Marketing
A grandiosidade do “simples”
Publicado em 06/05/2010 às 14:54A água Bonafonte com uma proposta muito interessante, revelando o fato da eliminação de toxinas em uma água mineral. Uma mulher com um vestido de bolas, ao beber a água da garrafa, tem desprendido do seu vestido as tais bolas... Já havíamos visto iogurtes, “shakes” e outros produtos com este apelo, mas água não. Mulheres e homens preocupados com sua saúde, ao se interessarem pelo tema, descobrem que a água, por ter na sua composição química elementos diuréticos, usa deste atributo para chamar a atenção do seu público-alvo. Trata-se de uma bela “sacada”! E o “Estadão” com sua proposta do valor do conhecimento, dentro do objetivo de reavivar o desejo dos consumidores na leitura do jornal e também de alavancar as vendas de assinaturas. É uma ação focada em leitores de jornal, não atinge-se não leitores com esta campanha. O consumidor tem que dar valor ao conhecimento! Neste caso, qual a diferença apontada na campanha entre informação e conhecimento? Informação é o fato, pontual, específico; o conhecimento parece ser a análise com opinião dos fatos cotidianos. E o mais interessante foi a chamada promocional para que os consumidores dessem valor ao conhecimento. Cabia ao consumidor dizer quanto ele gostaria de pagar pelo primeiro mês de assinatura do jornal. Muitos devem ter dito “nada” outros, acima do valor efetivo da assinatura mensal, mas o mais importante foi o crescimento de dois dígitos na venda de assinaturas. Abordo este tema na coluna desse mês pelo simples fato de entender que elementos simplistas podem dar resultados expressivos. Ou analogamente ao nosso mercado de tecnologia, será que não é melhor agregar valor à campeões de bilheteria – como alguns produtos chineses - ao invés de inventar soluções a todo custo? Vale pensar!
Aventuras de um consumidor não tão misterioso Normalmente escrevo nessa coluna situações muitas vezes chatas ou desagradáveis dentro do meu cotidiano. Hoje farei diferente, com duas experiências vividas dentro da mesma semana, sob o mesmo tema: atendimento “após o horário”. Eu e minha esposa fomos a uma loja em busca de uma peça de mobiliário para nossa casa e apesar do estabelecimento encerrar suas atividades às 19hs, ficamos discutindo a solução mais adequada até depois das 20hs. Tudo isto regado a um bom café, água gelada e muita simpatia dos vendedores que nos atendiam. Resultado: negócio fechado! Passados alguns dias, situação semelhante, em uma clínica de fisioterapia e shiatsu. Estava sozinho e precisando de uma ajuda clínica. Apesar de estar fora do horário, tudo foi perfeito com um atendimento ainda mais especial... Negócios são feitos de pessoas! Isto me leva a crer que nem tudo está perdido, quando o assunto é atender ao consumidor com encantamento. A lição que, fica é que por mais que você tenha aquele horário de final de expediente, pode ser que atrás de uma breve “esticada” na agenda esteja escondida uma grande oportunidade!

