Marketing
O pragmatismo invade o Marketing
Publicado em 30/08/2010 às 12:15 Como é sabido, os investimentos em propaganda diminuíram frente ao crescimento dos esforços em promoção de vendas. O porque disso está na necessidade de resultados a curto prazo, enquanto os projetos a longo prazo sustentam a importância dos investimentos nas marcas, em propaganda e suas diferentes formas de mídia (TV, revistas, rádio e etc). O curto prazo demanda resultado; e isto só é conseguido com apelos de ganho rápido, como descontos, promoções e assim por diante.
Mas será que isto se sustenta ao longo do tempo? Ás vezes vejo excelentes idéias serem engavetadas porque os valores não se mostram viáveis no momento presente. Vale analisar a iniciativa sob a ótica de retorno à curto prazo, mas também sobre os benefícios que a marca da sua empresa terá no futuro.
O que fazer com esta nova realidade?
Os profissionais do Marketing devem incorporar a cultura do retorno sobre o investimento em todas as suas propostas e especialmente nas iniciativas à longo prazo, buscando pontos de controle. Algo mensurável.
Pesquisas de diferentes tipos podem nos ajudar neste trabalho. Elas servem como instrumento de medição de uma situação atual e futura e, neste intervalo, entre presente e futuro, estão as ações que você deve propor.
Temos que sugerir algo diferente!
O livro de W. Chan Kim e Renée Mauborgne, “A Estratégia do Oceano Azul”, aborda a questão de mercados com muitos concorrentes que, não raro, se tornam sangrentos (oceano vermelho) onde a estratégia passa a superar os benchmarks de concorrentes. Nos oceanos azuis há oportunidades de crescimento altamente rentáveis por estarmos falando de mercados intocados.
As águas azuis são amplas e inexploradas. Quem propor algo diferente sairá em vantagem e terá o retorno sobre o investimento com maior velocidade e impacto.
Pense! Inove! Saia do lugar comum!
Aventuras de um consumidor não tão misterioso
Depois de um certo tempo sem movimentar uma conta corrente num grande banco nacional, resolvi encerrá-la por não fazer mais uso da mesma e também por não querer mais arcar com a taxa mensal de manutenção. Não fazia sentido.
O gerente do banco que sempre me atendeu de forma bastante prestativa e solícita, despedia-se de seu mais recente não correntista. Como há um procedimento rotineiro para encerramento da conta, puxei conversa sobre o momento do banco e sobre os benefícios de se trabalhar em uma grande instituição financeira e seus polpudos bônus anuais.
Para minha surpresa o pessoal das agências não faz parte deste seleto grupo de privilegiados.
Apesar de fazerem a coisa acontecer no cotidiano, eles não são beneficiados por estes prêmios. E a partir daí foi uma choradeira que mais parecia o divã de um terapeuta.
Fico me perguntando como as empresas trabalham a motivação destas pessoas que estão frente a frente com centenas de clientes diariamente.
Em se tratando de serviços, negócios são pessoas; e a partir do momento que a empresa ou seu chefe não entendem seus “motivadores” acabamos caindo em uma praia perigosa, muitas vezes, sem volta.
Este funcionário me transmitiu um sentimento ruim e que passa a transcender da pessoa para a marca.
No livro “Primeiro quebre todas as regras”, os autores fazem uma pesquisa interessante. Afirmam que empresas boas com chefes ruins perdem mais funcionários que aquelas ruins com chefes bons. O desafio de liderar é cada vez maior e talvez nesta agência exista um chefe não tão bom assim que em breve terá funcionários a menos...

