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Entrevista Especial

Entrevista Especial com Paulo Cardoso, da Logitech

Por Virgínia Santos

Publicado em 01/10/2018 às 15:12

Logitech aposta nas tecnologias disruptivas para atender aos segmentos de Video Collaboration e B2B no mercado nacional

 

Desde 2014, Paulo Cardoso é o responsável pela Divisão de Video Collaboration e B2B da Logitech tendo o objetivo de criar soluções que proporcionem a melhor experiência para os clientes diante do avanço da transformação digital.

Fundada em 1981, a Logitech está listada no SIX Swiss Exchange (LOGN) e na Nasdaq (LOGI) e disponibiliza no mercado as linhas da marca que incluem Jaybird, Logitech G, Ultimate Ears e Astro Gaming. Vale a pena conferir a entrevista que realizamos com o executivo para conhecer a atuação da companhia no país:

 

PS: Fale-nos sobre a sua trajetória profissional.

Paulo Cardoso: A minha trajetória profissional é bem diversa e repleta de experiências incríveis onde a tecnologia e a inovação sempre fizeram parte da minha história de alguma forma.

Tenho formação básica na área militar - sou oficial da reserva da Força Aérea Brasileira (FAB). Mas, ingressei na área de Tecnologia da Informação há quase três décadas e desde então atuo nas áreas de Vendas, Marketing, Desenvolvimento de Negócios e Alianças Estratégicas.

 

Durante a minha carreira, participei de praticamente todos os elos da cadeia de fornecimento de tecnologia, pois já trabalhei em fabricantes, distribuidoras e integradoras - visando sempre a entrega do fator UX “User Experience” no uso, aplicação e evolução da TI em todos os setores da indústria.

 

PS: Quais foram as suas experiências profissionais no setor de tecnologia?

PC:Desde que entrei no mundo da tecnologia, tive o privilégio de trabalhar em empresas fantásticas que somaram muito a minha experiência. Estou há quase 7 anos na Logitech, onde tive o prazer de iniciar a operação da LifeSize (divisão da Logitech) no Brasil. Em 2014, assumi a Divisão de Video Collaboration e B2B da Logitech.

Antes disso, trabalhei em fabricantes, como a Nortel Networks, e em distribuidores como Westcon/Afina. Também fui um dos primeiros funcionários da Tech Data quando ela chegou no Brasil. E fui consultor para canais e integradoras em projetos estratégicos.

 PS: Qual o desafio de gerenciar a área corporativa da companhia?

PC: O desafio é gigantesco e, por isso, somos todos “LogiMakers” na Logitech. Apesar da responsabilidade de liderar a divisão de Video Collaboration, também sou responsável pelos negócios corporativos de B2B e pelos negócios na área de Governo.

Como nosso portfólio é muito diverso, muitas vezes entramos em projetos no fornecimento de soluções de Vídeo Colaboração, mas acabamos fornecendo vários outros itens em larga escala  como: mouses, teclados, WebCams e Headsets –, principalmente pela aderência, integração das nossas soluções e pela confiança que os clientes têm na marca Logitech. Isso aumenta muito a nossa responsabilidade de entregar uma boa experiência aos clientes.

Porém, o nosso principal desafio hoje é justamente consolidar nosso posicionamento como um “player” desse mercado corporativo - tanto para os clientes finais e mercado governamental quanto para os canais e integradoras. Assim, com as nossas soluções, temos a oportunidade de entregar projetos end-to-end, ganhando uma competitividade significativa na oferta de valor agregado e aumentando as oportunidades de negócios.

 

PS: Por falar na linha B2B, o que se pode esperar da Logitech nos próximos meses? Quais as linhas de produtos e soluções que vocês pretendem dar destaque?

PC:Temos trabalhado muito em produtos de consumer e varejo - como mouses, teclados, webcams, headsets e combos -  dentro do mercado corporativo e posicionando a Logitech como uma marca capaz de atender a todos os segmentos.

Conforme comentei acima, essa estratégia acaba sendo um complemento à área de Vídeo Colaboração, que é um mercado a parte, bastante focado em empresas. Uma vez dentro delas, com a confiabilidade dos nossos produtos, temos obtido muito sucesso em trazer uma gama maior de equipamentos para esses clientes. Um bom exemplo disso é o nosso apresentador remoto Spotlight - seu principal foco era o consumidor final e, hoje, nossas maiores demandas vem por parte de executivos, empresas de eventos, universidades e empresas em geral.

Além disso,  nossos headsets que antes atendiam mais consumidores voltados a jogos e música, com o crescimento da telefonia via internet e softphones dentro das empresas, conquistaram seu espaço dentro delas.

Mas, com certeza, pode-se esperar muitas novidades e lançamentos na área de Vídeo Colaboração. Acabamos de lançar no Brasil uma nova câmera para videoconferência: a Rally. Ela traz inovações fantásticas para os usuários de soluções de videoconferência na nuvem como Skype for Business, Webex, Zoom e vários outros.  Essa câmera oferece vídeo com resolução Ultra-HD 4K, recursos expansíveis de PTZ e áudio modular. O lançamento também conta com a tecnologia RightSense da Logitech, que enquadra automaticamente os participantes e otimizam a cor e luminosidade. O principal atrativo para o nosso mercado é a facilidade de operação e de conexão, além de um valor extremamente acessível para um equipamento de videoconferência com toda essa tecnologia.

 

PS: Como você avalia o setor de vídeo colaboração no Brasil?

