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WI-FI

2021 trará mais crises ou oportunidades?

Artur Poyares

Publicado em 06/12/2020 às 15:54

Quase um ano de pandemia e
muitas pessoas perderam seus empregos, empresas fecharam, e as que continuaram
em atividade adaptaram sua forma de trabalho, reduzindo ou transformando o seu
negócio para uma plataforma on-line, remota, ou home office, mas sempre empregando
algum tipo de tecnologia, para ficarem conectadas e sobreviverem, aguardando o
que iria acontecer.



Afinal, desde o começo de 2020
e da pandemia, as projeções só foram piorando, e a volta para o que se chamava
de normal, ficou cada vez mais distante. Por isso, grande parte das empresas teve
de reduzir seus gastos.
  Mas o que pode
acontecer em 2021 já que estamos próximos das vacinas e de uma possível melhora?



Ainda não há um consenso de
que a economia realmente vai crescer e quanto, mas é fato que, em todo momento
de crise, existem segmentos de mercado que são afetados para baixo e outros
para cima. Veja-se como exemplo a indústria de máscaras que já evoluiu para máscaras
anatômicas, esportivas e diferenciadas, além de seguras. É a mesma coisa com a
tecnologia: consumia-se inicialmente câmeras, microfones e alguns dispositivos
móveis, mas agora já temos um novo cenário de
Edge Computing,
descentralizando a TI das empresas e fazendo crescer cada vez mais o Mercado de
IoT.



Todos agora já percebem que é
preciso uma nova rede, mesmo pequena, mas mais performática, um novo Wi-Fi, se
possível Wi-Fi 6, que consiga se conectar a dispositivos
IoT no mesmo equipamento e com segurança, a fim de suportar a transformação
digital, porque o normal que se conhecia mudou definitivamente.



Assim, a necessidade de
Internet aumentou. Os pequenos ISPs (provedores de acesso à Internet) cresceram
5%, com mais de 600 mil novos clientes só no primeiro trimestre de 2020, com
10.2 milhões de acessos, o que corresponde a quase 31% do tráfego brasileiro, comparado
às grandes operadoras, segundo a MHemann (Assessoria para Provedores) em seu
estudo de março de 2020. Além dos próprios upgrades de velocidade dos planos já
existentes, como aponta o mesmo estudo, o que pode indicar uma demanda cada vez
maior de consumo de tecnologias
SD-WAN.



A IDC também fez um
levantamento dos dados da Anatel, em setembro de 2020, constatando que existem
atualmente 5960 ISPs com licença SCM, e pôde identificar que, desse grupo,
somente 201 possuem ofertas de serviços destinados ao segmento B2B de maneira
estruturada, o que sugere o estabelecimento de parcerias entre ISPs,
fabricantes e ou seus fornecedores.



Foram abertas 1,4 milhões de novas
micro e pequenas empresas em 2020, e o número de MEIs
(microempreendedores
individuais) no Brasil cresceu 14,8%, se comparado ao mesmo período de 2019,
chegando a 10,9 milhões de registros, de acordo
com o Sebrae.



Esse crescimento da Internet
nesse cenário de descentralização, demanda a oferta de s
erviços
remotos, principalmente focados na oferta de análise e configuração, buscando
maior segurança
,
mais confiabilidade da operação e simplicidade da conexão para os novos
usuários.



Sendo assim, fiquem próximos de
seus clientes e busquem os novos que estão chegando ao mercado, entendendo o
impacto da pandemia, ajudando na construção de novos modelos de negócios,
ofertando produtos e prestando serviços nessas novas infraestruturas.