LGPD
Multas da LGPD começam em menos de um mês e a maioria das empresas segue atrasada. E a sua, como está?
Carla Prado Manso
Publicado em 11/08/2021 às 14:39A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) impacta o dia a dia de praticamente todas as empresas e organizações. Mesmo assim, grande parte delas ainda não estão prontas para lidar adequadamente com os dados que recolhem e tratam. Prova disso são informações do levantamento feito pela ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software), que mostra que 60% das empresas brasileiras ainda não estão preparadas para a LGPD.
A lei entrou em vigor em setembro de 2020, mas as multas – que podem chegar a R$ 50 milhões – só serão aplicadas a partir de agosto deste ano. Todas as organizações, independentemente da área de atuação, que ainda não se adequaram à lei, têm pouco tempo para evitar as possíveis multas impostas às empresas que não tratarem adequadamente os dados pessoais de seus clientes, colaboradores e fornecedores
Observamos três cenários diferentes entre as empresas: as que já estão preparadas, aquelas em processo de implantação e as que ainda não começaram o processo de conformidade. Para a última, o senso de urgência é alto, uma vez que, pela relevância e exposição da nova lei, as multas deverão ser aplicadas à risca. Além disso, vale ressaltar que o projeto da LGPD não tem uma etapa final e estará em constante movimento. Desde a coleta dos dados, o levantamento dos processos e o registro em um sistema de gerenciamento, deve haver a manutenção constante da equipe responsável.
Jornada de compliance da LGPD
A jornada de compliance da LGPD contempla muitas fases, como a parte processual, documental, sistêmica e cultural. Quando a empresa já está com o mindset mirado para a importância dos dados pessoais, a implantação do projeto fica muito mais fácil. Isso inclui o apoio da alta gestão, ter uma área específica para cuidar somente deste assunto, além da preocupação da cultura organizacional alinhada sobre a importância da cibersegurança.
O período atual adverte que as empresas que ainda engatinham no processo de adequação busquem por soluções visando se adequar o mais rápido possível à norma. Já as companhias que estão mais avançadas devem persistir nos seus projetos com ainda mais empenho, analisando as melhores práticas e ferramentas disponibilizadas pelo mercado. O objetivo é fazer com que a privacidade de dados seja encarada com a importância e seriedade que o tema exige.

