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Marketing

A maravilhosa experiência do ponto-de-venda

Publicado em 03/03/2009 às 16:49

src=/arquivos/image/colunistas/marco.jpgHá algum tempo estudamos o comportamento de compra dos consumidores. Trata-se de um assunto que foi motivo de trabalho de diversos autores nos últimos tempos e partindo destas informações muitas empresas têm mudado sua abordagem frente a este público.



A revista Exame de outubro do ano passado publicou, em sua seção Marketing, a estratégia de alguns varejistas que estão fazendo algo diferenciado. A reportagem com o título “A loja virou parque” contava sobre uma loja chamada Globetrotter – dedicada a artigos para esportes de aventura – que, fazendo uso de tecnologia e de entretenimento, estimulava a compra criando um impacto forte e agradável ao visitante.



Na entrada da loja há a decoração do ambiente como uma floresta tropical com toda fauna, flora e um lago. Neste lago o cliente é incentivado a testar os caiaques, e outros produtos comercializados na loja. Em outro ambiente da loja, o visitante encontra um espaço onde são simuladas tempestades torrenciais para testar todas as opões da seção de vestuários impermeáveis. Há também um espaço onde a temperatura é mantida a 25 graus negativos, para conferir a capacidade de proteção de equipamentos especiais vendidos na loja.



A Globetrotter é uma verdadeira fonte de experiências para o cliente, situada em Colônia, na Alemanha, e que em um dia atrai cerca de 15 mil clientes. Alguns clientes residem a cerca de 100km de distância e ficam em média 2 horas dentro da loja. O modelo vai à contramão da forte tendência de venda on-line onde o consumidor deseja o conforto de não ter que sair de casa para ir às compras. Afinal não é apenas uma loja, mas sim um ambiente de entretenimento.



O que concluímos?



Está claro que a loja proporciona uma experiência ao cliente. É positiva, emocional e cria identidade com o visitante.



Sabendo que o cliente está buscando experiência de compra no sentido amplo da palavra, entenda que isto pode ser proporcionado em todos os momentos em que a sua empresa tem contato com o cliente.



E isto está ocorrendo?



Em muitos casos não! Mais uma vez peço que você se coloque do outro lado do balcão...



Entenda seu negócio, seu cliente e seja criativo!

 

AVENTURAS DE UM CONSUMIDOR não tão MISTERIOSO

Acabo de voltar de uma viagem internacional e ao passar por uma rua – estilo “calçadão” – no centro de Amsterdam, na Holanda, vi uma vitrine maravilhosa, com doces expostos magicamente. A vista era tão magnífica do lado de fora que eu não resisti e entrei na loja.



Dentro da loja um aroma de bolo fresco inundava o ar! Uma música agradável dava o tom ao ambiente... Ao pedir ajuda à balconista, ela sorridente me conta dos diversos sabores existentes, me oferece um deles, e ao me ver indeciso sugere um dos “hits” da casa, lógico que acompanhado de um delicioso capuccino.

Mesas dispostas no simpático ambiente pediam que você se sentasse e ficasse mais tempo...



Pedi outro pedaço que estava tão delicioso quanto o primeiro. E mais um capuccino!



Ao sair da loja, pensei comigo que não era a hora de comer doce, mas que a vitrine e todo o ambiente me sensibilizaram para consumir.



Será que você consegue fazer isto na sua loja?