Opinião
O elo da cadeia de fornecimento: a vital importância
Publicado em 21/03/2011 às 17:49
Marco Antonio Chiquie é vice-presidente da Abradisti
A primeira pesquisa do setor de distribuição de TI foi divulgada. Foi uma de nossas primeiras decisões ao formar a Abradisti. Até então não existiam dados que demonstrassem o tamanho real do canal de distribuição, a vital importância desse elo entre o fabricante e as inúmeras revendas espalhadas pelo Brasil.
O IT Data nos trouxe o estudo e por meio dele pudemos não apenas verificar, mas comprovar nosso papel mediante a cadeia de fornecimento no segmento de tecnologia da informação. Com um Raio X do setor, tivemos a oportunidade de mostrar que o mercado de distribuição em produtos de informática e tecnologia somou, em 2010, um faturamento de R$ 12,4 bilhões. Em 2011, a previsão é chegar a R$ 13,6 bi, com 10% de crescimento.
A pesquisa também apontou que o Brasil soma 29,4 mil revendas ativas trabalhando com itens em TI, incluindo aí revendedores de todos os tamanhos e que atuam em indústria, comércio e serviços, abrangendo desde o mercado corporativo até os novos mercados que surgiram a partir da convergência digital, como o setor de papelarias.
Em relação à distribuição geográfica dos distribuidores, a região Sudeste concentra a maior fatia, com 79% das empresas. O Sul ocupa o segundo lugar, com 17%. Já o Nordeste conta com 3% e Centro-Oeste tem 1% de participação do distribuidor. Com isso, geramos empregos, diretos e indiretos, que totalizaram 163 mil e chegamos a R$ 1 bilhão de impostos pagos.
Os dados são significativos e demonstram a relevância dos distribuidores no mercado brasileiro, porém necessitamos agora seguir trabalhando para reforçar a posição dos distribuidores diante dos fornecedores e órgão governamentais.
A Abradisti foi fundada da mesma forma que o propósito desse artigo: Organizar o setor de forma a demonstrar a vital importância do distribuidor ao setor de tecnologia da informação no Brasil. As perspectivas indicam que a venda indireta é a melhor alternativa para conseguir entregar produtos em regiões distantes e pouco exploradas e para isso os distribuidores cada vez mais devem ser reconhecidos não apenas como apoio de negócios, mas sim, como empresas preparadas para contribuir com a evolução de todas as partes de uma cadeia de fornecimento.
O próximo passo agora é trabalhar sobre a pesquisa e tratar de detalhar melhor os dados levantados de maneira a identificar o perfil de cada revendedor e sua atuação na região, buscando assim classificar o canal para melhor entendimento de suas necessidades.
Avançamos conforme o mercado e agimos para que ele avance conforme nosso modelo de negócio. Não existe quem dita as regras nesse caminho. Existe quem cuida de trazer inovação ao mercado brasileiro, quem quer comprar e quem quer intermediar relações. Todos fazem parte desse processo.
O potencial de mercado a ser explorado não apenas com o que se já se vende, mas com inovação é imenso. Cabe a nós, elo dessa cadeia de fornecimento tão importante, buscar avanços, investir em tecnologia própria para ampliar o leque de serviços e, principalmente, incentivar e fazer com que as companhias que querem chegar lá enxerguem, de forma clara, a real importância de construir um elo que verdadeiramente contribua para o crescimento não de uma, mas de todas as partes envolvidas.
Afinal, há uma imensa massa de consumo que precisa ser atendida e nós seguimos investindo nas melhores práticas e melhores ferramentas para chegar lá.