PC:É um setor em constante crescimento, e que apresenta novidades e inovações diariamente. Por isso, ele é estratégico para a Logitech no mundo todo. Somos líderes em entrega de devices e nos destacamos como um player disruptivo nesse segmento. Isso se dá porque nossos produtos são compatíveis com todas as soluções de videoconferência na nuvem.

O mercado tradicional vem de um cenário onde os produtos são caros e difíceis de serem configurados. Eles sempre demandam suporte de uma equipe de TI e são extremamente complexos para o usuário final. Com a nossa entrada no mercado, todo o processo foi simplificado desde a aquisição até o uso.

A Logitech fabrica os devices que facilitam o uso da videoconferência. Por isso, firmou parcerias estratégicas com os principais players de soluções da área, como a Microsoft para o produto Skype for Business, o CISCO Webex, o Google Hangouts, o ZOOM, o BLUEJEANS, o PEXIP, entre outras.

 

PS: Quais são as principais demandas e desafios do segmento?

PC:Acredito que o maior desafio desse mercado é disponibilizar produtos acessíveis – tanto em termos de custo quanto de usabilidade. A tendência é que o suporte de uma equipe de TI seja cada vez menos requisitado e que o usuário tenha a facilidade de usar um sistema que ele mesmo possa configurar, usar e principalmente expandir o uso em todas as camadas das empresas.

 

PS: Como o canal pode se tornar especialista na área e assim atender às solicitações dos seus clientes?

PC:Conhecendo bem os produtos e serviços que oferece aos seus clientes, mas, principalmente, antecipando e acompanhando as tendências nesse setor. Se o cliente final adquire um produto por conta própria, o papel do canal acaba perdendo mais que uma oportunidade. Ele perde a “relevância”. Dentro da minha área, por exemplo, costumamos treinar os parceiros para as soluções de videoconferência, e recomendamos que eles apresentem o produto da mesma forma que aprenderam aos seus clientes, que estão acostumados as visitas tradicionais. Além de surpreendê-los, demonstrando na prática todo o funcionamento e praticidade, isso acelera o processo de venda.

 

PS: O que tem a falar sobre as novas tecnologias que provocaram uma disruptura no setor de TI do mundo moderno?

PC:É um tema muito abrangente, mas, trazendo para o mundo da Vídeo Colaboração, a disruptura já começou faz tempo. Os usuários e colaboradores das empresas estão mais atualizados e antenados do que os recursos internos oferecidos pelas empresas.

Por exemplo, muitas empresas usam sistemas de videoconferência tradicionais. As suas áreas de TI não se deram conta de que, mesmo que esses equipamentos estejam funcionando eles já estão tecnologicamente “mortos”. Isso é o que chamo de “Tecnologias Walking Dead”, que são as que assustam os usuários na hora que eles precisam usá-las.

Nesse sentido, oferecemos exatamente o contrário: aqui definimos nossas soluções como “Tecnologias Transformers”. Apesar dessas tecnologias serem altamente avançadas, possuem também um “componente humanístico” muito grande. Acreditamos que as tecnologias disruptivas devem seguir esse caminho: fáceis, inovadoras e úteis, mas, principalmente, acessíveis a todos os tipos e tamanhos de empresas.

 

PS: Quais são os benefícios dos canais que trabalham com a empresa?

PC: Buscamos sempre capacitar os nossos canais de acordo com as últimas tendências em termos de tecnologia, principalmente no que diz respeito aos nossos produtos. Também acompanhamos a evolução dos clientes e suas demandas, que pautam as nossas inovações.

Por isso, mostramos aos nossos canais a importância de se oferecer uma tecnologia cada vez mais disruptiva aos clientes. Por mais que o baixo custo de nossas soluções afete um pouco a margem do canal, ele ganha muito mais relevância. Além disso, ele tem acesso a todo o portfólio da Logitech e pode oferecer muitas outras soluções e ganhar muito em escala e volume.

 

PS: Vocês disponibilizam treinamentos e certificações para os canais? Se sim, como funcionam?

PC: Sim. Todos os nossos treinamentos são gratuitos, e 99,9% são feitos via videoconferência. Conseguimos colocar constantemente mais de 50 canais numa mesma chamada – otimizando o tempo de treinamento, abrindo espaço para perguntas e interação entre os participantes. As certificações também são gratuitas, e exploram muito mais a parte conceitual do que a técnica, afinal não é preciso configurar nossos produtos. Os canais também podem agendar workshops com seus clientes e prospects via videoconferência, onde os clientes podem experimentar em tempo real e ao vivo o que estamos ofertando.

 

PS: O que a Logitech realiza para cada vez mais ser parceira do canal diante das inovações tecnológicas?

PC:Fazemos isso por meio dos nossos treinamentos imersivos, buscando manter constância nos mesmos para que os canais se sintam cada vez mais capacitados para apresentar e vender os nossos produtos aos seus clientes. Ofertamos também muitas facilidades junto com nossas distribuidoras para aquisição de equipamentos para demonstração. Como mencionei, nossos produtos são baseados em user experience, e isso faz toda diferença na hora do cliente final tomar a decisão de compra.

 

PS: Vocês promovem eventos voltados para as revendas?

PC:Sim, em conjunto com nossas distribuidoras. É importante passar essa mensagem de disruptura para o usuário final, porque ele tem essa necessidade. Divulgamos constantemente nossos próximos eventos e iniciativas em nossos canais de comunicação - principalmente no Linkedin. Essa rede social, além de ser um cliente referência da Logitech, também é nossa plataforma oficial de publicações e novidades para o mercado corporativo.

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