Novo acordo entre Brasil e Estados Unidos promete incentivar a venda de produtos brasileiros no Exterior
Da esquerda para direita Luis Paulo Ribeiro, diretor da VTEX, Denise Barbosa do consulado americano, Emir Pineda e Felipe Dellacqua da ABRASECB.
No dia 21 de Março, o Gerente do Aeroporto Internacional de Miami-Dade, Emir Pineda, se reuniu com Felipe Dellacqua, Presidente da Associação Brasileira de E-commerce Cross-Border (ABRASECB) e VP de vendas da multinacional brasileira de tecnologia, VTEX, na sede da empresa, em São Paulo, para discutir o panorama dos negócios entre Miami e o Brasil e os planos de expansão.
A temática da reunião foi o programa “Compra Fora”, uma parceria entre o Aeroporto de Miami e os Correios para liberação alfandegária de produtos comprados eletronicamente por brasileiros em websites nos EUA. De acordo com o executivo, com 1 mês e meio de funcionamento, já é possível fazer um balanço positivo.
Segundo Pineda, o “Compra Fora” começou no início de fevereiro com cerca de 2.000 pacotes de produtos comprados no exterior para serem enviados ao Brasil, e agora já são 25.000 pacotes. “O local de logística e armazenamento será triplicado para dar vazão a todos os pedidos”, conta.
Uma das novidades apresentadas por Pineda durante o encontro foi o “Venda Fora”, programa que tem como objetivo estimular a compra de produtos brasileiros por pessoas de todo o mundo e que, segundo ele, já está com negociações adiantadas. O executivo observa que uma das vantagens é que até determinado valor, que ainda está sendo definido, os consumidores não vão pagar taxas, o que pode estimular muito as vendas de produtos de empresas brasileiras para consumidores estrangeiros.  
Segundo Felipe Dellacqua, especialista em internacionalização de negócios em e-commerce, com a popularização da compra internacional pelos consumidores brasileiros, irá acender a iniciativa da mesma forma, visando lojas brasileiras a vender para o mercado internacional, se tornando uma via de mão dupla entre os dois dos maiores mercados de varejo do continente americano.
“É importante destacar que enquanto as empresas nacionais deixarem de olhar o mercado global como uma oportunidade, ficarão restritas ao Brasil e à sua volatilidade econômica e complexidade fiscal e tributária. Portanto, é hora de pensar não somente no cross border, que é essa venda “de fora para dentro”, mas também em internacionalizar o varejo brasileiro por meio do e-commerce. Potencial para isso existe, e muito. A Internet é global, por que se limitar ao Brasil? E o “Venda Fora” pode ajudar muito nesse processo, comemora Dellacqua.