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Opinião

O setor de distribuição e o aquecimento econômico

Publicado em 03/10/2012 às 11:44


Marcos Coimbra é diretor da Abradisti



O mercado de TI foi o que mais cresceu no ano de 2011, segundo dados do IBGE divulgados em março de 2012. Ele avançou 4,9% em 2011, acima da alta do PIB do país que ficou em 2,7%, e em 2010 esse avanço foi de 3,8%.



Outra pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) mostrou que o mercado de TI foi responsável no último ano por 4,4% do PIB do Brasil. Considerando o mercado de telecomunicações, esse número sobe para 8%. No atual cenário, ainda com a crise econômica mundial que se instaurou desde 2008, esse resultado além de positivo, foi surpreende.



Por causa da crise, os países emergentes, entre eles o Brasil, têm visto suas taxas de crescimento diminuírem, conforme a própria presidente Dilma Rousseff declarou em março durante a Cebit, feira de tecnologia e telecomunicações que aconteceu na Alemanha.



E apesar do parecer econômico da presidente, o mercado de distribuição teve uma elevação significativa nos últimos anos, como nos mostra o estudo de mercado realizado pelo IT Data em novembro do ano passado, sobre os números do mercado de distribuição em 2010. Essa pesquisa revelou que naquele ano o faturamento anual do mercado de distribuição foi 17% maior que no ano anterior. Ainda segundo essa análise, o previsto era que o crescimento em 2011 chegasse perto dos 10%, com uma receita próxima a R$ 13,6 bilhões. Uma pesquisa está sendo feita pela ABRADISTI para verificar a veracidade dessas análises.



O mercado brasileiro de software e serviços de TI ocupou no ano passado, a 10ª posição no ranking mundial, segundo um relatório divulgado no início desse mês pela Associação Brasileira das Empresas de Software, em parceria com a IDC Brasil. Essa classificação, em conjunto com a crise econômica, que não afetou o Brasil na área de tecnologia, incentivaram as multinacionais a investirem no nosso país, trazendo lucro e capital de giro. Um exemplo disso é a companhia chinesa Lenovo, segunda maior fabricante de computadores do mundo, que irá investir cerca de US$ 30 milhões para construir uma fábrica no Brasil, na cidade de Itu, em São Paulo.



Esses resultados são decorrentes principalmente, por causa do crescimento tecnológico disparado que vem acontecendo nos últimos anos. Com os constantes lançamentos, novidades e um grande número de fabricantes trazendo para o mercado diversas inovações e diversidade de produtos.



Isso mostra que o setor de distribuição de TI, além de aquecer a economia e gerar para o país cerca de R$ 1 bilhão em impostos por ano, segundo dados fornecidos pela pesquisa do IT Data à ABRADISTI, está em constante crescimento. Se esse cenário persistir, as expectativas se manterão incrivelmente otimistas para o fechamento de 2012 e para os próximos anos