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O que move a mobilidade da TI?

Por André Geniselli

Publicado em 02/06/2017 às 16:44

Segundo estudos do Gartner, até 2020, pelo menos 20 bilhões de equipamentos deverão estar conectados à Internet das Coisas (IoT), em um mercado que, globalmente, espera faturar cerca de 2 trilhões de dólares. A explicação para isso? A expansão da Mobilidade

 

Você talvez ainda não conheça bem o que é a hiperconexão, realidade multitelas, weareables ou dispositivos inteligentes, mas, certamente, já sabe o que esperar da Mobilidade. Tema cada vez mais recorrente para empresas e consumidores, o “direito de ir e vir” no mundo da tecnologia está mudando o jeito como pensamos, produzimos e consumimos a tecnologia.

Não por acaso, o conceito Móvel é um dos pontos vitais do chamado “Quadrante Mágico”, do Gartner — que coloca a Mobilidade ao lado de fatores como Computação em Nuvem, Big Data e Mídias Sociais como uma das chaves para a futuro da TI. A mobilidade também é tema de outra visão, a da Terceira Onda da TI, que avalia a Transformação Digital vista no setor de TIC, a partir do desenvolvimento, entre outras coisas, dos próprios dispositivos móveis.

Seja qual for a teoria, o fato é que não há como negar este cenário. Afinal de contas, o próprio Gartner afirma que somente a Internet das Coisas (IoT) deva movimentar, em todo mundo, cerca de 2 trilhões de dólares até 2020. E o IoT, no caso, é apenas uma das áreas que usará a Mobilidade como elemento básico para seu desenvolvimento.

Outro caminho inevitável é a Nuvem: que, por sua vez, já faz parte da vida de muita gente. Vale dizer, para tanto, que somente aqui no Brasil, a expectativa é que a Cloud Computing ajude a alavancar os gastos com Tecnologia da Informação, elevando o patamar de investimento para mais de 60 bi de reais, também em 2020.

 

Não é só a ideia: o que ajuda a Mobilidade ter forma?

A ideia é cada vez mais simples: estamos conectados ao mundo online em qualquer hora e qualquer lugar. Para isso ser possível, no entanto, precisamos de uma série de equipamentos e tecnologias que permitam a movimentação de informações.

A lista de itens que valorizam essa relação vai do celular ao notebook, passando pelos novos óculos de Realidade Virtual, ajudando a dar corpo, voz e forma à Mobilidade. Nesse cenário, a indústria tem se reinventado dia após dia em busca de soluções mais adequadas e eficazes.

Para a Lenovo, por exemplo, a Mobilidade faz parte da exigência básica do novo consumidor de tecnologia. “Cada vez mais, há uma grande fusão da rotina pessoal com a profissional. E, para acomodar esta necessidade, a mobilidade é fundamental”, observa Leandro Lofrano, gerente sênior de Produtos Corporativos da empresa no Brasil.

Hoje, além da linha de Notebooks e Smartphones, a fabricante também se preocupa em entregar soluções como Docking Stations, que permitem a conexão de monitores externos e demais periféricos, e novos recursos para otimização dos gadgets pessoais.

Outra companhia que tem investido em um portfólio amplo para cobrir as demandas de Mobilidade é a HP. “Temos trabalhado continuamente em busca de soluções que atendam às demandas e tendências das empresas, que precisam de inovação, produtividade, conectividade e um acesso irrestrito de qualquer lugar e a todo o momento”, afirma Bruno Ortolani, gerente de Personal Systems, acessórios e PCs da HP.

Segundo Ortolani, há uma necessidade crescente por dispositivos e aplicativos comerciais que viabilizem a comunicação móvel. “Essa transformação é evidente. E o mercado de TI tem a responsabilidade de prover novas tecnologias, processos e desenvolver aparelhos que possibilitem esta capacidade ao trabalho corporativo, sem ter o impedimento do local de trabalho do funcionário”, diz.

Para cumprir com essa proposta, a HP aposta na conectividade, com recursos de impressão via wireless, que ajudam a otimizar e controlar as impressões e digitalizações diretamente do celular. “Outro investimento relevante é a melhoria dos notebooks para empresas. Buscamos desenvolver aparelhos com maior duração de bateria, como o EliteBook x360”, acrescenta o executivo, destacando a inclusão de novas ferramentas de segurança ao leque de notebooks corporativos.

 

A Infraestrutura de TI também muda com a Mobilidade

Notebooks, aplicativos e os demais gadgets móveis são essenciais para a Mobilidade. Eles, contudo, são apenas a parte mais visível de um ecossistema que é totalmente afetado pela necessidade móvel. Por isso, se sua revenda quer faturar com este cenário, um caminho interessante pode ser, justamente, olhar o que está por trás desse cenário.

É isso o que faz, por exemplo, a Dell. Além de sua linha de laptops, a companhia também tem concentrado esforços no desenvolvimento de produtos e sistemas que ajudem a controlar o ambiente de TI das empresas, suportando a escala vertiginosa dos dados. “A megatendência da Transformação Digital vai ficar cada vez mais intensa, aumentando a necessidade de começar a jornada de mudanças da TI o mais rápido possível”, explica David Goulden, presidente da Dell EMC.

