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Entrevista Especial

Confira a Entrevista Especial com a AMD

Por Virgínia Santos

Publicado em 06/09/2017 às 17:34

AMD investe no desenvolvimento de sistemas de realidade virtual e aumentada para a geração de novos

No comando geral da AMD, Roberto Brandão, está no melhor momento de sua carreira profissional. O executivo acredita que os  desafios do dia a dia, o  planejamento a longo prazo e as perspectivas com a implementação dos planos são combustíveis ideais para manter os profissionais envolvidos e motivados em seu trabalho.

Vale lembrar que a AMD tem mais de 45 anos de atuação no mercado e é uma das companhias que lidera as inovações em tecnologias de computação de alta performance, gráficos e visualização – as bases para jogos, plataformas imersivas e datacenters. Centenas de milhões de consumidores, empresas líderes entre as Fortune 500, e instalações de pesquisa de ponta no mundo todo dependem da tecnologia  da marca diariamente para melhorar as formas como se vive,  se trabalha e  se diverte. Confira o bate-papo com o diretor geral da companhia sobre as expectativas da AMD no mercado nacional:

 

PS: Conte-nos um pouco da sua trajetória profissional?

Roberto Brandão: A maior parte da minha carreira foi na AMD, onde estou há mais de 13 anos. A paixão por tecnologia começou um pouco mais cedo: ainda tenho o meu primeiro livro sobre a linguagem Basic, utilizada no MSX da Gradiente (computador pessoal), em que eu já fazia programação quando tinha 11 anos. Embora empolgante, por ser um mundo que se abria para mim, confesso que tinha uma parte chata nesses primeiros dias de descoberta, não tínhamos como gravar os programas em disquete ou mesmo fita cassete (que veio apenas um ano depois) e eu perdia tudo no final do dia quando desligava o MSX.

Por opção, decidi dedicar o início da minha vida à formação na área de tecnologia. Desde o 2º grau técnico, passando pela graduação até o doutorado em ciência da computação, o foco sempre foi em tecnologia. Após isso, trabalhei em pequenas empresas de tecnologia de ponta e ingressei na AMD pela porta da engenharia, assumindo a gerência de tecnologia no Brasil. A partir daí ampliei a minha área de atuação na empresa, saindo um pouco dos bits e bytes e envolvendo-me diretamente em negociações comerciais. Em alguns anos, assumi a direção de engenharia para a América Latina e, em 2014, como diretor geral da AMD no Brasil. Ainda em 2014, adicionei às minhas responsabilidades a direção dos negócios de componentes para os países da América do Sul.

 

PS: Por quais empresas você atuou antes de entrar na AMD?

RB: Depois do doutorado na Unicamp, comecei a trabalhar em uma empresa chamada TDI, em Campinas, especializada em servidores. Foi uma época muito interessante, onde a estrutura de software tanto da Microsoft quanto Linux permitiam que um conjunto de servidores pequenos substituíssem plataformas mainframe em muitas aplicações. Nessa área, conheci de perto o processador AMD Opteron, o primeiro da empresa para servidores. Foi assim que conheci a companhia.

 PS: Quando você ingressou na direção geral da AMD em 2014, o desafio era criar ações voltadas para a ampliação e atuação em novos mercados a partir do uso de soluções personalizadas para os clientes e indústrias, o que tem a falar dessa meta que norteou o seu trabalho na companhia?

RB: Realmente foram muitos desafios desde que assumi a direção da empresa em 2014 no Brasil. Além do trabalho de desenvolvimento do mercado e adequação de portfólio mundial ao país, foram 3 anos com muitos desafios perante à grave crise econômica que ainda afeta bastante o país. Dentro dos segmentos mundiais de atuação, o foco principal passou a ser o canal de distribuição de componentes, tanto processadores quanto placas gráficas. Tivemos bastante sucesso nesse objetivo, um exemplo é a participação no mercado de componentes no Brasil em que a  companhia atingiu mais de 50% das unidades dentro do segmento que atuávamos até 2017 em processadores (entrada e intermediário). A partir deste ano, com o lançamento do AMD Ryzen, a empresa abriu o mercado de oportunidades para o segmento de alta performance. Mantemos atenção ao mercado corporativo e de governo.

