PartnerSales


Imprimir

Marketing

O poder da criatividade

Marco Antonio Pereira

Publicado em 05/07/2011 às 11:10


Estive lendo um livro que interpreta as ações de Winston Churchill, de Alan Axelrod e em um dos capítulos há uma lição importante a ser seguida. A frase atribuída a um livro do próprio Churchill, chamado The Story of the Malakand Field Force (que conta sobre uma expedição de soldados ingleses contra uma tribo rebelde denominada patcho) diz: “É melhor fazer história do que se submeter a ela; ser ator, em vez de crítico”.



Churchill nasceu em novembro de 1874 e o fato de ter nascido prematuro, dois meses antes da hora, foi um prelúdio de uma vida levada sob uma impaciência constante para deixar sua marca em todas suas ações, uma após a outra.



Digo isto pelo fato de muitas vezes em nossos negócios estarmos sendo insanos, buscando nas mesmas ações de sempre, resultados diferentes. Acho que esta frase é de Einstein. Precisamos inovar, criar, sair do lugar comum!



Há duas semanas o líder de uma revenda ofereceu um jantar aos seus vendedores caso os mesmos  superassem a meta do mês  em 10%. Alguns acharão que a ideia não é inspiradora de grandes resultados, mas o melhor de tudo é ter feito algo diferente: uma nova história no final daquele mês para motivar seu time.



Inovar na propaganda também é importante! Lembro de uma campanha publicitária da década de 80 onde uma marca italiana de roupas jovens retratava situações que na época eram chocantes. Relacionamento entre dois homens ou entre pessoas de raças diferentes. O que eles provocaram? Choque e polêmica! Conquistaram barulho, boca a boca! A marca começou a ser conhecida por mais e mais pessoas.



Num outro trecho do livro há uma lição interessante sobre a questão de aprender com os erros, de renovar suas ideias! Num discurso em 1914, em Guildhall, Londres, ele afirmara que a máxima do povo britânico é manter a política de sempre. Manter a política de sempre trará o resultado de sempre. Será que é isto que queremos?  Será que não deveríamos ser um pouco mais inquietos buscando o novo, tal qual o próprio Churchill?



Aquela ideia de que um pessimista vê dificuldades em toda oportunidade, contra o otimista que vê oportunidades em toda dificuldade é excelente! Olhe para o seu negócio; entenda onde estão as oportunidades.



Já passamos da metade do ano e precisamos entender o que aconteceu no primeiro semestre e preparar nosso plano para o que temos pela frente. Chame seu time de colaboradores para buscar novos caminhos tendo em vista um resultado diferente. E superior!



Bons negócios!



 



Aventuras de um consumidor NÃO TÃO misterioso



 



O mês de junho, como o próprio nome diz, é época das festas juninas. Todos se juntam em volta da fogueira, dançam quadrilha, tomam quentão, comem pipoca e festejam. Em alguns estados do Nordeste, as festas são famosas, cercadas de muita animação. Em São Paulo, as festas geralmente são em clubes e igrejas.



Estava em uma destas festas e depois de tomar meu vinho quente, decidi comer um espetinho de carne. Fui até a barraquinha do churrasco e pedi ao jovem rapaz. Ao invés de tirar da grelha, ele abriu um isopor e me trouxe um espetinho que lá aguardava por seu cliente. Coloquei um pouco de farinha e ao dar a primeira “bocada” percebi que a carne estava fria.



Solicitei ao atendente a gentileza de deixar a carne na grelha por alguns minutos para reaquecê-la, o que me foi negado. Segundo ele, não seria possível, pois eu já havia experimentado. De que forma poderia saber se estava quente sem experimentar? Como não queria arrumar encrenca, acabei deixando o espetinho de lado e fui até a barraca do cachorro-quente, onde as salsichas estavam sendo fervidas numa água escaldante e os pãezinhos aquecidos em um mini-forno. Pensei comigo: aqui sim!



Pedi um cachorro-quente com tudo que tinha direito e ao voltar próximo à minha família, perguntaram se estava bom, o que confirmei com os olhos, pois estava me deleitando com a iguaria. Rapidamente todos se sensibilizaram e pediram seis sanduíches.



De imediato veio a ideia de descrever a experiência na coluna deste mês sob o título do que um “pós-vendas” mau administrado causa nos nossos negócios, abrindo espaço para a concorrência! 



Bom apetite a todos!