Negociação
Agora, mais que nunca, precisamos negociar!
Marcel Spadoto
Publicado em 03/07/2015 às 13:13
Não vivemos o melhor ano da economia e nem da política, isso todos nós já sabemos. Mas, apesar disso, não podemos deixar que essa onda nos destrua.
Este ano “o mar não está pra peixe”, especialmente para as Pequenas e Médias Empresas (PMEs). Certamente, você tem ouvido isso há algum tempo, porém vou compartilhar algumas sugestões para conseguirmos trazer alguns “peixes” para o barco, ainda em 2015!
A primeira medida a ser tomada: reúna a liderança da sua empresa, peça ajuda para enfrentar o momento crítico que vivemos e esteja aberto às críticas e sugestões. Vai ser necessário muita disposição para negociar e encontrar pontos de sinergia.
A segunda medida: buscar um diagnóstico muito preciso e realista sobre a atuação da sua empresa e da sua concorrência. Muito importante descobrir a proposta de valor dos seus concorrentes e flexibilizar a sua, nesse contexto.
A terceira medida: criar um planejamento estratégico para fazer frente às dificuldades e encontrar o caminho de crescimento e lucratividade. Assim, podemos efetuar os ajustes necessários na atuação da empresa e na sua estratégia. Caberá negociações de forma muito ampla desde os fornecedores, até os clientes.
Em alguns casos, será necessário investir e, em outros, cortar. Devemos consertar o telhado antes que chova, e isso nem sempre é feito. Mas, neste momento, se tornou crucial para a sobrevivência do negócio. Muito cuidado para não “errar a mão”, faça todo o processo de forma bem transparente e aberta, sempre buscando o entendimento com todos.
As PMEs sofrem muito mais que as grandes empresas, pois, geralmente, não estão preparadas para os momentos de crise. Muitas vezes, elas são reféns da capacidade inovadora e criativa dos seus donos, e nessas ocasiões, parece que essa capacidade desaparece.
O planejamento estratégico é uma prática de todos os dias, não para mudar, mais para seguir e ir se adaptando aos balanços do mercado.
Esse exercício é extremamente complexo e árduo para aqueles que nunca fizeram e especialmente não acreditavam na sua efetividade. Mas não há escapatória: o exercício tem que ser feito e produzirá efeitos maravilhosos nos negócios da empresa, não só pelos benefícios diretos das mudanças e medidas, mas pelo engajamento e comprometimento das pessoas, que farão toda a diferença.
Se precisar de ajuda profissional para fazer o plano e todo o processo de reestruturação, consulte um especialista. Vai custar bem menos que todo o benefício que trará.
Não perca tempo: reúna a sua equipe e peça para eles pensarem nas soluções de melhoria para empresa, faça com que eles possam se sentir donos do negócio, e quando os resultados surgirem, distribua elogios, abraços e, claro, parte dos ganhos também!

