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Especial

Entrevista com Claudio Martinelli da Kaspersky Lab

Virginia Santos

Publicado em 09/11/2018 às 13:13

Kaspersky Lab investe em inteligência para trazer soluções de segurança digital para as companhias

Como gerente geral da Kaspersky Lab para América Latina e Caribe, Claudio Martinelli tem o compromisso, juntamente com sua equipe, de apoiar os canais em suas transações comerciais para que possam se tornar consultores confiáveis dos clientes.

 

Vale destacar que a Kaspersky Lab é uma empresa internacional de cibersegurança que tem mais de 20 anos de operação no mercado. A inteligência de ameaças e a especialização em segurança da companhia se transformam continuamente para disponibilizar soluções e serviços de segurança da próxima geração para proteger empresas, infraestruturas críticas, governos e consumidores finais do mundo inteiro.

 

O amplo portfólio de segurança da marca inclui soluções de proteção de endpoints, serviços de segurança especializada para combater ameaças digitais sofisticadas e em evolução, entre outros. Mais de 400 milhões de usuários são protegidos pelas tecnologias da Kaspersky Lab, sendo 270.000 clientes corporativos.

 

 A seguir o nosso bate-papo com o executivo:   

 

 

PS: Como tem sido os quatro anos à frente da direção geral da Kaspersky?

Claudio Martinelli:Esses 4 anos têm sido muito ricos e energizantes. Neste mês, completei 9 anos na Kaspersky Lab, portanto a direção geral da América Latina é uma sequência natural desta aventura. Dobrar as receitas, o espaço físico e o número de colaboradores na região são demonstrações claras de quanto a empresa aposta no Brasil.

 

PS: Quais foram as suas experiências anteriores e de que modo elas impactaram seu trabalho na Kaspersky?

CM:São mais de 25 anos em TI, em diversas operações nacionais e globais. A Kaspersky Lab me permitiu colocar em prática esses conhecimentos em sua plenitude. Desde o momento onde éramos uma pequena start-up na região, até a maturidade atual. Durante cada fase, surgiram desafios e, a minha vivência latino-americana, contribuiu para uma leitura adequada da situação.

 

PS: Fale-nos sobre os desafios do cargo que ocupa na companhia:

CM:Quem está de fora pode pensar, sendo uma empresa russa, a cultura da empresa é muito distinta da nossa, o que é um erro tremendo. A Kaspersky Lab é uma companhia global, cuja receita vem primordialmente de fora da Rússia, cerca de 85%, sendo assim, a aceitação das diferenças e a adequação aos mercados locais é muito mais fácil do que em uma empresa cuja operação tenha predominância europeia ou americana. Os meus desafios são muito mais relacionados à multiplicidade de países na América Latina, aos seus diferentes momentos político-econômicos e às variações cambiais que vêm atingindo nossa região nos últimos anos. Lembrando que a Kaspersky Lab é a única empresa que mantém suas listas de preços em moeda local, o que traz muita segurança para o canal e faz com que criemos uma carga extra de planejamento.

 

PS: Como está a atuação da empresa no Brasil atualmente?    

CM:A Kaspersky Lab no Brasil atua em todos os segmentos de mercado. Pela divisão B2C, temos muito sucesso em 3 frentes: Varejo (e sua variante digital); e-Commerce e Service Providers. No B2B navegamos desde o segmento VSB (very small business), passando pelo SMB, enterprise e governo. Tudo isso com uma divisão de receitas muito saudável – que nos permite focar em diferentes frentes de acordo com as oportunidades ou obstáculos encontrados.

 

PS: Como a companhia avalia o desempenho do segmento de segurança no mercado brasileiro e quais são as vulnerabilidades que devem ser observadas pelas empresas, de modo geral?

CM: Segurança vem adquirindo uma importância cada vez maior na vida das pessoas e das empresas. Ameaças globais, como o WannaCry, e novas leis de proteção de dados, como a europeia GDPR e a brasileira LGPD, vêm provocando nas empresas uma reavaliação dos riscos e de suas políticas de segurança. A América Latina vem se transformando em um alvo prioritário dos criminosos digitais e pesa contra nossa região um investimento em média menor em segurança e uma carência de mão-de-obra especializada. Muitas empresas simplesmente não conseguem contratar profissionais capacitados, portanto sofrem com a implementação de políticas de segurança mais modernas. As vulnerabilidades humanas são sem dúvida as mais difíceis de serem mitigadas. Podemos ajudar as empresas nessa missão, basta focar um pouco mais em educação e posteriormente em comprar alguma solução.

 

PS: Na sua análise, quais são as principais demandas no setor de segurança da informação?

CM:Inteligência, inteligência e inteligência. Muitas vezes ouvimos que a indústria de proteção está sempre atrás do crime. Ou seja, não tendo a vacina antes da descoberta do vírus que já fez algumas vítimas. E isso não é absolutamente verdade. Nenhum de nossos clientes foram atingidos pelo WannaCry, porque nossos investigadores já conheciam o artefato sobre o qual esta arma foi criada. Ou seja, nossa inteligência foi mais eficiente que os criadores do malware. E, isso deve ser a forma como as empresas precisam gerenciar a segurança digital.

