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Inovações

Explorando o conceito da sustentabilidade

Alessandro Orofino

Publicado em 05/08/2013 às 17:00


Começo, desta vez, com uma boa provocação: até onde os acontecimentos que vimos nas ruas nas últimas semanas se alinham com o conceito de uma ruptura da ordem vigente, com pessoas, mesmo que através das redes sociais, contestando e questionando uma dita “sustentabilidade” econômica que, na prática, a população parece não perceber que existe?



A questão da sustentabilidade é algo muito maior e muito mais complexo do que posicionar a estratégia da empresa em uma “organização verde”, com conceitos mais humanizados no ambiente de trabalho etc. Vai muito além disso, na verdade. A sustentabilidade é crise civilizatória, é crise institucional, mas também é capaz de iluminar, jogar o farol em muitas outras questões que precisam ser revistas enquanto é tempo.



Do caminho inicial da preocupação com o meio ambiente, com a reutilização de produtos, ao realinhamento cultural para uma empresa mais ética perante aos seus consumidores e clientes internos, agora é preciso abrir nossas mentes para além da ecologia, indo para o lado social, cultural e econômico do conceito. Nesta tentativa minha de explorar mais a questão, indico à empreendedores da área de TI a reverem seus conceitos no negócio e também questionarem qual seu papel no mundo, no rumo das coisas e porque ou como a organização pode se posicionar com uma nova cara, com um novo jeito de fazer a sua própria revolução sustentável dentro de suas próprias “entranhas”, num processo que chamo de autoconsciência & transformação organizacional, elevando a sua empresa, seu produto ou sua marca a espécie de novo paradigma, palavra batidíssima eu sei, mas fundamental nestes tempos de mudanças e rupturas.



Fico pensando, depois destas semanas, o que as redes sociais podem e estão fazendo para pressionar, estimular, questionar, reforçar, criticar, abençoar, amaldiçoar e, porque não, dizer recriar a imagem dos países. O que dizer se esta mesma força (mais contida, porém mais direcionável, como seus clientes) começasse a querer que você mude o seu negócio, independente do tamanho, envergadura e fôlego financeiro, para um modelo mais propício aos tumultuados dias atuais, dias de criação e destruição?



Algumas dicas, pequenas, mas nem por isto desinteressantes, podem ajudar você e sua organização de TI: a questão dos recursos e reaproveitamentos de recursos físicos está concebida no negócio ou no planejamento estratégico do seu negócio? Existem reuniões para entender como o conceito do desenvolvimento sustentável agrega ou pode agregar valor para o seu negócio? Sua empresa ou seu negócio possuem sensível consciência da sustentabilidade junto a seus colaboradores? Ou seja, você vê a cultura organizacional da sua empresa ´respirando´ o tema? Consegue identificar, através das redes ou conversas informais com seus clientes externos se eles já monitoram possíveis concorrentes seus que fazem do desenvolvimento sustentável uma realidade?



O tema é longo, as perguntas são inúmeras e certamente vou continuar as minhas provocações no próximo artigo, mas acredito que desde já um minuto de reflexão em seu agitado dia de 24 horas, caro gestor, não se faz só necessário, mas como também se faz urgente e emergencial. Para que, tal qual alguns governantes, não fiquemos assustados com as mudanças...