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Comportamento

A cara do mundo mudou!

Alberto Lira

Publicado em 05/10/2012 às 11:07


No artigo anterior, ressaltei a preocupação da OMSOrganização Mundial da Saúdequanto à alta demanda prevista para os próximos anos, referente as doenças (stress e depressão), oriundas do movimento intenso e constante da busca desenfreada das empresas para atingir suas metas e objetivos, num cenário altamente competitivo. Esta pressão pelos resultados prevê um aumento significativo no absenteísmo e a falta de produtividade nas empresas e consequentemente um desequilíbrio dos recursos destinados à saúde e previdência.



Algumas nações – e até mesmo algumas empresas se deram conta disso e buscam soluções que proporcionem um equilíbrio entre a produção de riqueza e o nivel de satisfação das pessoas



Diversas pesquisas no meio acadêmico vêm buscando explicar e entender como é possível viver estas mudanças e desafios e, ao mesmo tempo, obter qualidade de vida, satisfação, bem estar, ou seja, aquilo que todos nós buscamos: a felicidade



Estudos que vêm da psicologia chegaram à conclusão de que: dinheiro, conhecimento, bons relacionamentos, sexo, viver num país democrático, saúde, religião dentre outros fatores não são suficientes para a plena felicidade. Apenas recursos potenciais para geração de maior satisfação e qualidade de vida. Mas como aumentar o nosso nível de felicidade e consequentemente saborearmos mais os relacionamentos e prazeres da vida



Esta pergunta é recorrente na história humana, onde filósofos, pensadores e gurus sempre buscaram entender o que é essa tal felicidade. Muitos chegaram à conclusão de que felicidade é um estado emocional. Não se trata de algo concreto, ou seja, não pra ir ao supermercado e comprar por peso, tamanho ou unidade



Ela está muito mais relacionada ao que pensamos em termos de tempo: raiva, mágoa, rancor (passado), inveja ou cobiça (presente) e no futuro sentimentos de ansiedade, medo ou insegurança. De uma maneira simplista podemos afirmar que tais sentimentos potencializam o que verdadeiramente estamos obtendo em nossas vidas no sentido de sucesso ou fracasso. 



Segundo pesquisas conduzidas pela Dra. Barbara Fredrikson, um dos grandes nomes da Psicologia Positiva, o que mais influencia o aumento da felicidade são algumas forças, que todos nós podemos acessar a qualquer momento, e com isso elevamos nosso grau de felicidade em fração de segundos. 



Quer saber algumas delas? 



Perdão: Quando perdoamos, deixamos de viver no passado e começamos a entender a diversidade humana e encontramos o aprendizado necessário para continuarmos nossa jornada. Não são os eventos que ocorrem conosco e sim o significado que damos a estes eventos. O contrário do perdão é continuar sentindo raiva ou rancor de algo que ocorreu no passado. “Mágoa é tomar veneno e esperar que o outro morra” – Shakespeare. 



Contribuição: Por mais que nos sentimos impotentes, sempre teremos algo para contribuir. Outro dia, a espera por um voo no aeroporto de Salvador, conversando com um executivo, ele afirmava que a semana anterior não foi lá estas coisas, entretanto o simples fato de ter arrumado um emprego a um amigo, que estava desempregado há seis meses, proporcionou-lhe um enorme bem estar e ele afirmava que aquilo não tinha preço. 



Gratidão: Experimente por alguns segundos pensar nas coisas as quais você é grato: no seu emprego, na sua família, esposa, filhos, saúde, relacionamentos, conhecimentos ou simplesmente na possibilidade de poder chegar e descansar após uma jornada de trabalho. 



Quais são as coisas que deixam você feliz em sua vida? Como você se sente em relação a estas coisas? Pense um pouco sobre o que está se passando agora em sua vida e procure enxergar de outra maneira. 



Como diz Anderson Cavalcanti, autor do livro “O que realmente importa”: Você é um espírito ocupando um corpo, e não um corpo ocupando um espírito. 



Você não está aqui por acaso. Nesta vida você está apenas de passagem. Há um propósito maior na existência humana. 



Pense nisso!