O cenário apontado por Goulden fica ainda mais claro ao se perceber que só 5% das grandes empresas têm ambientes de TI preparados para a transformação digital dos negócios, de acordo com dados apresentados por pesquisa realizada pela ESG (Enterprise StrategyGroup), com apoio da própria Dell-EMC.

Sendo assim, os canais precisam olhar, com atenção, a oportunidade de entregar soluções mais assertivas à essa condição. A Dell tem atuado com o desenvolvimento de sua 14ª geração do portfólio de servidores PowerEdge em ofertas como Infraestrutura hiperconvergente, Armazenamento flash e em appliances de proteção de dados.

 

A Lenovo é outra companhia que agrega esse cenário de infraestrutura como foco: atualmente, o portfólio da empresa conta com ferramentas hiperconvergentes, integração multicamadas e servidores preparados datacenters inteligentes para ampliar a performance de sistemas híbridos, entre Nuvem e estrutura local.

Novos produtos e tecnologias

Além de alterar as características de linhas tradicionais da TI, a Mobilidade também entra diretamente no escopo de definição de novos recursos e oportunidades. A inclusão de demanda móvel transforma, entre outras coisas, a produção de conteúdo e a forma como, hoje, temos consumido a mídia, por exemplo.

A Microsoft é uma das empresas que têm olhado essa questão. Não por acaso, a fabricante já prepara uma grande atualização da plataforma Windows, de olho no desenvolvimento de novos recursos para Nuvem e Inteligência Artificial. “Em um mundo de poder de computação quase infinito e crescimento exponencial de dados, estamos concentrados em capacitar cada desenvolvedor para construir aplicativos para esta nova era de nuvem inteligente e edge inteligente”, disse Satya Nadella, CEO da Microsoft, em evento recente, realizado nos Estados Unidos.

A empresa trabalha, ainda, em parceria com outros players do mercado. Uma delas, anunciada há poucos meses, é com a Samsung. O objetivo do acordo é permitir a integração das soluções de hardware, software e serviços das empresas.“A mobilidade corporativa permite que as empresas expandam os limites com os quais operam e que os trabalhadores ganhem flexibilidade na maneira como trabalham”, disse Jeeho Baek, vice-presidente sênior do Grupo de Gestão de Produtos B2B na divisão de Comunicações Móveis da Samsung Electronics.

De fato, a perspectiva mostra que nossa relação com a internet vem alterando as demandas da própria TI. “O conteúdo gráfico, de um modo geral, tem se modificado muito com a ascensão de novos produtos e a indústria tem que acompanhar esse movimento”, diz Roberto Brandão, diretor-geral da AMD Brasil. Na visão do executivo, isso explica por que uma das tendências para o futuro seja o crescimento da fatia de mercado dos óculos de Realidade Virtual. “Acreditamos que este item tem tudo para ser bastante efetivo em alguns anos e estamos trabalhando para desenvolver soluções inovadoras”, conta.

Para já, a empresa trabalha para prover inovações para o usuário corporativo e final (sobretudo os que demandam alto desempenho). “Temos buscado o desenvolvimento de novas formas de compressão e processamento gráfico. Queremos atender, hoje, o Produtor e o Consumidor de conteúdo digital, focando em formas de Armazenar e Transmitir esses dados”, conta Brandão.

Marcelo Pontieri, gerente de Marketing para Canais da NVIDIA no Brasil, também acredita que a Mobilidade precisa ser trabalhada para todos os públicos e nichos. “Hoje, os profissionais precisam estar conectados também fora de seus escritórios e em qualquer ambiente ou situação. A oferta de aplicações que demandam uma placa de vídeo, com isso, cresce cada vez mais, e a NVIDIA, através da GPU, pode ajudar na produtividade desses profissionais”, avalia.

A fabricante tem apostado em um trabalho muito próximo dos OEMs para oferecer soluções avançadas em processamento gráfico para o mundo corporativo. “Com as placas de vídeo NVIDIA, os profissionais que trabalham com edição de fotos e vídeos ganham em produtividade no processamento dos seus trabalhos”, acrescenta Pontieri. A ideia, nesse cenário, é criar versões que atendam diferentes públicos e demandas.

 

Uma dessas demandas é a experiência aliada à Segurança. Anderson Kanno, diretor de Marketing da Acer, por exemplo, revela que os investimentos neste setor crescem de maneira constante no Brasil e é evidente que a segurança digital deve estar entre as prioridades de quem oferece soluções móveis.

Segundo o executivo, a Acer vem trabalhando no desenvolvimento de produtos blindados. “O TravelMate P4, por exemplo, já conta com os principais atributos de segurança cruciais, como leitor digital e sistema TPM (Trusted Platform Module), que mantém seus dados seguros mesmo em caso de roubo ou perda do aparelho”, enfatiza.

