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Varejo

O legado de Steve Jobs para o varejo

Regina Blessa

Publicado em 31/10/2011 às 13:34


O designer de varejo Mike Wittenstein fez, no mês passado, uma reflexão sobre a vida e as origens humildes de Steve Jobs e da Apple que vale a pena ler. Jobs acreditava em um futuro que ele imaginou para os outros (e não egoisticamente para si mesmo) e trabalhou incansavelmente em direção a ele. Com um foco firme para realizar aquela visão, ele energizou dezenas de milhares de pessoas, transformando o trabalho em paixão para muitos.



Steve Jobs, que passa agora a ser uma lenda, será lembrado como um empresário de sucesso e co-fundador da Apple, NeXT e Pixar além de reativador da Apple em seu ponto mais baixo, levando-a à um sucesso sem precedentes. À medida em que o tempo passar, ele será visto como um inventor ao lado de Bell, Ford e Edison. Mas, ele será mais lembrado como um conector de pessoas e como um transformador de indústrias (tecnologia, entretenimento, comunicação e varejo). Suas ideias introduziram novas formas de interação com os outros que agora podem trabalhar em qualquer lugar do planeta.



A visão de Jobs e execução da Apple tiveram um efeito transformador sobre a indústria de varejo, tanto no interior da loja quanto on-line, em um setor que desabrochou pouco mais de dez anos atrás. Quando a empresa apresentou a sua loja “The Apple Store”, especialistas previram o fim do esforço e até mesmo da companhia. Agora, 300 lojas e uma dúzia de países mais tarde, esta empresa possui uma das mais respeitáveis experiências em consumidores alcançando fantásticos volumes de vendas por metro quadrado de loja.



O sucesso do empreendimento Apple Store de Steve Jobs prova a filosofia de gestão de varejo onde todos os detalhes são importantes, mesmo se eles não estão sob controle direto. A habilidade da Apple em coordenar com sucesso produtos, pessoas, tecnologia e serviços ofertando intencionalmente design e uma experiência singular, não tem precedentes.



Steve e seu design misturavam negócios e artes. Ao enfatizar a emoção e a estética, Jobs colocou valor na apreciação dos clientes ao usar seus produtos e serviços. Um de seus valores foi evidenciado com foco contínuo na simplicidade em fazer design, linhas mais limpas, mais leves, manuais de instrução menores, produtos mais potentes e fáceis ao mesmo tempo, e mantendo controle dos preços até sua maturação.



Steve fez um varejo fácil para os consumidores como parte de seu grande projeto. Seus exemplos são um presente inesperado para a nossa indústria.



Baseados nos pensamentos de Steve, conseguiram ver uma melhor experiência para o varejo. Exemplos como: dar aos consumidores a oportunidade de programar as horas para comprar, consertar, treinar e curtir sempre com a atenção da equipe. Fazer tudo para que os consumidores não perdessem tempo em filas, não ficassem esperando por notas ou recibos, e não ficassem com dúvidas quanto a estarem fazendo um bom negócio.



E, além disso, podiam prever com precisão as necessidades de pessoal para que a empresa gastasse menos em trabalho por dólar de vendas gerado. Ao colocar catálogos eletrônicos com um botão “me ajuda” ao lado de cada produto na loja, os clientes podem saber mais, aprender mais, e tornar-se compradores melhores e fidelizados.



Dando aos clientes serviços gratuitos (armazenamento, e-mail, telefone remoto, aprendizagem e apoio) clientes se tornam mais confiantes e usam seus produtos ainda mais.



Estes são apenas alguns dos padrões de pensamento que Jobs deu ao varejo.



Em um de seus discursos ele disse: “Fazer produtos excelentes não é tão importante quanto fazer grandes experiências”.



Steve Jobs se foi para um plano mais evoluído, mas seu legado deixado no varejo mundial vai ficar ainda por muitos anos.