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Automação

Autocom 2016 e os desafios para o futuro

Marcelo Martinez

Publicado em 12/05/2016 às 16:01


No início de abril aconteceu em São Paulo a 18ª Feira e Congresso Internacionais de Automação para o Comércio (Autocom 2016), principal evento de automação comercial da América Latina com mais de 60 expositores e 6.500 visitantes. Esse evento, bastante tradicional do setor, reúne anualmente, fabricantes de hardware e periféricos, software houses, suprimentos e canais de distribuição, para apresentar as principais novidades em produtos e soluções para o varejo.



Como se esperava, o destaque da Autocom 2016 foi a oferta de soluções adequadas à nova legislação. Terminais de consulta inteligentes, soluções em nuvem e de big data, caixas self-service, modelos de pagamento via RFID, entre outros, apontaram para um novo leque de oportunidades na relação do varejo com o consumidor, muito mais próxima e consultiva. Outro ponto alto da feira com o fim da era do ECF e das limitações físicas da impressora fiscal foram as novas soluções mobile integradas, plataformas rápidas e inteligentes que agregam valor nas transações com clientes proporcionando mais comodidade, agilidade, eficiência e segurança ao negócio, customizadas a cada tipo de mercado e porte de empresa, aliás uma tendência apresentada em outros anos e eventos, e reforçada recentemente em fevereiro no Mobile World Congress em Barcelona, na Espanha. Além disso, como em outras edições, vários expositores trouxeram soluções omnichannel, conceito que se baseia na convergência dos canais de vendas utilizados por uma empresa, permitindo ao consumidor o seu uso de acordo com o momento que lhe for mais conveniente e prático. Com as novas tecnologias disponíveis, o omnichannel coloca o consumidor ainda mais como o “centro do universo”, criando uma percepção positiva de sua experiência com a empresa, principalmente pela facilidade de acesso proporcionada tanto pela presença digital da marca quanto por suas instalações físicas.



Não obstante à crise politica e econômica sem precedente, apesar de toda a tecnologia apresentada, pairou no ar para os visitantes da Autocom deste ano a necessidade ainda maior de descobrir quais, entre todas as novidades apresentadas, poderiam realmente ajudar as empresas a sobreviver ao momento complicado oferecendo a elas o melhor retorno (custoxbenefício), agregando produtividade e experiências ao consumidor. As revendas sabem que em ocasiões delicadas o que as empresas buscam é eficiência operacional e a solução pode estar em oferecer uma experiência mais agradável para seu cliente, mas sempre com o foco em otimizar recursos para uma gestão mais enxuta do aspecto financeiro.



Por fim, é nítido pelo sucesso do encontro, que a automação comercial é cada vez mais indispensável para o varejo, não só para atender a maior complexidade fiscal exigida, mas por aspectos relacionados diretamente à eficiência do ponto de venda, como por exemplo, controle de inventário, suporte logístico, monitoramento de performance e uma relação comercial mais assertiva e produtiva em termos de compras com o seu cliente. Seja como for, a retração econômica definirá um novo patamar de competitividade e as revendas de automação, mesmo com falta de recursos, precisam estar atualizadas com o que há de novo no mercado para serem parceiros estratégicos de seus varejos, antecipando e propondo soluções tecnológicas que façam sentido com o seu planejamento estratégico e que contribuam para o aumento da competitividade dos seus clientes. Conhecer as tecnologias disponíveis, para priorizá-las e implementá-las no momento certo é o maior desafio para o futuro, para o varejo e seus parceiros.