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Gestão

Estilo de Gestão e Cultura Organizacional

Publicado em 05/10/2010 às 10:28

src=/arquivos/image/PauloAs várias estratégias de gestão, seja por objetivo, estratégica, participativa e pela qualidade, possuem em comum algumas características. Constituem respostas inovadoras para enfrentar a crescente turbulência do meio ambiente; necessidades das organizações de aumentarem o seu índice de sinergia democrática e afastamento das posturas autoritárias irradiadas pela administração científica tradicional.
 

Democratização, sinergia, capacidade para enfrentar as constantes inovações, são, portanto, pontos fundamentais de convergência das principais estratégias avançadas de gestão, principalmente se for orientada por valores, ou seja, a filosofia da organização.
 

Para a eficácia da gestão por valores é necessário conceituar o que são os valores da empresa. Eles podem ser entendidos como o conjunto de crenças preferenciais, estilos marcantes de ação e grandes metas. Esse composto de convicções, sempre que positivo e compartilhado pela grande maioria dos membros de uma organização, constitui sua filosofia de ação.
 

O tema, considerado tão importante no mundo empresarial, se tornou objeto de pesquisa de alguns estudiosos. Estes apresentam os valores que presidem a gestão de algumas empresas, discutem o que denominam culturas de devoção e, por meio de exemplos da IBM, da Nordstrom e da Disney, apresentam alguns valores que compõem uma poderosa arma estratégica, tais como: serviço de qualidade ao cliente, bom senso em todas as situações, devoção muito forte, emoção, alegria e imaginação.
 

Aliás, a cultura organizacional formada ao longo da história da empresa, impregnada de valores do seu fundador, ou de seus fundadores, não muda de uma hora para outra. Na realidade, a cultura resiste às investidas daqueles que querem modificá-la em sua essência. Portanto, os estudos de gestão devem procurar o equilíbrio interno com a adoção de práticas de gestão compatíveis tanto com a dimensão das mudanças quanto com a cultura dominante.
 

É o estilo de gestão que deve evoluir para uma orientação que possa conduzir o inevitável processo de mudança das organizações no contexto competitivo e globalizado. Estilo que não pode esquecer de contemplar os grandes fatores que mais emperram a gestão eficaz nas empresas brasileiras. São esses quatro grandes pecados que mais impedem o executivo de ser eficaz: falta de planejamento; falta de um constante acompanhamento das variáveis externas estratégicas para a empresa; ausência de sistemas de informação adequados; desconhecimento sobre a cultura da empresa, principalmente seus valores preferenciais.
 

Na análise das transformações organizacionais e do contexto de mudanças, é importante observar que o perfil do executivo exigirá pessoas que necessitarão concentrar-se em eficácia, trabalhar com a incerteza, ter esperança e muita coragem para processar mudanças, a partir da análise dos cenários e dos sinais de transformações que estão ocorrendo e irão ocorrer no futuro próximo.
 

Nota-se, portanto, que o ambiente organizacional, isto é, sua cultura, estilo de gestão e processo de mudança, são componentes importantes e devem ser levados em consideração, quando dos processos de seleção de executivos para, depois, analisar o próprio papel e função do executivo, suas habilidades e perfis.