Comportamento
Coaching: uma realidade corporativa
Alberto Lira
Publicado em 06/09/2012 às 09:56
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão será a doença número um do mundo até 2030. Ainda segundo a OMS, a depressão também será a doença que mais gerará custos econômicos e sociais, devido aos gastos com tratamento para a população e a perda de produtividade.
Não há como viver de forma que não sejamos influenciados pelas mudanças que nossa era nos proporciona e que tornam o mundo corporativo tão repleto de desafios. Como se adaptar a velocidade das necessidades de nossos clientes?
São tantas variáveis internas e externas, combinadas a uma rota de prazos a serem cumpridos e indicadores a serem atingidos que muitas vezes nos sentimos impotentes frentes a tantos desafios. E saber escolher qual a melhor alternativa diante de tantas informações que nos chegam por meio de jornais, revistas, televisão, internet, celulares, elevadores, corredores, tablets etc? E neste contexto o coaching ganha espaço no mundo corporativo como poderosa ferramenta de desenvolvimento do capital humano:
• Trata-se de um mercado de US$ 24 bilhões de dólares (só nos Estados Unidos), que cresce 18% ao ano de acordo com o Market Data Report, o executive e o business Coaching, por sua vez, crescem 40% ao ano, de acordo com The Economist;
• 88% das organizações do Reino Unido utilizam Coaching, diz a Bristol University;
• 70% das empresas australianas contratam coaches, revela o inside Business Channel.
• No estudo da Fastcompany.com (2007), o Dr. Brian Underhill descobriu que 43% dos CEOS e 71% dos altos executivos já trabalharam com um coach, 63% das organizações tem planos de aumentar a utilização de Coaching e mais de 92% dos líderes atuaram com coaches.
“No futuro todos os líderes serão coaches. Quem não desenvolver essa habilidade, automaticamente será descartado pelo mercado”, (Jack Welch). Muitos ainda vivem como há cinquenta anos, onde tínhamos uma quantidade limitada de recursos, produtos e serviços e não percebem a quantidade de publicidade que invadem nossa privacidade, oferecendo produtos que se tornam obsoletos na mesma velocidade em que são lançados. Isto talvez justifique a pressão das empresas diante de suas metas e desafios, não apenas pela busca de maiores receitas, mas também para sua própria sobrevivência.
Aceitando ou não fazemos parte do meio e do meio virá a nossa satisfação ou decepção com o que acreditamos ser importante para nossas vidas. É possível enfrentarmos tantos desafios e ainda sobrar um tempinho para a nossa felicidade que é de: ter, ser e fazer as coisas que gostamos e principalmente ao lado de quem amamos? Mas afinal o que é e como o Coaching pode nos ajudar?
Coaching é um processo que visa elevar a performance de um indivíduo (grupo ou empresa), aumentando os resultados positivos por meio de metodologia, ferramentas e técnicas conduzidas por um professor (o Coach), em parceria com o cliente (o Coachee). Flora Victoria, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Coaching diz: É uma assessoria pessoal e profissional que potencializa o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente, grupo ou empresa.
O processo de Coaching leva o cliente a buscar novos entendimentos, alternativas e opções capazes de fazer com que ele amplie suas realizações e conquistas. Este processo pode ser focado no aumento de performance ou na mudança, transformação e aprendizado. É um processo de realização de metas que amplia o desenvolvimento da inteligência emocional, expandindo a capacidade que as pessoas possuem de ter o maior número de opções pra atuar no seu dia a dia na busca e obtenção de melhores resultados na sua vida. Como disse Anthony Robbins, “é nos momentos de decisão que o seu destino é traçado”, decida uma vida melhor e mais próspera e busque novas alternativas e uma nova forma de aprendizado, e quem sabe

