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Planejamento Estratégico

E agora? Qual caminho devemos seguir?

Moises Bagagi

Publicado em 12/05/2016 às 16:06


Atualmente, vivemos um cenário econômico muito desafiador, mas de fato, o que vem acontecendo com as empresas?



Os custos e despesas aumentam dia a dia, no passo que as vendas, seguem o caminho oposto. Com isso, as empresas perdem margem e são obrigadas a repensarem suas estratégias. Quando analisadas da porta para dentro, vivem atracadas por um caos econômico-financeiro, operacional e estratégico e a culpa, muitas vezes, é do cenário econômico.



Mas o que fazer então? Qual caminho que devemos seguir?



Planejamento, organização, controle e ação. São os fundamentos básicos da administração clássica que nos remete às ações mínimas que devemos tomar.



Planejar significa estabelecer os objetivos das empresas (de curto e longo prazo), especificando a forma com que serão alcançados, desenvolvendo planos de ação para estar preparados a toda e qualquer mudança que ocorra ao longo da empreitada. Organizar significa coordenar de maneira eficaz todos os recursos da empresa (humanos, financeiros, temporais e operacionais) para a correta aplicação na busca dos objetivos estabelecidos. Controlar nada mais é do que estabelecer padrões e medidas de desempenho sobre as atividades exercidas a fim de, entender quais são os desvios, seus motivos e impactos e corrigi-los. Por fim, agir é fazer, executar, por a mão na massa e enfrentar os desafios.



Porém, não temos uma cultura orientada ao planejamento, que é visto como atividade que toma muito tempo e que não agrega muito valor. Contudo, a questão que vem a tona é: como seguir adiante se não sabemos para onde iremos? Ou seja, sem planejamento, não há definição clara e estruturada de objetivos e as metas, são simplesmente intuitivas.



Sempre defendi, pelas empresas que passei e nos clientes que atendo, a implantação de ao menos, uma cultura de gestão orçamentária. O motivo é muito simples: quando se inicia o processo orçamentário, varias premissas são postas à prova, e isso necessariamente implica na construção de cenários, avaliação das vantagens e desvantagens e, quais os desafios a serem enfrentados. Mais do que isso, tem se a constante indagação dos objetivos da empresa e como serão atingidos.



Vender mais é bom? Quanto? Qual a capacidade de produzir? Temos capacidade de entregar? Quanto isso afetará custos? Serão necessários novos investimentos, em qual proporção e em quais áreas? Haverá a geração de caixa? Os resultados esperados se darão no curto ou no longo prazo?



Essas questões, só podem ser respondidas com um alto grau de confiança se, a empresa tiver um bom planejamento. E o orçamento, nada mais é do que a tradução numérica dos objetivos estratégicos.



Em momentos de crise econômica como o que vivemos, planejamento é fundamental, já que, a instabilidade dos mercados nos leva a buscar alternativas (plano B ou plano C) para que as empresas suportem o caos fora de suas porteiras. Vender mais, gastar menos, demitir ou contratar, investir ou não, é uma questão de avaliação de onde estamos em relação ao que planejamos.



É um tema que precisa ser explorado, aliás, com maior profundidade, mas, para ilustrar e provocar a reflexão, um dos meus clientes, quando estava fazendo o orçamento de 2014 com cenário entendido até 2018 (com os dados disponíveis naquele momento, em outubro de 2013), traçou um cenário otimista que era pior do que o cenário pessimista do ultimo ano. Por fim, houve uma readequação dos objetivos e metas, de quanto e onde seriam feitos os investimentos e qual o nível de cautela seria adotado. Por fim, o cenário de fato foi ruim, mas, a empresa já estava preparada para isso e, no final de 2015, adquiriu dois concorrentes que praticamente estavam quebrados, aumentando sua participação de mercado e reduzindo custos com os processos de sinergia.



Planejar é preciso, assim como vender mais e gastar menos. Mas o mais importante é vender melhor e gastar de maneira mais adequada. Esse é um dos segredos do sucesso empresarial e do crescimento sustentável dos negócios.