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Opinião

Hospitais inteligentes

Publicado em 23/11/2011 às 16:34


Alexandre Mori é gerente nacional de vendas da Axis Communications



Qualquer pessoa que entrar hoje no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, estará sendo monitorado continuamente. O acesso passou a ser autorizado apenas mediante cadastro. Ao passar pela catraca, as câmeras registram, em alta resolução, a imagem frontal do usuário. A partir daí, toda a movimentação do paciente, visitante ou funcionário pelos pontos de acesso, como portas, catracas e cancelas, passa a ser acompanhada por outras câmeras.

Para o operador na sala de controle, basta inserir no sistema o nome do usuário para obter todas as imagens de sua entrada, visualizando detalhes do rosto e seu aspecto geral, e todas as imagens seguintes – por onde ele passou, o que carregava consigo, se estava acompanhado e a que horas cada passo foi dado. Ao todo, o Einstein conta com 1.250 câmeras, com 450 pontos de acesso.



Esse projeto, implantado com sucesso num dos mais importantes hospitais da América Latina, é hoje um dos maiores exemplos brasileiros na adoção de câmeras para um uso inteligente dos recursos tecnológicos disponíveis.  Essa iniciativa garantiu ao Albert Einstein o título de primeiro na área hospitalar em toda a América Latina a implantar um sistema integrado de controle de acesso, videovigilância, prevenção e detecção de incêndios e automação predial.

E não se trata de um caso isolado. O número de câmeras adquiridas pelo setor de saúde no Brasil deverá crescer este ano em relação a 2010. Ao todo, o setor de segurança eletrônica irá movimentar aproximadamente R$ 3,2 bilhões no País em 2011, enquanto tem-se percebido uma forte demanda por sistemas avançados de videomonitoramento para uso em hospitais privados, clínicas médicas e unidades laboratoriais.



Muitos gerentes de TI ou segurança, ao desenhar os novos projetos, já consideram o uso das imagens para fins de treinamento sobre procedimentos hospitalares, permitindo à equipe assistencial avaliar comportamentos, aprimorar processos internos e garantir maior conforto aos clientes. As câmeras contam com recursos como captação de áudio, permitindo ao gestor ouvir o diálogo estabelecido entre membros da equipe de assistência, pacientes e colaboradores, por exemplo, nos elevadores ou na recepção.



Outro recurso recém-lançado e de interesse tanto para o setor de saúde quanto para varejo, instituições de ensino, uso industrial e corporativo é o Formato Corredor (CorridorFormat). O novo formato de exibição adapta o vídeo à área monitorada – por exemplo, em áreas com maior comprimento do que largura, como em corredores, plataformas, túneis e passagens. Esse formato mais estreito maximiza a qualidade da imagem enquanto elimina o desperdício de largura de banda e armazenamento.



A possibilidade de gravação local em cartão de memória SD ainda é algo pouco considerado, mas muito interessante. Quando própria câmera armazena as imagens, consegue-se reduzir o valor do investimento necessário para implantar ou ampliar projetos de monitoramento. Tipicamente, o custo de storage num projeto chega a 30% do valor total. Além dessa redução de custos, ao optar pelo armazenamento local através de cartão de memória SD, o hospital garante não perder a imagem em caso de queda no sistema.



Outro aspecto que deve ser considerado em relação à presença de câmeras em hospitais é o design discreto para não ferir susceptibilidades. O sistema precisa ser bem pensado para não ser agressivo, estando presente para agir contra ações mal intencionadas, mas com total respeito à privacidade.