que os parceiros que têm esse DNA de serviços estão obtendo resultados mais interessantes. Mas a verdade é que aquele modelo de venda de caixas acabou e não vai mais voltar. Ou seja, quem quiser se manter competitivo, deve se direcionar para entender as características de negócios que a Cloud e outras tecnologias vêm trazendo e como isso pode, de fato, representar um avanço para suas operações”, complementa Pimentel, da Citrix.

Mixando tecnologia, conhecimento e parcerias de alta capacidade, os canais têm chances de estimularem seus resultados, com mais assertividade e eficiência. Mas a missão também está clara: para não perder competitividade, é fundamental trabalhar para ampliar a oferta e o atendimento. Afinal de contas, a tecnologia está em constante movimento e  as soluções em cloud ditam as regras dos pontos de vendas e  integradoras  que estão em busca de ampliar as vendas.

 

 

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