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Distribuição de TI supera desafios em 2020
Mariano Gordinho
Publicado em 02/12/2020 às 17:58Ano ficará marcado pelos impactos da pior
pandemia dos últimos 100 anos, mas que foi superada pelo uso intensivo de
tecnologia. União e trabalho associativo são elementos chave para manter
crescimento do setor de distribuição de TI
Foi como um ataque
surpresa que começa uma guerra. A analogia serve para o ano de 2020 e a maior
crise sanitária do século, quando a pandemia nos pegou desprevenidos e alterou
os planos de todos – incluindo o setor de distribuição de Tecnologia.
Antes disso,
estávamos prontos e otimistas. Sim, vínhamos de alguns anos de crise. Desde
2015, o setor enfrentou turbulências, com subida do dólar, recessão e redução
de investimentos por parte das empresas. Somam-se a isso mudanças drásticas no
comportamento do mercado e dos consumidores, que apostaram fortemente na
mobilidade e na nuvem, por exemplo, entre tantas outras coisas.
No começo de 2020,
o mercado brasileiro havia igualado os níveis de receitas de 2013. O mercado
internacional andava bem, e o dólar, apesar de alto, estava em patamar
assimilado pelas organizações. Era um ambiente favorável, com planejamento de viés
positivo. Mas, em algumas semanas, nossa expectativa virou de cabeça para
baixo. A tempestade era inesperada e imprevisível.
Durante 15 dias tudo
parou e um grande ponto de interrogação ficou no ar. O que esperar? Ninguém
tinha condições reais de lidar com aquilo de imediato. E, durante 60 dias, a
atividade econômica recuou completamente.
Mas há um efeito
positivo da crise: o mundo apostou em tecnologia, o que fez boa parte do setor
de TI crescer. As empresas voltaram a acreditar que precisam tirar projetos do
papel, pois a transformação é urgente. Tecnologia deixou de ser obrigação e se
tornou, de uma vez por todas, negócio.
Em 2021, quando
fizermos a Pesquisa Setorial de Distribuição de TI em parceria com a IT Data,
ficará claro e demonstrado que boa parte dos associados cresceu, muitos deles acima
de dois dígitos.
No entanto, os distribuidores
só terão dimensão exata dos efeitos da pandemia quando fecharem seus balanços
anuais. Será que, junto com o crescimento não planejado trazido pela “onda” de
transformação na pandemia, veio também eficiência e sustentabilidade? O ônus do
crescimento terá sido maior que o crescimento em si? Que variáveis de 2020 responsáveis
pelo crescimento tão acelerado permanecerão em 2021?
Vitória e união associativa
No setor, foi
ressaltado o associativismo e a importância da cooperação em 2020. Minha
impressão é de que as empresas se aproximaram mais, estão mais ativas na busca
de soluções para problemas comuns. Perceberam que viver coletivamente dá certo,
mesmo da distância de nossos home offices.
Para a Abradisti
isso significou uma estrutura fortalecida de grupos de
trabalho. Mudamos nosso site para distribuir conteúdo de forma
mais abrangente e lançamos novos serviços, como a consultoria para LGPD. Uma de
nossas iniciativas, o Acordo Setorial de Logística Reversa
de Eletrônicos, ganhou novos
contornos.
Do ponto de vista
jurídico, firmamos nosso papel na defesa dos interesses da distribuição de TI.
A vitória na ação que questiona a classificação
fiscal de placas de vídeo e a
obtenção de mandado de segurança impedindo cobrança de ICMS sobre Software no estado de São Paulo são exemplos.
Isso mostra que,
por mais difícil que tenha sido 2020, o setor de distribuição é capaz, unido, de
superar desafios. E 2021 promete ser ainda melhor.