 

PS: Fale-nos sobre o momento atual da sua carreira na AMD?

RB: Sem dúvida, esse é meu melhor momento dentro da empresa. Não apenas pelo momento da AMD no mundo com tantos lançamentos,  como do ponto de vista de oportunidade pessoal na carreira. Com ingresso em novos segmentos de mercado, seguramente muitos desafios começam a aparecer e as pressões por resultados, claro, continuam muito fortes. Acredito que esses desafios do dia-a-dia e de planejamento a longo prazo e as perspectivas com a implementação dos planos realmente são o combustível ideal para manter executivos envolvidos e motivados em seu trabalho.

 

PS: Como está a atuação da companhia no mercado brasileiro atualmente?

RB: Estamos num ótimo momento. O novo portfólio de produtos em processadores permite que a AMD volte a atuar em todos os segmentos do mercado de computadores e os planos são ambiciosos. Já temos alguns bons resultados após o lançamento do AMD Ryzen. O segmento de GPUs continua em ascensão no país, o percentual de computadores com placa de vídeo dedicada cresce cada vez mais no Brasil. No final de 2016, começamos a detectar um forte aumento da demanda por placas gráficas para a utilização em “crypto-mining”, a famosa mineração de criptomoedas que é muito exigente em processamento numérico e que encaixou perfeitamente nas placas AMD Radeon devido a capacidade de processamento bruto bastante superior e melhor relação de processamento por uso de energia. Essa “febre do mining” já está mais branda, mas ainda é forte e vai trazer modificações importantes até mesmo para instituições financeiras mundiais através de conceitos de gerenciamento distribuído e blockchains. De qualquer forma, ela trouxe oportunidades e desafios bastante peculiares – se por um lado ter uma demanda crescente é quase um sonho para qualquer empresa, ela nos traz o compromisso de atuar e proteger nossos clientes principais de placas gráficas, de jogos eletrônicos ou gamers.

PS: Recentemente você mencionou que 2017 tem sido um ano importante para a AMD com renovação do portfólio, lançamentos, tanto na linha de processadores quanto de placas gráficas e servidores, quais são as inovações tecnológicas da marca que vocês pretendem disponibilizar nos próximos meses?

RB: Existem quatro principais lançamentos neste ano com foco no mercado de computadores. O primeiro deles foi o anúncio do AMD Ryzen, processador para desktops com 4 a 8 núcleos e 16 linhas de execução (threads) que é baseado na aguardada e já famosa arquitetura Zen. O Ryzen e sua versão corporativa Ryzen Pro. Falando em performance, a empresa anunciou há pouco, o Ryzen Threadripper, CPU que carrega hoje o título de processador de desktop mais poderoso do mundo, com seus 16 núcleos,  32 threads e inédita capacidade de conexão direta à memória, sistemas de I/O e gráficos.

 

No universo de GPUs e placas gráficas, seguindo o sucesso das Radeon RX 500, lançamos este mês as novas placas Radeon Vega, que trazem a aguardada arquitetura exclusiva HBM2, onde a memória da GPU é integrada no mesmo chip die (pastilha de silício) do processador gráfico, permitindo capacidades de acesso à memória e dados gráficos com velocidades muito superiores à outras arquiteturas. A Radeon Vega em sua versão profissional Radeon Pro é destinada ao mercado corporativo e  tem sido um sucesso.

Por último e realmente importante para o segmento é o processador Epyc,  destinado à servidores multiprocessador em que cada processador tem até 32 núcleos e 64 threads.

 

PS: Como a AMD se prepara para a Transformação Digital que dita a fomentação de novos negócios no mercado?