 

PS: Quais são as ofertas em destaque do portfólio de segurança da Kaspersky?

CM: Nossas novas ferramentas de proteção na nuvem, Kaspersky Hybrid Cloud Protection, nossas soluções contra ameaças dirigidas, Kaspersky Anti-Target Attack e a iniciativa de proteção de sistemas industriais, Kaspersky Industrial Cyber Security são exemplos da diversificação do nosso portfólio. Hoje, a Kaspersky Lab tem um conjunto de ofertas que se adequa a qualquer tamanho ou complexidade de empresa.

 

PS: Como está sendo este ano para a companhia? Quais as expectativas para este semestre?

CM: Chegamos em 2018, depois de um ano tremendamente bem-sucedido, com crescimento de 2 dígitos em todos os segmentos de negócios. Obviamente o cenário macroeconômico afeta os resultados de curto prazo, com impactos cambiais e adiamento de investimento na esfera pública ou nas empresas que sofrem os efeitos da crise brasileira. Mesmo assim, a Kaspersky Lab vem ganhando Market-share, nossos preços em reais, especialmente em um momento de volatilidade, é um reconforto para nossos canais e clientes, que podem se planejar de forma mais clara. Assim, ainda temos expectativas bem positivas para o ano. Mantendo os investimentos e índices de crescimento bem positivos.

 

PS: Como a companhia pretende participar de forma proativa da jornada da transformação digital (dx) no mercado?

CM:Transformação digital é um tema muito amplo. Começa na experiência de compra, passa pela transformação dos processos internos e se completa com a interação da empresa com o meio exterior ao seu negócio. O ponto em comum aqui é a necessidade de proteger todas as etapas de operação. Tudo tem seu preço, todos os dados são desejáveis por parte dos criminosos, portanto é fundamental cuidar do acesso às informações. Temos soluções de educação e inteligência, para compartilhar com as empresas nessa jornada.

 

PS: Por falar em dx, como a companhia avalia o impacto das novas tecnologias no setor de segurança?

CM:A dx é boa, pois traz benefícios para as empresas e para as pessoas. Outro dia li que a dx está contribuindo para a redução da inflação mundial, porque os custos operacionais caem tanto que impactam positivamente o aumento em commodities, por exemplo. Se é irreversível, é natural que ela aconteça com ou sem a devida proteção. Desta forma, é questão de tempo para que novas vulnerabilidades se apresentem e tenham que ser trabalhadas.

 

PS: De que maneira, as revendas podem agregar valor na hora de comercializar as soluções da Kaspersky?

CM:Hoje, para cada real vendido na forma de serviços e licenças da Kaspersky Lab, a cadeia de suprimentos coloca entre 2,50 e 3 reais adicionais em valor agregado. Serviços de instalação, gerenciamento de segurança, soluções integradas, back-up, nuvem, etc. Cada vez é mais necessário que a revenda tenha profissionais capacitados, porque certamente as empresas não os têm ou têm menos do que necessitam.

 

PS: Como são realizados os treinamentos e certificações com os canais?

CM:Nossas distribuidoras, para o segmento B2B: EsyWorld, ScanSource-Network1, Adistec e para o  B2C: EsyWorld e SND, contribuem com este processo, além do portal de treinamento online. Temos uma série de treinamentos e certificações disponíveis que não custam absolutamente nada ao canal. Minha recomendação, entretanto, é que o parceiro se especialize em algum segmento da segurança digital.

 

PS:  Além do Kaspersky Live que foi promovido no mês passado, em São Paulo, vocês terão eventos voltados para as revendas? Se sim, quando eles serão?

CM:Temos uma tradição em eventos voltados ao canal. Uma agenda semanal de treinamentos e WEBEX estão disponíveis constantemente para nossos atuais e novos canais. Encontros e road-shows acontecem periodicamente com o apoio de nossas distribuidoras e, anualmente (sempre no primeiro semestre), temos nossa convenção de vendas da América Latina – em que convidamos os canais de mais destaque para um encontro  mais pessoal. O último foi no Panamá e, em breve, será comunicado o próximo.

 

PS: O que o canal pode esperar da Kaspersky para os próximos meses?

CM: A Kaspersky Lab é e continuará a ser uma empresa 100% canal. Dessa forma, entendemos que nossos esforços devem acontecer em duas direções simultâneas: 1- Automatização dos processos transacionais de pequeno porte, nossas soluções devem chegar ao cliente em poucas horas e 2- Especialização das ofertas corporativas com cada vez mais conteúdo especializado. Assim, temos espaço para as revendas que atendem uma grande massa de pequenos e médios clientes e também para as integradoras de projetos complexos na outra ponta da balança. Serão meses bastante ativos, podem ter certeza.

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