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Vendas

O novo retorno ao velho normal

Luiz Marins

Publicado em 03/11/2020 às 19:50

Uma das mais quentes discussões mundiais do momento é o retorno às
atividades pós-pandemia. Publicações do mundo inteiro estão se dedicando ao
tema. Como será a volta? Vale a pena voltar 100% para o escritório? Como fazer
o trabalho híbrido? A opção deve ser do empregado ou do empregador? Como será o
controle do horário de trabalho? Se um colaborador se acidentar em sua casa,
será considerado “acidente do trabalho”?
Como esse controle será feito? No trabalho remoto, o
empregado deve custear sua alimentação por conta própria ou a empresa terá que
participar dessas despesas? Pode a empresa controlar eletronicamente o que o
seu funcionário está fazendo ou mesmo onde ele se encontra durante o trabalho
remoto?





Esses e outros tantos questionamentos estão em cima da
mesa não só de empregadores e empregados, mas também de governos que terão que
rever toda a legislação trabalhista para estes novos tempos de retorno ao
trabalho.





O tema do retorno ao velho-novo normal está longe de ter
consenso entre as pessoas, mesmo entre empresários e estudiosos de administração
e gestão de pessoas.





No momento em que escrevo esta mensagem, 84% dos
franceses já voltaram ao escritório e menos de 40% na Grã-Bretanha voltaram.
Jack Dorsey, presidente do Twitter, diz que a equipe da empresa pode trabalhar
em casa “para sempre”, mas Reed Hastings, o fundador da Netflix, diz que
trabalhar em casa é “um puro negativo”.





Só para se ter uma ideia de como o tema é polêmico, o
Facebook assinou um novo contrato de aluguel de um grande escritório em
Manhattan, NY e a Bloomberg está oferecendo um bônus
de até 75 dólares por dia para levar seus trabalhadores
de volta ao seu prédio em Londres. Os governos, sobre os quais parte do fardo
recairá se a pandemia persistir, estão adotando uma abordagem semelhante,
incentivando as pessoas a “voltarem ao trabalho” - com o que querem dizer
“voltarem ao escritório”.





Um questionamento é sobre o aumento da felicidade de
trabalhar em casa se pode tornar os trabalhadores mais produtivos. Na maioria
dos países, o trabalhador médio relata que fez em casa, mais do que faria no
escritório. No entanto os estudiosos afirmam ser difícil ter total certeza se o
trabalho em casa ou no escritório é mais eficiente.





Enfim o tema é mais que controverso e cada caso é um
caso diferente. Assim, cada empresa terá que tratar da sua própria realidade
com muita atenção e cuidado.





Pense nisso. Sucesso!





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