RB: A Transformação Digital já é realidade no Brasil, somos um dos maiores mercados de mobilidade no mundo e apesar de nossas conexões de internet banda larga e móveis ainda estarem abaixo do desejado, principalmente fora das grandes cidades, o consumidor brasileiro já tem, e quer ter mais, acesso à produtos e serviços através de dispositivos móveis em PCs. Apesar de desenvolver, patentear e licenciar muitas das tecnologias usadas em dispositivos como celulares, a AMD tem como decisão estratégica dar foco em equipamentos de maior capacidade computacional, como PCs, servidores e consoles de jogos como o Sony PS4 e Microsoft Xbox, que usa tanto processadores quanto gráficos AMD. Esse foco leva ao desenvolvimento de tecnologias que são utilizadas em nossos processadores e placas gráficas na produção de conteúdo que serão disponibilizados aos clientes através dos dispositivos moveis. Uma das grandes linhas de pesquisa da empresa tem sido no desenvolvimento de sistemas de realidade virtual e realidade aumentada, não apenas no processamento e geração dos dados gráficos, mas também na parceria com fabricantes de equipamentos para VR e principalmente desenvolvedores de conteúdo, desde jogos, documentários e até conteúdo educacional.

 

PS: O que os canais podem esperar em relação ao segundo semestre na estratégia de negócios da empresa?

RB: Seguramente produtos bastante competitivos em todos os segmentos de atuação e busca constante em fortalecimento das parcerias comerciais. Os canais de distribuição de componentes são peças primordiais para o sucesso da empresa. Queremos ampliar nossas parcerias e investir cada vez mais nos parceiros.

 

PS: Como é o relacionamento da empresa com os parceiros? Quais são as ações em prol do canal que a companhia disponibiliza?

RB: A AMD tem diversas iniciativas para fortalecimento do relacionamento com os parceiros. Os programas de capacitação e treinamento têm sido bastante elogiados, para as revendas através do conteúdo disponibilizado nos portais da empresa, sendo o AMD Hub o mais importante para a área de componentes, ou de treinamentos e capacitações diretamente por funcionários ou representantes da empresa.

 

Do ponto de vista comercial, além dos nossos parceiros Elite e distribuidoras no Brasil, temos programas de incentivo às principais revendas de componentes no Brasil, com atendimento direto pela AMD ou representantes. No momento, estamos trabalhando na formatação de um novo programa de canais, que tem como objetivo aumentar a abrangência e benefícios também das pequenas revendas em ser um parceiro da empresa.

 

PS: O que tem a falar sobre mercado de PCs que se reinventa a cada ano?

RB: O mercado brasileiro definitivamente amadureceu. Em minha trajetória na AMD, tive acesso a muitas informações sobre mercados mundiais e estratégias e posso dizer no Brasil hoje é muito mais parecido com a Europa ou norte americano, mais maduro. Ainda é bastante sensível a preço, mas o nível de negócios e produtos tem evoluído. Uma métrica importante, por exemplo, é que o número total de desktops vendidos para o mercado brasileiro caiu nos últimos anos, mas o nível médio dos equipamentos aumentou. Por exemplo, o percentual de placas gráficas discretas por PC aumentou bastante, praticamente dobrou nos últimos anos, o que significa que o brasileiro compra menos PCs, mas compra PCs melhores, o que traz enormes possibilidades de negócio para os parceiros.

Acredito que as revendas devem estar cada vez mais direcionadas a agregar valor ao produto vendido,  conjunto de hardware e software, garantia e serviços aos clientes e  ter know-how da melhores configurações. Assim como em outros mercados, as lojas .com chegaram para ficar, mas existe muito mercado a ser explorado e desenvolvido pelas revendas. Mais da metade dos desktops no país são vendidos por revendas e quem conseguir agregar valor ao produto certamente vai ter muito sucesso. Existe uma demanda latente por milhões de computadores que estão à espera de dias menos cinzentos para serem comprados ou ganharem um upgrade, seja em consumidores domésticos, SMB, corporativos ou governo.

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