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Marketing

A explosão dos emergentes

Publicado em 02/08/2010 às 12:11

src=/arquivos/image/colunistas/marco.jpgHoje vou falar dos emergentes. Não dos países, dos quais o Brasil sempre fez parte, mas da população emergente. A reflexão que quero propor está situada no imenso potencial crescente das classes B e C no país.
 

Alguns estudos apontam que mais de 30 milhões de consumidores migraram para a classe B e C de 2003 a 2009 e que outros 36 milhões tomarão o mesmo caminho até 2014. E o que são os objetos de desejo desta turma? Computador, celular e objetos para casa! Pense a respeito!
 

Na minha experiência dentro do mundo de telecomunicações, lembro quando tínhamos uma penetração de pouco mais de 20% de telefones celulares na população brasileira. Como mudou! Devemos fechar o ano com mais de um aparelho por habitante! Da mesma forma, com o mundo dos PC’s. Ano após ano os números se agigantam!
 

Gostei de uma frase que li do publicitário André Torretta, que resume bem o que a nova classe média está buscando: auto-estima e poder de compra. E estes objetos, celulares e computadores, estão intimamente ligados a estes desejos. O desejo de estar conectado, a qualquer momento, em qualquer lugar.
 

Mas entendam que esta turma não quer o “popular”! Ela almeja mais, quer brilhar e ter acesso a equipamentos que antes só eram vistos em residências de alto poder aquisitivo.
 

Lembro em uma das minhas visitas a Manaus, onde vimos uma TV de plasma de 32 polegadas, por mais de R$ 60 mil. Hoje com parcelas próximas a R$ 100,00 pode-se adquirir uma. Que mudança! Que espetáculo do crescimento, como diria nosso presidente.
 

Digo para vocês investirem neste público. Criem soluções que se adequem à realidade destas pessoas. Atendam de forma exemplar todo consumidor que entrar em sua loja, porque ser bem recebido também é o desejo deste público. É inegável que já há um movimento de alguns setores buscando levar seus produtos a esta massa de novos consumidores.
 

Adequem seu discurso a esta turma! Assim como o público feminino não gosta de termos complicados demais quando o assunto é mecânica, o público emergente quer entender e ser entendido. Lembre-se que o desafio de ser entendido é seu e não do seu cliente.
 

Muitas marcas de calçados já estão lançando uma segunda marca para atingir este mercado. Eletrodomésticos vão pelo mesmo caminho. E bens de consumo não duráveis também...
 

Concluo dizendo que devemos estar muito atentos às oportunidades que nos cercam e entender que estarmos bem preparados quando a oportunidade aparece não é sorte, mas sim competência de quem as vê e as aproveita.
 

Bons negócios!
 

 

Aventuras de um consumidor não tão misterioso
 

 

Estava este colunista se preparando para mais um jogo do escrete nacional na Copa, liderado por nosso mestre Dunga, quando ao passar por uma loja de esportes e por alguns momentos se sentiu inebriado pela camisa amarela.
 

Houve um flerte de alguns segundos e pensei comigo mesmo: se passarmos da Holanda, vou comprá-la. Entendi que se passássemos da Laranja Mecânica, seríamos credenciados para a busca do título! Bastava torcer para que a Alemanha derrubasse nossos “hermanos” argentinos que vinham jogando com toda pompa e circunstância.
 

Olhei o preço e por alguns segundos achei que era um investimento honesto, para enfileirar junto à seleção no momento do nosso hino cantado pela metade durante os jogos da copa.
 

Mas segui...
 

Vi o jogo com um grupo de clientes e, após a melancólica despedida da África do Sul, voltei para casa ouvindo os comentários no rádio.
 

Passado o “tsunami”, na semana seguinte fui novamente à mesma loja de esportes e percebi que o preço da amarelinha tinha caído uns 20% ou 30%.
 

Fiquei pensando no custo da oportunidade. De vender roupas quentes no Inverno. Frescas no Verão. E quando passam as estações vêm as liquidações!
 

O Brasil passou e as camisas ficaram!
 

Quantas vezes, nos nossos negócios, passamos pelas oportunidades e um fator externo acaba com todo nosso planejamento!!!
 

Esperemos por 2.014!