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Opinião

O bom gerenciamento da continuidade do negócio

Publicado em 11/07/2013 às 11:44


Fernando Akatsuka é arquiteto de soluções na FNC IT



Neste artigo vamos falar um pouco da preocupação que existe em algumas corporações: a garantia de Continuidade do Negócio ou Plano de Continuidade do Negócio.



Entende-se por negócio "um comércio ou empresa, que é administrado por pessoas para captar recursos financeiros para gerar bens e serviços". E a definição de "Plano de Continuidade de Negócios - PCN (do inglês Business Continuity Plan - BCP)" é o desenvolvimento preventivo de um conjunto de estratégias e planos de ação de maneira a garantir que os serviços essenciais sejam devidamente identificados e preservados após a ocorrência de um desastre, e até o retorno à situação normal de funcionamento da empresa dentro do contexto do negócio do qual ela faz parte.

Esse assunto ficou em evidência alguns anos atrás, por consequência da grande catástrofe ocorrida em setembro de 2001: o ataque terrorista ao WTC, em Nova York. Na ocasião, várias empresas acabaram perdendo todas as suas informações e infelizmente a vida de muitos funcionários. E, por não terem uma contingência, simplesmente essas empresas não existem mais.



Mas também temos bons exemplos, como o do Commerzbank (Banco Alemão) que tinha um escritório no WTC. Com a queda das torres, o datacenter  principal entrou em colapso e, junto com ele, toda a comunicação com o exterior, deixando a operação de Nova York praticamente parada. Porém, o Commerzbank possuía um plano de contingência que incluía cópias dos sistemas e dados em outro site a 50 km do site principal. Essa contingência foi ativada, os funcionários evacuaram o local e nos meses seguintes passaram a trabalhar no site backup até que o site principal fosse reestabelecido.

Atualmente temos uma enorme variedade de normas e práticas que, quando bem aplicadas para construção de um Plano de Continuidade do Negócio, podem garantir longevidade à corporação em relação a eventos que possam causar algum tipo de paralisação das operações.



Falando um pouco do Brasil, notamos que é muito comum as empresas ainda não estarem totalmente em conformidade com estas normas ou práticas. Seja por questão do valor do investimento, considerado alto, ou por nossa própria cultura, em que este tipo de investimento é considerado como custo (não um investimento) e acaba ficando em segundo plano em detrimento de investimento em outras áreas como marketing, por exemplo. Ou mesmo porque os gestores ainda não fizeram o cálculo de perda de renda quando estão parados.

Sabemos que o assunto pode ser polêmico, mas o que pretendemos mostrar neste blog é que, com algumas ações, é possível mostrar à corporação a importância de se investir em um BCP (Business Continuity Plan) ou, em português, um Plano de Continuidade do Negócio.



Conceitualmente existem normas que podem direcionar a corporação na aplicação das ações necessárias a um bom plano de continuidade. Uma delas  muito conhecida é a BS 25999 (lançada em 2006), uma norma britânica que pode ser aplicada em toda corporação.

Essa norma possui um conjunto detalhado de processos baseados nas melhores práticas da Gestão da Continuidade do Negócio (GCN) ou Business Continuity Management (BCM). Como exemplos, podemos citar os processos de  "Identificar impactos de interrupções", "Categorizar atividades", "Identificar dependências"  e "Estimar recursos necessários para recuperação".



E como apoio a estas normas e regras, mais especificamente a área de TI, no Brasil a ABNT considera a  ISO/IEC NBR 17799/2007 - 27002, que trata da segurança da informação e auxilia no direcionamento da continuidade do negócioEssas normas servem de base para montar a estratégia da corporação em um momento de crise, garantindo a continuidade de suas operações em um nível aceitável.