Marketing
A intuição e os números
Marco Antonio Pereira
Publicado em 02/02/2011 às 00:00
Há algum tempo atrás participei de um seminário promovido pela Endeavor Brasil (uma referência em empreendedorismo no nosso país) chamado CEO Summit. O encontro composto por oito painéis abordava diversos temas interessantes. Eike Batista, Pedro Moreira Sales, Sardenberg, entre outros, nos brindaram com suas opiniões durante cada um dos painéis.
Beto Sicupira, um dos mestres do resultado corporativo, abriu o primeiro painel falando sobre as recentes aquisições de sua empresa e sobre as surpresas que teve nas compras de cervejarias na Europa e nos Estados Unidos no movimento de internacionalização da AMBEV. Em algumas aquisições, dinheiro saindo pelos armários, em outras, dívidas, mas que no final do dia, o saldo foi positivo e as empresas prosperam a passos largos. E agora com o Burger King, uma marca muito forte com um potencial maior ainda de crescimento segundo o próprio Beto.
Pego carona nesse painel para dizer-lhes sobre o planejar e o que está por trás disto. Como estamos em início de ano, os pensamentos já apontam para o que enfrentaremos em 2011. A revisão do planejamento estratégico e os avanços táticos no planejamento anual de marketing e vendas são mais que oportunos.
Volto a lembrar de alguns pilares sobre um pequeno planejamento que todos podem implementar em suas empresas. Primeiro, entenda onde você está. Suas forças, fraquezas e como andam seus clientes, concorrentes e o mercado em que você se encontra. Feito esse diagnóstico, entenda quais devem ser seus objetivos para o próximo período.
Seja bastante claro na definição de onde você quer chegar. Alguns falam em ter objetivos específicos, mensuráveis, reais e orientados ao tempo.
Posto isso, elenque suas estratégias para traçar o caminho de como você chegará aos objetivos propostos. Não se esqueça de colocar um plano de ação, orçando cada atividade e principalmente definindo um responsável em cada tarefa. Depois, mãos a obra!
Pedro Moreira Sales, ex-presidente do Unibanco e atual membro e presidente do conselho do Itaú-Unibanco, falou uma frase intrigante: “Será que as decisões prudentes são as melhores?”
Fiquei pensando nessa frase e no que os números nos contam. Entendi que a matemática exata muitas vezes não nos ajuda a empreender. Há o imponderável! Há a intuição do empresário. Obviamente ninguém toma decisões sem informação. O gestor bem preparado está com os números a sua disposição.
O que digo é que talvez não só os números sejam suficientes para uma tomada de decisão. A intuição do empreendedor faz com que se some às conclusões objetivas a intuição subjetiva.
Há uma piadinha no mundo corporativo que diz que quem viveu de “feelings” foi o cantor Morris Albert, com sua canção que tanto fez sucesso no passado. Mas, pense a respeito sobre todas as decisões acertadas que você já tomou na vida e em quantas delas você usou a decisão imponderável.
O que concluo é que os números apontam para um 2011 exuberante, crescente. Acredito muito no ano que chega e no cenário macro-econômico que temos pela frente com nossa nova presidente e sua equipe econômica que deve seguir os traços do governo anterior.
A estrada está bem asfaltada. Cabe a cada um regular seu carro e iniciar sua viagem de doze meses, esperando sempre um final mais do que feliz!
Um bom ano a todos!
Aventuras de um consumidor não tão misterioso
O que é qualidade de vida para você?
Para mim é fazer o que você está a fim de fazer.
Me satisfaço com meu trabalho, vibro com ele, faço meu esporte, corro, jogo meu futebol, enfim, busco um mix de atividades que equilibrem minha vida.
Certo dia, conversei com um “maitre” de um restaurante que vou com frequência e perguntei para ele como que seus garçons eram felizes fazendo a mesma coisa há muitos anos! Alguns deles estavam na casa há mais de 20 anos e para mim a mesmice de atender os mesmos clientes todos os dias era terrível!
O “maitre” disse que eu estava totalmente enganado pois cada dia era diferente do outro. Ele comentava que clientes tem suas peculiaridades e que cabia aos garçons identificar estas necessidades e atendê-los de formas diferentes com o mesmo objetivo: excelência no serviço! Proporcionar um belo almoço ou agradável jantar era uma arte!
Por alguns segundos fiquei extasiado com sua resposta...
Mas refletindo analogamente, tal qual numa venda, onde os vendedores tem que entender o perfil de seus compradores, cabe ao garçom a identificação mais que imediata dos desejos dos seus clientes, estabelecendo uma relação direta com eles, objetivando um banquete a cada oportunidade.
Pense que um vendedor pode ser um garçom e na tremenda motivação que ele tem para – “aparentemente” – fazer a mesma coisa todos os dias: vender!
Achei uma bela forma de ver coisas iguais em situações diferentes.
E você, já pensou no trabalho de um garçom?

