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Automação

A hora das carteiras eletrônicas

Marcelo Martinez

Publicado em 08/08/2016 às 13:47


Dispositivos móveis se tornaram uma parte indispensável da nossa vida diária. Os usuários estão se tornando cada vez mais dependentes de seus celulares e nunca saem de casa sem ele. De acordo com a 27ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP) no último mês de abril, o Brasil superou a marca de 168 milhões de dispositivos móveis inteligentes em uso, um crescimento de 9% em relação a 2015, apesar da queda recente nas vendas.

De olho neste mercado a Samsung começou a operar em julho no país seu anunciado serviço de pagamento móvel, o Samsung Pay, uma alternativa ao tradicional cartão de plástico que permite aos consumidores pagar pelas compras usando o seu smartphone. Para usar o serviço, o usuário precisa possuir um dos modelos mais novos da marca, entre eles o Galaxy S7, o Galaxy S6 Edge+ e o Galaxy Note 5, para poder escanear até dez cartões com a ajuda damera do celular e importar e armazenar no próprio dispositivo de forma criptografada os seus dados, como número e validadeAo chegar a uma loja, basta aproximar o aparelho celular da máquina de cartões e autorizar o pagamento.

A tecnologia dominante usada pelos smartphones para este tipo de operação é a NFC (Near Field Communication, ou Comunicação por Campo de Proximidade), disponível em 80% dos 4,4 milhões de leitores de cartão em operação no Brasil, e que permite efetuar suas transações a partir de troca de informações sem fio entre dispositivos compatíveis que estejam próximos um do outro. ainda a opção do protocolo MST (Magnetic Secure Transmission, ou Transmissão Magnética Segura), uma tecnologia que emite sinais magnéticos, parecido com  a dos cartões tradicionais, para as lojas onde não ainda máquinas compatíveis com NFC.

Apesar de a Samsung ser a primeira a oferecer esse modelo de “carteira digital” no Brasil, outras empresas se preparam para desembarcar com suas soluções. A Apple negocia com parceiros a estreia do Apple Pay no País para 2016. Atualmente a solução está disponível nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, China, Austrália e Singapura, e os modelos compatíveis são o iPhone 6, iPhone 6 Plus, iPhone 6S, iPhone 6S Plus e iPhone SE, além do Apple Watch. Ainda não nenhuma confirmação oficial da chegada do Android Pay da Google, porém acredita-se que com a chegada dos seus rivais, não tardará para que esse sistema também seja lançado em breve em nosso país. Além dessas gigantes, Facebook, Amazon e outras empresas menores especializadas em serviços financeiros, estão se aventurando nessa mudança de comportamento do consumidor e investindo tempo e recursos para lucrar com a nova tendência. Para se ter uma noção melhor dessa aposta, de acordo com a empresa de pesquisa CB Insights, o investimento global em startups focados em serviços financeiros digitais cresceu para cerca de US$ 6,8 bilhões em 2015, o triplo dos US$ 2,2 bilhões registrados em 2014.

Apesar da grande expectativa, no entanto, o processo é lento. uma minúscula porcentagem das compras em lojas é feita por celular. Nos EUA, cerca de US$ 8,7 bilhões em compras ocorreram com pagamento por telefone em 2015, segundo pesquisa da eMarketer. Isso representa 0,2% dos estimados US$ 4,35 trilhões das transações feitas em lojas no ano passado. A maioria teme pela segurança das transações ou por perder o aparelho, o que permitiria a estranhos acessar seus dados financeiros. Eles também duvidam que os celulares sejam mais rápidos que cartões de plástico. Para superar essa barreira, as empresas, instituições financeiras e grandes varejos tentam aprimorar o uso da tecnologia ressaltando como os aplicativos são mais rápidos e seguros que os cartões permitindo, por exemplo, autenticação por biometria e o uso de camadas de seguranças e de senhas que tornam quase impossível usar o furto da informação para realização de compras não autorizadas.

Seja como for, a revenda especializada em automação comercial deve estar atualizada com esse tema que promete revolucionar o nosso dia-a-dia. Como comentei em artigos anteriores, não dúvida que aqueles smartphones que conquistaram nossos bolsos, em breve estarão em nossas carteiras. Vamos aproveitar a oportunidade e fazer negócios, antecipando-se a essa tendência e preparando nossos clientes para essa nova realidade.