Além disso, a fabricante conta com uma variada linha de produtos que inclui, entre outros, notebooks, tablets, smartphones, monitores, projetores e soluções em nuvem para usuários domésticos, assim como apps e soluções de IoT e convergência digital.

 

Distribuição Móvel: como levar mais rapidez a seus usuários?

Outra área que merece atenção, em todo esse ambiente, é efetivamente a Nuvem. Segundo relatório divulgado recentemente pela empresa de segurança ESET, até 2018, 25% do tráfego de dados corporativos fluirão diretamente a partir de dispositivos móveis para os servidores cloud, ignorando os controles de segurança das empresas.Isso, além de significar um claro desafio à proteção das informações corporativas, o número acima deixa claro como a Cloud Computing está se consolidando como um caminho sem volta.

A Computação em Nuvem agrega novas opções para as empresas, agilizando processos e formas de trabalho. Hoje, por exemplo, ele pode ter soluções para hospedagem de dados, migração de e-mails e ferramentas colaborativas, que dão ainda mais rapidez e mobilidade para a produção.

Já para a Mazer, o grande impacto da mobilidade será sentido na velocidade e na simplicidade da interação das pessoas com os processos – e na necessidade continua de se automatizar essa relação, principalmente por meio de aplicações específicas. “Nossa empresa, atua no desenvolvimento de soluções móveis para mercados verticais, sempre associado a hardware específico. Essas soluções são oferecidas às revendas para que elas, por sua vez, possam agregar valor à oferta”, explica Schirlei Severo, gerente geral de Vendas da distribuidora.

A executiva expõe que os canais devem estar muito atentos e já começar a experimentar este mercado, pois ele já começa a fazer parte da realidade de negócios em todo o mundo. “A Mobilidade está intimamente relacionada à Internet das Coisas. A postura para esse mercado é, sem dúvida, olhar com o foco do cliente. Conhecer o business dele, as necessidades dele e estar disposto a atendê-las através da customização”, pontua.

As oportunidades abertas, portanto, são muitas. “O conceito móvel traz a necessidade de sistemas de segurança, conexão, gerenciamento de dispositivos móveis e muito mais”, lembra Marcelo Murad, diretor de Produtos e Engenharia da Westcon.

Nesse cenário, Murad afirma que caminhos que devem constar na lista de trabalho das revendas são aqueles que, de fato, possam impactar à realidade dos clientes. “As linhas oferecem gerenciamento de dispositivos, controle de backup, acessos e ambiente seguro para o acesso às aplicações corporativas”, diz, complementando que as oportunidades estão, principalmente, na questão da segurança.

 

  O que você deve fazer para ganhar com a Mobilidade?

Se por um lado a Mobilidade representa grandes vantagens para os usuários corporativos e finais, por outro o conceito móvel também expõe vários desafios. O canal precisa estar preparado para entender o que o cliente quer e, assim, identificar as soluções mais adequadas para atendê-lo. Ser uma fonte de suporte ao cliente, com conhecimento técnico, tornará o parceiro muito mais forte.

A ideia, por trás disso, é simples: sua loja precisa apoiar seu consumidor como um consultor. “Os canais precisam estar sempre a par das novas tecnologias lançadas e comunicadas, tanto de equipamentos quanto de acessórios, para conseguir suportar bem seus clientes na busca de um ambiente mais móvel, porém seguro e confiável”, fala Lofrano, da Lenovo.

Pontieri, da NVIDIA, salienta, ainda, a questão das diferenças entre cada segmento de atuação. “As oportunidades estão muito relacionadas a necessidade específica de cada empresa. Então, tudo vai depender da aplicação que ela utiliza. Os desafios estão diretamente relacionados ao conhecimento que o canal deve ter para passar a essas empresas, ajudando-as a ter muito mais produtividade”, avalia.

Para fazer isso ser mais simples, a dica é que sua revenda se inscreva aos programas de canais que fornecem treinamento e capacitação técnica e comercial. “A HP preza pelo excelente atendimento por meio de nossos canais, investindo em treinamentos para garantir sua capacitação, em que eles consigam identificar a necessidade do cliente, atender essa demanda, e principalmente ir além desse processo de aquisição de um produto pelo cliente”, fala Ortolani, lembrando do programa Partner First.

Atender a Mobilidade, portanto, exige que sua empresa não ofereça apenas o que o cliente quer (o produto); é necessário ter serviços de valor agregado, com a finalidade de tornar o serviço mais assertivo e recorrente, garantindo a fidelização do cliente e um relacionamento à longo prazo. “Esse é um caminho para o canal ganhar mais e, principalmente, se destacar da concorrência. Em nossos treinamentos, sempre valorizamos essa mensagem”, finaliza Brandão, da AMD.

Com conhecimento e diversidade, sua loja pode oferecer um universo amplo – mas orientado – às empresas e consumidores finais. Fugindo do discurso de Bits e Bytes, sua revenda terá argumentos para mostrar como o cliente pode usar a Mobilidade na prática, a partir de seus equipamentos, aplicações ou serviços. Afinal de contas, do Notebook à consultoria, a Mobilidade é o caminho para sua revenda ir mais longe também.

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