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Marketing

A força da mídia

Marco Antonio Pereira

Publicado em 06/06/2011 às 11:54


Nestas últimas duas semanas vi duas situações interessantes. A primeira delas na capa de uma revista de grande circulação paulista com uma socialite que faz de tudo para ser aceita na elite paulistana e outra no programa americano de calouros American Idol.



Você pode perguntar o que me chamou a atenção? Respondo: o poder da mídia.



No 1º caso, a socialite que afirmou ter gasto em uma tarde de compras em butiques paulistanas mais de R$ 75 mil, poucos dias depois da reportagem estava presente em um programa de perguntas e respostas de uma emissora brasileira de canal aberto.



Na reportagem, ela sugere que os passos para se tornar uma celebridade são: consumir pelo menos uma vez por semana nas principais butiques paulistanas ou frequentar - e dar festas - pelo menos 5 vezes por semana. Aparecer na televisão também é importante.



No 2º caso, os jurados do American Idol, Steven Tyler e Jennifer Lopez, tiveram inúmeros benefícios com sua exposição. Tyler teve a venda da coletânea do disco da sua banda Aerosmith multiplicada por quase quatro vezes, além da sua autobiografia lançada recentemente estar no Top 10 americano.  Lopez, que quando aceitou ser jurada, tinha acabado de ser demitida da Sony e vinha com uma queda importante no American Music Award, lançou semanas depois um novo disco pela gravadora DefJam e em seguida foi eleita a pessoa mais bonita do mundo em 2011 pela revista People.



Só para vocês terem uma ideia do volume de pessoas que assistem ao programa: na última semana os candidatos a “Idol” receberam mais de 95 milhões de votos de seus telespectadores!



O que os dois casos têm em comum: a forte exposição que a mídia proporciona. E, obviamente, depois de tanta exposição, o resultado aparece.



A reflexão que faço hoje é se estamos pensando em algo semelhante dentro das nossas empresas, exposição da nossa marca e expectativa de bons resultados!



Não falo especificamente em estar em mídias abertas, cujo custo e público não são os mais adequados aos nossos negócios, mas em escolher meios e veículos inteligentes que nos tragam um resultado efetivo frente ao nosso investimento.



Pensem a respeito. Antigamente dizíamos que a propaganda é a alma do negócio, o que não deixa de ter alguma verdade, mas prefiro dizer que quem não aparece não prospera!



Bons negócios!



 



Aventuras de um consumidor não tão  misterioso



Estive nesta semana num badalado café paulistano e com a agenda enlouquecida, sentava para almoçar às 17h30. De posse do cardápio escolhi uma salada que parecia ser interessante.



Ao pedir ao garçon a minha saudável salada, fui informado que a mesma só era servida após às 19h. Expliquei minha situação e pedi uma exceção ao caso, mas a negativa foi mantida.



Fico pensando o que é uma empresa orientada ao cliente: dizer que apesar de não ter aquela salada naquele momento, poderia propor algo diferente com características semelhantes ou perder o cliente?



Por alguns segundos pensei em ir a outro estabelecimento, mas como estava com mais pessoas, pensei de que forma poderia agir.



Chamei outro garçon e fiz o caminho inverso: será que dentro de tudo que o restaurante poderia oferecer naquele horário, haveria algo que pudesse ser servido neste horário?



Depois de duas idas à cozinha, consegui estar próximo do meu desejo inicial.



Fico pensando quanto perdermos de vendas com os casos que é “mais fácil” para o vendedor dizer que não temos aquele produto ou serviço naquele momento...