RH
RH na Estratégia do Negócio
Milene Lopes Schiavo
Publicado em 07/11/2013 às 12:22Como a área de Recursos Humanos pode contribuir efetivamente para a estratégia do negócio
Em recente participação no principal Congresso Brasileiro de Recursos Humanos (CONARH), foi possível constatar a necessidade atual de reinventar a gestão das empresas brasileiras. Afinal, como estas organizações poderão realmente atuar de forma competitiva no cenário mundial? Para que uma empresa realmente tenha sucesso no contexto atual de baixo crescimento econômico, precisa ser excelente. E a excelência requer uma boa gestão.
E o que significa ser excelente hoje? Significa que as empresas precisam ser mais competitivas (melhores produtos, menores custos, diferentes canais de distribuição), mais produtivas (fazer mais e melhor, com menos recursos), tudo isso com ética, bons processos, disciplina na execução e através de uma equipe inspirada para fazer o seu melhor.
E, considerando tudo isso, ainda existem, organizações que não se atentaram para o fato do quanto a área de Recursos Humanos é estratégica para o sucesso do negócio e pode ser um agente-chave para esta mudança de patamar na qualidade da gestão e, consequentemente, nos resultados.
Qual o principal negócio da sua empresa? Uns vão pensar nos produtos que comercializam, outros nos serviços que oferecem e alguns nos clientes que atendem. Quantos pensaram nos funcionários? Geralmente, quando falamos de “negócios” olhamos para fora, mas sem uma conexão entre quem está dentro, não atingiremos quem está fora com a melhor qualidade e produtividade de que a concorrência hoje nos exige.
Portanto, a área de RH deve atuar de forma estratégica, entendendo e sendo capaz de conectar todos os stakeholders que impactam nos negócios e resultados. Só que, para atuar desta forma, o RH não pode ser considerado simplesmente um departamento operacional. Deve ser visto e reconhecido como uma área que pode sim contribuir de forma relevante para a estratégia e sucesso do negócio. Mas, para isso, é necessário que o RH tenha “voz ativa”, através de participação efetiva no corpo diretivo da empresa e nas decisões de negócio. Além disso, deve ter tanta importância quanto às demais áreas – ou até mais! – quando algumas decisões são tomadas: distribuição de orçamentos, análise e priorização de projetos e sistemas tecnológicos. Esta é uma boa provocação... Verifique na sua empresa qual foi a prioridade que os projetos de RH, envolvendo TI, teve nos últimos anos. Em muitas empresas projetos de RH recebem pouca importância e ficam no final da lista. Infelizmente.
A área de RH pode ser uma aliada estratégica e fazer muita diferença para o negócio! Desde que ela esteja envolvida na estratégia e no negócio! Se estiver, poderá ter a visão adequada para direcionar seus projetos para fazer o negócio acontecer através de diversas ações:
- modelagem das competências (selecionar, desenvolver e avaliar pessoas baseadas nas competências necessárias para aquela empresa evoluir com sucesso)
- dimensionamento das estruturas organizacionais (quantidade/qualidade/perfil de funcionários para cada área)
- preparo e desenvolvimento contínuo da liderança/gestão (líderes preparados para gerir equipes, processos e negócios / líderes capazes de identificar a melhor contribuição de cada indivíduo / líderes que favorecem a comunicação aberta, capazes de prover feedbacks construtivos / líderes próximos, que ouvem e estimulam sua equipe, promovendo ambiente favorável à inovação)
- políticas e programas baseados na meritocracia (remuneração, critérios de promoção/desenvolvimento)
- atuação em programas que visam o engajamento dos funcionários, inspirando para que as pessoas façam o seu melhor, estimulando que façam o certo, corrijam o que está errado, adotem uma cultura de observância dos processos e tenham disciplina na execução.
Enfim, envolva o seu RH na estratégia e no negócio da empresa. E provoque para que ele atue de forma efetiva na tão necessária reinvenção da gestão atual – podendo ser um parceiro-chave na construção da competitividade e excelência empresarial.

