Marketing
E o tempo não para
Publicado em 16/06/2009 às 18:32
Estive recentemente em um encontro de ex-alunos da minha época da faculdade de Engenharia e no meio de uma das conversas estávamos falando sobre o tempo. Não sobre o clima, mas sim sobre as 24 horas de cada dia e os sete dias da semana. Cada um dos presentes dizia que não tinha tempo para mais nada. Um deles justificava que não fazia ginástica por falta de tempo; outro que não fazia aulas de inglês e mais um afirmava não ter tempo nem para o futebol com os amigos no final de semana.
Mas o que fazer com o tempo? Temos como fazer a gestão do tempo? Não, pois o tempo é algo imutável. Imaginei que se tivéssemos um dia com 36 horas, em pouco tempo, estaríamos na mesma situação: sem tempo! Talvez pudéssemos fazer a gestão das nossas atividades no tempo. Parece melhor...
Pensei em como décimos ou centésimos de segundo fazem a diferença em competições de atletismo, natação e até mesmo na Fórmula 1. Muitas vezes uma medalha é decidida por estes percentuais de segundo.
Resolvi ler um pouco sobre o assunto e encontrei coisas interessantes no guru das pessoas eficazes, Stephen Covey. Em seu livro “Os sete hábitos das pessoas altamente eficazes”, ele afirma para fazer as coisas mais importantes primeiro.
Mas como fazer isto na prática?
De alguma forma precisamos tentar entender o que é mais importante dentre as diversas atividades que temos no nosso dia-a-dia. E mais, Covey sugere cruzar o importante com o urgente e a partir disto criar quatro quadrantes:
Primeiro o mais importante e mais urgente. Estas atividades, precisamos fazê-las com prioridade.
Segundo, as importantes e não urgentes. Aqui, crescem as atividades que precisam ser pensadas. Algo estratégico em muitos casos.
Terceiro, o urgente e não importante. Quantas vezes surge algo que não agrega muito ao nosso negócio, mas que precisa ser feito?
E por fim as atividades menos urgentes e menos importantes. Neste caso, vale a pena delegar ao seu time estas ações, ou ainda pensar em efetivamente não fazê-las.
Alguém pode me perguntar como escolher o que é mais importante entre diferentes atividades? Sugiro avaliar o impacto de não fazer tal atividade em comparação com outra. O que aconteceria? Ou seja, se você tiver uma entrega de mercadorias no depósito do cliente, onde o mesmo afirma que não vai recebê-las por não concordar com os valores expressos na nota fiscal, em comparação com uma funcionária que afirma ter sido insultada por uma colega e exige providências imediatas, qual sua escolha? Pois é, decisões difíceis fazem parte das responsabilidades do gestor.
Concluo dizendo para você fazer uma lista de atividade e “colocá-las” em cada um dos quatro quadrantes acima e tomar as decisões com mais tranqüilidade. E lembre-se, o tempo não para!
Aventuras de um consumidor não tão misteriosoFui com um amigo a uma concessionária de veículos, para que juntos conhecêssemos seu mais novo bólido. Durante todo o caminho ele contava das características que o carro tinha e uma delas me chamou a atenção: o carro tinha uma câmera infra-vermelho na sua parte dianteira que filmava o caminho como se fosse dia, independente da claridade apresentada.
Achei o acessório muito interessante e fomos os dois conversando a respeito.
Ao chegar na concessionária, esperamos alguns minutos, tomamos alguns cafés e finalmente recebemos o carro.
Porém, para nossa surpresa o carro não tinha a tal feature. Ao ser indagado, o vendedor não sabia o que dizer. Perguntei por que ele não se prepara para fazer sua função. Por que ele afirmava existir acessórios no carro que na verdade não existiam...
A frustração foi tão grande que meu amigo quase devolveu o carro. O gerente da concessionária tentou amenizar a situação oferecendo um outro acessório no lugar deste. Não foi a mesma coisa.
Lição aprendida? Não sei. Minha dica é de nunca afirmar algo sem ter certeza do que esteja falando. Estude! Se prepare! E faça seu melhor!

