Nas duas últimas décadas, as arquiteturas de rede foram tradicionalmente construídas em torno do hub da rede em um local específico. Apesar de esse ter sido o procedimento operacional padrão durante muitos anos, ele não atende às necessidades de muitas empresas atualmente. Um dos motivos para isso foi uma transferência em massa para a nuvem.

As redes avançadas são o herói anônimo do nosso futuro digital, oferecendo uma conectividade constante que pode promover o desenvolvimento de novos produtos e serviços ou transformar modelos operacionais ineficientes. Deveremos ver empresas de todos o setores e regiões geográficas aproveitando a conectividade avançada para configurar e operar as redes empresariais do futuro.
 
As tecnologias de rede estão transformando cada vez mais a arquitetura das empresas. Por exemplo, a proliferação dos dispositivos móveis, sensores, computação sem servidores, o incrível aumento dos dados compartilhados e a automação, tudo isso exige uma conectividade avançada e redes diferenciadas.
 
Daqui em diante, uma das principais responsabilidades do diretor de TI será levar os dados do local de onde foram coletados para onde serão analisados, para onde são necessários para a tomada de decisões.
 
A conectividade avançada coloca a flexibilidade da rede em um novo patamar, permitindo configurar redes que se ajustem a tipos diferentes de requisitos de disponibilidade e performance. As estruturas de gestão de rede estão permitindo cada vez mais que as empresas configurem e controlem dinamicamente os recursos de rede por meio de software.
 
Os componentes mais recentes da conectividade avançada incluem:
 
5G: Oferece mais velocidade, menos latência e, o mais importante, a capacidade de conectar números maciços de sensores e dispositivos inteligentes dentro de uma rede. Como? Acabando com as barreiras tecnológicas. Com 5G, muitos protocolos de rede podem coexistir para atender a requisitos específicos de dispositivos e aplicativos. O 5G atua como uma tecnologia unificadora, reunindo todas as funcionalidades de rede necessárias para gerenciar o fluxo de informações e a densidade em grande escala.

Redes definidas por software. SDN é uma camada de software sobre uma rede física composta por aplicações de rede, como switches e roteadores. Normalmente, seu uso se restringe ao data center, mas a tecnologia está agora sendo estendida para a rede de área ampla (SD-WAN) para conectar data centers ou outras aplicações em múltiplos locais.

Virtualização da função de rede. A NFV substituiu as funções de rede como roteamento, comutação, encriptação, uso de firewall, aceleração de WAN e balanceamento de carga fornecida por aplicações de redes físicas dedicadas com software virtualizado. 

Rede como Serviço (Network as a Service - NaaS). Trata-se de um modelo de negócios para prestação de serviços de rede de área ampla virtualmente através de assinatura. A funcionalidade da infraestrutura pode ser incluída em uma única taxa fixa de NaaS, ou a empresa pode fazer a assinatura de cada serviço individualmente. 

Largura de banda sob demanda. Trata-se de um serviço que aloca recursos da rede de acordo com as necessidades de dispositivos específicos nessa rede. Aloca-se mais largura de banda aos nós que tenham picos de demanda e, à medida que a demanda diminui, a largura de banda é reduzida. 

Diretores de informática podem utilizar esses componentes de conectividade avançada com as tecnologias de rede de área local já existentes como Ethernet, Wi-Fi, e capacidades de área ampla como banda larga de Gigabit para criar redes configuráveis que podem ser adaptadas para atender a várias necessidades empresariais.

Quando você começar a desenvolver a sua estratégia de conectividade para amanhã, leve em consideração os seguintes fatores de oferta e demanda:
 
Aumento de demanda para computação em tempo real e baixa latência no dispositivo final. Aplicações como automação industrial, realidade virtual e tomada de decisões autônoma vão exigir funcionalidades de computação de alto nível. Para redes de Internet das Coisas (IoT) que geram e movem quantidades maciças de dados, o edge computing é um divisor de águas.

A proliferação de dispositivos conectados que devem ser monitorados e gerenciados. Com 5G, tanto o volume quanto a variedade de tipos de dispositivos conectados deverão aumentar drasticamente dentro de uma empresa. Esses dispositivos têm provavelmente vários sistemas operacionais, como computação, armazenamento, e recursos de rede.

Os modelos de talento de TI evoluem. Os modelos de talento precisarão evoluir à medida que os talentos de TI aumentam suas qualificações e reciclam seus conhecimentos para lidar com o novo normal.
 
À medida que recursos como 5G, SDN e NFV avançam, a computação e o armazenamento também avançam, o que afeta significativamente a infraestrutura de computação empresarial e a arquitetura de dados. Quando você desenvolver estratégias para conectividade e nuvem, os dois devem estar alinhados com as metas estratégicas estabelecidas na sua agenda de transformação digital. Essa transformação vai ser cada vez mais rápida em todos os setores, pois o número total de dispositivos na redes vai crescer exponencialmente.




Marcelo Molinari

Marcelo Molinari

O executivo é diretor de Engenharia de Sistemas da Ruckus Networks, agora parte da CommScope