Inteligência Emocional
Benevolência
Sandra Teschner
Publicado em 27/06/2022 às 10:24Mensurar a felicidade não é nada novo, assim como as “causas” que embasam uma vida feliz já vêm sendo amplamente estudadas inclusive em meta-análises (o chamado estudo dos estudos), trazendo à luz da ciência, conhecimento passível de ser verdadeiramente aplicado
Toda essa gama de estudos possibilita que as pessoas, as organizações e as políticas públicas possam fazer uso dela para a construção de uma vida com mais sabedoria, e até com mais produtividade e eficiência.
Ser feliz está na base do desenvolvimento sustentável da humanidade; enquanto as gerações atuais têm a oportunidade de vivenciar uma vida mais saudável e plena, o crescimento não compromete o futuro das próximas gerações. Porque quanto mais “feliz”, mais comprometido com o bem-estar coletivo, se é.
Dentre as muitas descobertas promissoras, identificadas pelo relatório “World Happiness Report 2022” – uma publicação da Rede de Soluções de Desenvolvimento Sustentável da ONU que se baseia em dados de pesquisas globais de pessoas em cerca de 150 países, vale citar:
• A transformação do interesse público pela felicidade;
• Aumento no número de líderes em todo o mundo que veem a felicidade como um objetivo importante e abrangente nas organizações e políticas públicas.
Os dados são claros: houve um grande aumento na proporção de pessoas que doam para a caridade, ajudam desconhecidos, e fazem trabalho voluntário em todas as regiões globais. Ao todo, a média dessas três medidas aumentou um quarto em 2021, em comparação com antes da pandemia.
Os resultados mostraram que as comunidades que possuem altos níveis de confiança são mais felizes e resilientes diante de crises.
Pelo quinto ano consecutivo, a Finlândia lidera a lista dos países mais felizes do mundo. A Dinamarca continua em segundo lugar, enquanto a Islândia subiu de quarto, no ano passado, para terceiro este ano. O Brasil subiu três posições em relação a 2020 e ficou na 38ª posição.

