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Marketing

A propaganda é a alma do negócio

Marco Antonio Pereira

Publicado em 03/08/2009 às 12:23

align=leftJá dizia o ditado de que a propaganda é a alma do negócio. Gostaria de discorrer a respeito desta frase.

 

Primeiro, não confundir propaganda ou comunicação com marketing. Philip Kotler, mestre do Marketing, define este tema como sendo uma orientação da administração que visa proporcionar a satisfação do cliente e o bem-estar do consumidor a longo prazo, como forma de satisfazer também os objetivos e as responsabilidades da organização. Já a comunicação é o processo de transmitir idéias entre indivíduos. Transmitir desejos, intenções, sentimentos, conhecimentos e experiência.

 

Vamos à prática!

 

Recentemente estive viajando de carro pelo interior de São Paulo, quando passei por um acidente. Os carros envolvidos já estavam no acostamento da rodovia e o guincho da empresa concessionária da própria estrada já se encarregava de colocá-los na plataforma do caminhão. Todos na estrada passavam rápido pelo caso.

 

Um pouco mais à frente outro acidente. Menos grave, mas em situações muito parecidas; só que desta vez o guincho da empresa tinha sua luz acesa. Resultado: todos paravam para ver o que estava acontecendo.

 

Outro caso interessante é a historinha dos ovos. Alguns especialistas dizem que ovo de pata tem muito mais vitaminas que o ovo de galinha. Inclusive sendo mais saboroso.

 

Mas a pergunta que fica é: o que faz o ovo da galinha vender mais? A resposta simplista é que a galinha cacareja quando põe o ovo... Ela conta para todos o que está fazendo. No caso dos acidentes a analogia é parecida. Onde o guincho sinalizava o acidente, havia muito mais atenção ao fato.

 

O publicitário Walter Longo, “braço-direito” de Roberto Justus no programa Aprendiz e nos negócios do seu grupo Y&R, tem uma frase interessante: “(...) Alguns dizem que a propaganda é a alma do negócio, outros que o negócio é a alma da propaganda. Eu aposto que o negócio da propaganda é a alma. O objetivo principal é fazer com que as pessoas prestem atenção no que você quer dizer.” (Walter Longo)

 

O que quero dizer com isto? Que você e sua empresa têm que contar para o mercado o que estão fazendo! Seus casos de sucesso! Seus principais clientes! Enfim, tudo que vale a pena ser dito aos quatro ventos.

 

Mas talvez você se pergunte: o que contar?

 

Respondo: escolha o que de melhor você tem, suas vantagens competitivas frente seus concorrentes e bote a boca no mercado!

 

Importante também é escolher o melhor caminho para isto. Se você tem produtos técnicos, específicos, escolha meios que vão direto ao canal. Já se você quer vender bolachas de chocolate, vá aos veículos que têm maior sinergia com o público-alvo do produto!

Enfim, segundo o “Velho Guerreiro”, Chacrinha, quem não se comunica, se estrumbica!

 

Aventuras de um consumidor não tão misterioso

Na semana passada, depois de algumas viagens, fui com minha esposa em um bom restaurante para jantarmos.

 

Pedimos uma mesa para dois lugares. O restaurante estava vazio naquele momento e fomos rapidamente acomodados.

 

Como toda mulher, minha esposa estava com sua bolsa e pedi ao maitre uma cadeira para acomodarmos sua bolsa. A resposta:

 

- Não há cadeiras disponíveis.

 

Pasmo, olhei em volta e vi dezenas de cadeiras disponíveis. Confesso que tive vontade de deixar o restaurante. Mas havíamos sido indicados por uns amigos e a fome falou mais alto.

 

Pensei comigo de que por mais que as cadeiras estavam “alocadas” nas mesas ele poderia conseguir uma cadeira para nós. Ou mais! Se não houvesse efetivamente cadeiras disponíveis, pois as mesas estavam reservadas, esta não deveria ser sua resposta. Seu dever era achar uma solução para o caso.

 

Ponto para reflexão: será que você tem dito estes “nãos” aos seus clientes?