IDC prevê crescimento de 21% no mercado de robôs industriais na América Latina
Para 2022, espera-se que o segmento represente 72% do mercado e continue predominando

O IDC acaba de divulgar os resultados do Guia Semestral Global de Investimento em Robótica.  O estudo, que mede a implementação dos vários tipos de robôs em 20 indústrias e seus modos de uso, destaca que o mercado de robôs na América Latina encerrou 2018 com um valor de US$ 1,040 bilhão e que seguirá crescendo. Para 2019, espera-se que este mercado chegue a US$ 1,266 bilhão, com um crescimento de 21% em relação ao ano anterior, com 73% de robôs industriais, 27% de robôs de serviços e 0,09% de robôs de consumo.
Para 2022 se espera que o segmento de robôs industriais na América Latina represente 72% do mercado e continue predominando graças à participação de Brasil e México, dois grandes países fabricantes deste tipo de robô na região.  O instituto prevê que este mercado alcance US$ 2,150 bilhões. Também se destacam para o período os robôs para a produção de alimentos, que estão ganhando terreno devido à alta demanda de mão de obra no setor.
Os casos de uso mais relevantes de robôs industriais são: montagem, solda, mistura, embalagem de produtos, inspeção e engarrafamento.
Em relação ao segmento dos robôs de serviços, os casos de uso mais importantes são: embalagem, inspeção de tubulações, produção agrícola e segurança. “Estes robôs irão crescer na área de agricultura, principalmente na colheita de frutas e verduras e também irão crescer na modernização da infraestrutura dos países da América Latina”, afirmou Alejandro Floreán, vice-presidente do IDC América Latina.
Em relação ao setor de consumo, ainda falta evolução para encontrar casos de uso relevantes, que estão sendo precedidos pelos assistentes virtuais e pequenos robôs que ajudam em algumas atividades de limpeza nos lares. “Nas indústrias de alto risco, tais como a mineração, os robôs podem representar um papel muito importante para garantir a segurança dos seres humanos e, além disso, aumentar a eficiência em atividades repetitivas”, finaliza Floreán.