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Opinião

Fluxo de Caixa: as reais pressões na cadeia de distribuição

Publicado em 02/03/2011 às 17:25


José Bublitz é presidente da SND Distribuição de Produtos de Informática e diretor da ABRADISTI (Associação Brasileira de Distribuidores de TI)



Ao longo dos últimos anos, a distribuição de TI vivenciou diversos fatores que contribuíram para a pressão do fluxo de caixa, criando a necessidade de "capital intensivo" em toda a cadeia, desde a indústria.





Em um panorama geral do mercado interno, nos últimos anos, o Brasil teve um grande aumento na oferta de crédito ao consumidor e, atrelado à sede da população em consumir e à melhora de seu poder aquisitivo, culminou na inclusão de significativa parcela da sociedade ao consumo.





Para atender a demanda gerada, os fabricantes aumentaram sua produção e diminuíram o prazo de pagamento dos distribuidores. Enquanto isso, as revendas tiveram que aumentar a oferta do crédito para efetivar as vendas junto a seus clientes. Como consequência, as revendas pressionaram por ajuda dos distribuidores ao solicitar prazos maiores de pagamento.





Em 2010, os governos dos estados passaram a instituir o ICMS por Substituição Tributária (ICMS-ST). Nesta modalidade de cobrança o imposto é antecipado, ou seja, o governo estadual estima uma margem de lucro pelo Índice de Valor Agregado (IVA) ou Margem de Valor Agregado (MVA) até o consumidor final para cada produto. Com base neste valor, o imposto é cobrado do primeiro contribuinte do estado, quer seja fabricante, distribuidor ou revenda, e o resto da cadeia dentro do estado não paga mais ICMS.





O efeito causado pelo ICMS-ST é que, além de ser antecipado, na venda interestadual, o imposto vira crédito de difícil recuperação. Além disso, os distribuidores não podem usar esta antecipação para recolher o imposto normalmente pela operação, impactando o Fluxo de Caixa.





Estas pressões no fluxo de caixa fazem com que a necessidade de capital das distribuidoras seja maior e o custo financeiro passa a ser um item ainda mais relevante na operação. Por isso, a administração do fluxo de caixa, atrelada ao giro do estoque, é questão fundamental para a estabilidade da cadeia.