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“Social Capital” - como proteger e medir

Patricia Peck Pinheiro

Publicado em 01/08/2011 às 17:47


Quanto vale o “social capital” da empresa? Esta é uma boa pergunta que tem sido feita cada vez mais para acionistas de grandes empresas abertas em bolsa ou que tenham pretensão de abrir capital (IPO). Qual o valor das “conexões” da empresa nas redes sociais? Ainda mais se for uma empresa do mercado de Tecnologia da Informação (TI) que está aquecido em termos de fusões e aquisições. Afinal, o poder do seu “social capital” pode atrair talentos, aumentar capacidade de inovação e facilitar expansão internacional.



A medição do “social capital” exige uma análise tanto quantitativa (quantas conexões existem) como qualitativa (quem está se conectando e o que está dizendo). Logo, estamos vivenciando um novo tipo de “stakeholder” que é o “mobilizador”, aquele que participa de redes sociais e que acaba agregando valor ou risco para uma determinada marca ou empresa. E esta pessoa pode ter qualquer tipo de relação com a mesma, de consumidor a funcionário.



O trabalho relacionado à construção de “social capital” inicia de forma independente da vontade das empresas. Mesmo que elas não queiram, a marca já está nas redes sociais através das pessoas. Por isso, é fundamental assumir que existe esta nova modalidade de ativo para que então possa ser dado o tratamento adequado ao mesmo, inclusive com a definição clara de quem será o responsável por isso dentro da companhia.



É essencial fazer um monitoramento permanente das redes sociais e ter uma diretriz clara sobre o que se quer neste ambiente. Ou seja, qual será o propósito da presença da marca e como serão conduzidas as interações com as pessoas.



O que não é opção: estar fora! Não ter conexões. Hoje é melhor estar preocupado com o tipo de conexão que está sendo gerado do que não ter conexão alguma para se preocupar. Uma empresa que não compreenda claramente a inovação trazida pelas redes sociais está sujeita a ficar ultrapassada, e com isso, suas ações podem cair.



Por certo as redes sociais apoiam na análise de 3 grandes indicadores de “blue chips” transparência, sustentabilidade e inovação! Não me admira que negócios criados com base no princípio de que as pessoas querem se conectar de forma instantânea, atemporal, independente de suporte e limite físico são os que têm mais valorizado.



Por trás de tudo isso continuamos tendo que proteger os ativos intangíveis, cada vez mais baseados em ativos de informação. A Sociedade do Conhecimento tem como modelo de riqueza o conteúdo, a informação, os dados, logo, saber lidar com este cenário de perda de suporte onde a criação é mais colaborativa e está nas redes sociais é fundamental para pensar o futuro do próprio negócio.



Toda mudança tem seus riscos, tem quebra de paradigma e exige uma nova cultura empresarial. O mundo pede maior comprometimento ambiental e a sociedade do “paper less” pode garantir isso. Mas, ao mesmo tempo que há mais acesso e liberdade de informação, também crescem os crimes que ameaçam os ativos intangíveis: crimes contra a honra, furto de dados, fraude eletrônica, espionagem digital e concorrência desleal.



Uma empresa deve estar atenta no tocante a postura de seus colaboradores as redes sociais. Não é proibir, isso seria negar o presente de uma geração Y que não diferencia mais o que é “real” do que é “virtual”, mas sim educar no uso ético, seguro e legal. Precisa ter código de conduta atualizado com este tema, precisa orientar, para então poder identificar quem está de boa-fé ou quem está de má-fé.



A tendência é crescer o “valuation” dos ativos intangíveis, e dentre os mesmos do “social capital” que exige um trabalho integrado e multidisciplinar, envolvendo Relações com Investidor (RI), Recursos Humanos (RH), Jurídico, Segurança da Informação (SI), Marketing e Tecnologia da Informação (TI). Se você for um investidor estrangeiro e quiser comprar ações agora, você procuraria a empresa nas redes sociais como uma fonte relevante de informação para tomada da decisão, sim ou não?