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Estratégias Digitais

A hibridização do trabalho

Marcelo Martinez

Publicado em 13/04/2021 às 15:29

 Embora ainda não esteja claro quando será possível falar em um cenário pós-pandemia, já se sabe que a experiência dos últimos meses provocou mudanças profundas na cultura das organizações e nas relações de trabalho. Uma das principais mudanças sem dúvida foi a adoção do teletrabalho, o home office.  Com encontros presenciais impossibilitados pelas medidas de isolamento social, profissionais migraram do escritório para suas casas, e o que parecia uma situação temporária, parece se transformar em um modelo duradouro, à medida que algumas empresas e colaboradores estão preferindo esse modelo ao anterior.

Buscando compreender e desmistificar questões relacionadas ao home office versus a produtividade, o Talenses Group em parceria com a Fundação Dom Cabral realizou recentemente um levantamento sobre os efeitos do trabalho remoto na pandemia. Segundo ele, o modelo home office se mostra muito eficiente e produtivo, por exemplo, ao derrubar barreiras geográficas, possibilitando a contratação de pessoas de diversos lugares. Esse tipo de flexibilidade está permitindo a construção de empresas melhores, mais diversas e talentosas. Entretanto, o estudo também aponta as dificuldades, como desafios de gestão, diferenças entre gerações, riscos legais, e até problemas psicológicos.


Aliás, o acompanhamento da saúde mental de alguns funcionários com a intensificação do ritmo, tem se tomado mais espaço nas empresas. Esse problema se tornou mais evidente entre mulheres, que têm o estigma de ter que cuidar da casa e dos filhos, além do trabalho. Estar em casa não significa estar disponível 24 horas por dia. A mistura de trabalho e vida pessoal é um dos pontos mais difíceis de lidar e impacta diretamente na produtividade do colaborador, em especial aqueles que possuem uma rotina doméstica mais intensa. 

Ajustes na lei também precisam ser considerados. Em 2020, por conta da necessidade imediata de distanciamento social para controlar a disseminação do coronavírus, o governo aprovou uma série de medidas provisórias para facilitar a alteração do regime de trabalho presencial para o home office, porém, como muitas não viraram leis, deixaram de valer. Limite de horas trabalhadas, intervalos de almoço, pausas e de descanso, equipamentos necessários visando inclusive a ergonomia do ambiente de trabalho, são apenas alguns dos temas que ainda precisam ser melhor definidos em lei para a adoção de um modelo permanente e seguro para as empresas. 


Seja qual for o caminho, as empresas precisam compreender que o mundo mudou com a pandemia para se adaptar a este momento, implementando um regime de trabalho que garanta produtividade e rentabilidade, dentro de uma nova cultura de trabalho