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Automação

Inovar ou morrer: um manual básico de sobrevivência para Automação Comercial

Marcelo Martinez

Publicado em 08/12/2014 às 11:58


O ambiente de negócios muda a todo instante. O exercício de se acompanhar essas mudanças e se preparar para elas é contínuo e deve estar na agenda de todo o empresário ou executivo. Conseguir prever mudanças e antecipar-se a elas exige um planejamento estratégico fundamental a qualquer boa administração nos tempos atuais. Apenas com uma leitura correta dos movimentos ao redor, pode-se preparar e implementar planos de negócios consistentes e bem-sucedidos.


 


Esta breve introdução, remete um pouco ao que enxerguei nestes últimos anos em que me dediquei na vida executiva, entre outras responsabilidades, ao setor de Automação Comercial, um negócio apaixonante, repleto de grandes transformações e, porque não, de oportunidades. Pude notar, em várias reuniões das quais participei, que algumas importantes revendas, apesar de seu extenso conhecimento do setor, tinham bastante dificuldade em acompanhar o que chamo de Revolução da Informação, uma nova era com consumidores cada vez mais exigentes na busca de conveniência, serviços, qualidade e otimização do tempo, tudo isso sem abrir mão do valor percebido e da confiança na relação comercial.


 


Dois grandes gurus da área de estratégia empresarial, Gary Hamel e Coimbatore Prahalad1, afirmam que uma fórmula simples de se manter competitivo consiste em “criar a melhor base de premissas possível sobre o futuro e, assim, desenvolver a presciência necessária para moldar a evolução do setor”. Nenhum gestor pode renunciar a responsabilidade de desenvolver, discutir e tomar parte de uma perspectiva sobre o futuro, escapando de viciosos paradigmas como o “sempre foi assim” ou “já vi essa história acontecer”. Lógico que vale ressaltar que, apesar de se apresentar como fator crítico para o sucesso nas empresas, a inovação resulta de um processo complexo e de difícil gerenciamento, dependendo de muitos fatores, que, se não forem desenvolvidos adequadamente, podem se tornar responsáveis pelo fracasso dessas empresas. Porém, segundo o mesmo Hamel, vivemos em um mundo onde a inovação gera riqueza, e para sobrevivermos no futuro incerto que nos cerca, devemos correr riscos e utilizar nossas competências em novos contextos.


 


Sendo muito sincero com o leitor, não tenho intenção alguma de transformar essa coluna em mais uma daquelas repletas de artigos teóricos de difícil assimilação, mas espero poder contribuir ao final de cada texto, com reflexões e provocações que, a meu ver, fazem falta ao setor. Acredito na inovação em todos os seus aspectos, a de processos, a de pensamentos e a de soluções, para mim uma sempre e forte aliada das organizações na busca de melhoria contínua em cenários dinâmicos e competitivos. Não é à toa a imensa participação da delegação brasileira na NRF Big Show, um dos maiores eventos voltados ao Varejo, que acontece no início do ano, em Nova York, e que reúne milhares de executivos de todo o mundo em busca de conteúdo e novidades em tendências, tecnologias e soluções. Minha leitura é que, dando um ar mais poético ao tema, pela dor ou pelo amor, o setor irá se inovar, e ao final restarão apenas aqueles que estiveram atentos às mudanças e se preparam para os novos desafios.


 


Por fim, gostaria de expressar meu desejo em transformar esse espaço em um fórum permanente de discussões sobre o setor. Tenho uma relativa experiência em gestão vivenciada em vários segmentos de negócios em multinacionais, porém um dos principais aprendizados que obtive em todos estes anos é que a colaboração mútua sempre constrói, mesmo aquela que surge em meio a críticas. Como comentei, dedicarei essa coluna a compartilhar visões e conceitos nas quais acredito que possam ajudar o mercado e seus participantes a se tornarem mais competitivos e bem-sucedidos, mas assumo desde já que de modo algum são obras acabadas, por que se assim o fossem, de nada faria sentido ter falado de inovação até agora.


 


Em 2015, ano de várias mudanças fiscais e de negócios, falaremos de vários assuntos, mas para o próximo mês dedicarei espaço para conversarmos sobre algo que considero incipiente no setor, em especial nas revendas: como implementar ações de marketing estratégico voltadas para geração de demanda, mesmo com recursos limitados. Se este assunto o interessa, por favor traga seus ingredientes.


 


Boas vendas e sucesso a todos!